Aqui, nas escolas primárias, as crianças têm religião e moral católica, dada por um padre. Na verdade, é comum aliar as actividades da escola às festividades católicas.
Há dias, uma amiga contou-me uma conversa que teve com a professora da filha no sentido de que esta não frequentasse aquelas aulas (por ser evangélica), tendo a professora respondido que “nas aulas de moral o senhor padre apenas ensina às crianças as tradições dos açores, nada demais!” (Nada demais?)
Há uns tempos atrás, uma outra amiga, mostrou-me (indignada) um bilhete que recebeu da escola, informando os encarregados de educação que no último dia de aulas, antes das férias de Natal, as crianças iam ter um programa especial que começava com uma missa logo às 8h30, seguida de actividades de que já não me lembro no que consistiam e um almoço no valor x. No bilhete da escola, apenas era pedido aos pais que autorizassem a ída ao almoço. (E a ída à missa? É indiscutível?)
Esta semana, uma terceira amiga (nova convertida) contou-me que ainda não tirou o filho das aulas de moral por causa da pressão social. No entanto, o menino (de 9 anos) é aluno da Escola Bíblica Dominical há cerca de um ano. Ao receber agora a avaliação escolar do filho ficou perplexa (e achou até uma certa graça) ao ler que o filho “não revela muito interesse pelas actividades desenvolvidas na aula de religião e moral”.