1 - O meu pai. Dele herdei o feitio, em especial, a minha “falsa-timidez” (como ele lhe chama) e as mãos (que é uma coisa que as senhoras não gostam muito de herdar do pai, mas quando olho para as minhas mãos gordinhas lembro-me dele e sinto-o perto de mim – o que dá muito jeito, quando temos a Espanha a separar-nos). Quando eu tinha apenas alguns dias de vida, dedicou-me ao Senhor e estou-lhe eternamente grata por isso.
2- O meu outro pai (não lhe chamo ’segundo pai’ propositadamente). Dele também assimilei o feitio, a tal ponto que as pessoas dizem “A Adriana saiu ao pai”, referindo-se ao meu padrasto. Com ele aprendi a gostar de música, a dar valor aos estudos, a comer maçã de boca fechada, a dar atenção aos diferentes tons de verde de uma paisagem, entre outras coisas.
3 - O meu marido. É pai apenas há 18 meses, mas é um excelente pai. Quando eu não estou, ele cuida do nosso filho tão bem ou melhor do que eu cuido. Quando ele não está, o nosso filho pergunta-me três mil vezes “o papá?”. Dele o nosso filho parece que já herdou o gosto pelo “Ben-qui-que” (Benfica) e a característica de ser um bom garfo.
4- O Pai perfeito. O meu Deus, meu Senhor. Que me amou desde o ventre da minha mãe. Que me tem ajudado a mudar muitas coisas no meu coração. A Ele dedico este dia e lhe agradeço por me ter dado a honra de me tornar Sua filha.



