Como de costume, ao final da tarde, vou buscá-lo à ama. Desta vez, o pai de um outro menino que também anda na ama, chegou ao mesmo tempo do que eu. Quando começámos a subir as escadas, o meu filho, lá de cima, avistou o pai do colega e começou a dizer muito alto para o amigo (com um sotaque apuradíssimo): "É tê pai! É tê pai!"
4 de setembro de 2007
29 de agosto de 2007
Até um dia...
Da última vez que a visitámos, ficámos com a sensação de que não a voltaríamos a encontrar com vida. Foi o seu olhar intenso, de despedida, que nos fez sentir isto. E assim foi. Mais uma amiga que parte, enquanto estamos aqui no meio do oceano.
Numa das últimas visitas que lhe fizemos, encontrámo-la com uma longa lista de motivos de oração entre mãos. Um desses motivos era o trabalho nos Açores.
Não há ninguém naquele bairro que não tenha ouvido da sua boca que “Deus é Bom”. Uma dessas pessoas foi o menino que morava no rés-do-chão do seu prédio, hoje, meu marido. No meu coração ficará para sempre esta dívida de gratidão.
Até um dia, Dina!
Numa das últimas visitas que lhe fizemos, encontrámo-la com uma longa lista de motivos de oração entre mãos. Um desses motivos era o trabalho nos Açores.
Não há ninguém naquele bairro que não tenha ouvido da sua boca que “Deus é Bom”. Uma dessas pessoas foi o menino que morava no rés-do-chão do seu prédio, hoje, meu marido. No meu coração ficará para sempre esta dívida de gratidão.
Até um dia, Dina!
28 de agosto de 2007
Nada é impossível para Deus!
Desde há 32 anos que a Igreja Evangélica Baptista da Horta luta por manter as suas portas abertas, neste edifício situado na principal avenida da cidade. O templo resume-se às duas portas do lado direito, do rés-do-chão deste edifício de dois andares. A parte de cima foi arrendada a uma família há cerca de 30 anos. Há dois anos atrás, a igreja começou a orar por um novo templo. Não sabíamos para onde iríamos, nem como o faríamos, mas Deus colocou nos nossos corações este desejo para Sua glória e testemunho na ilha. Nos últimos tempos, com o crescimento da igreja, o sonho de ter um novo templo passou a ser também uma necessidade. Inesperadamente, as pessoas que viviam no andar de cima, receberam uma casa nova do governo regional e deixaram de habitar o apartamento por cima da igreja. Hoje, entregaram a chave ao meu marido, a pedido do proprietário do edifício, que vive no Canadá (e que é crente). Agora, o nosso objectivo é conseguirmos comprar o edifício e transformá-lo num novo templo. Não sabemos como, mas continuaremos a orar. (Apesar de ainda estarmos à espera de ultrapassar uma tribulação, hoje sentimos fogo de artifício a estoirar dentro do nosso peito. Não há palavras para te agradecer, querido Senhor!)
24 de agosto de 2007
Festa no Céu
Ultimamente, por diferentes motivos, tenho-me lembrado muito da história de José. Desta vez, foi por causa do facto de lhe terem acontecido coisas boas em momentos de grande tribulação. Por exemplo, depois de José ter sido vendido como escravo a Putifar, ganhou a sua estima e confiança, tendo ficado responsável por tudo dentro da casa daquele homem.Presentemente, estamos a passar por uma tribulação na igreja. Acreditamos que tudo há-de terminar bem, para glória de Deus. Entretanto, hoje, no meio deste clima de oração, jejum e dependência de Deus, que toda a igreja está a viver, uma mulher entregou a sua vida a Jesus. Hoje, no Céu, os anjos festejam pela Salvação de mais uma açoriana. Louvado seja Deus!
23 de agosto de 2007
Bilingue
Com apenas 1 ano e 11 meses, já diz “I love you”.
(Quem o ensinou foi o macaquinho falante que a irmã Raquel Pascoal lhe ofereceu)
(Quem o ensinou foi o macaquinho falante que a irmã Raquel Pascoal lhe ofereceu)
Conhecido de ginja
Ontem, durante as compras, o meu marido foi à charcutaria, no Modelo. Deu uma olhadela nos fiambres que estavam em exposição e perguntou à funcionária: “Que fiambres são estes?”
Resposta: “Hoje não há nada que o senhor goste!”
(Viva o tratamento personalizado!)
Resposta: “Hoje não há nada que o senhor goste!”
(Viva o tratamento personalizado!)
22 de agosto de 2007
21 de agosto de 2007
Estar de alma e coração
É quando temos visitas em casa que nos apercebemos de como a nossa vida é tão preenchida e da dificuldade que temos em mantermos rotinas rígidas. É nos olhos de quem está a partilhar o dia-a-dia connosco que percebemos a estupefacção, para uns, ou a admiração, para outros, por um tão invulgar estilo de vida. Resumindo, não vivemos só para nós e é isso que faz toda a diferença. Uma irmã do Continente que nos visitou há pouco tempo disse-me estas palavras: “Vocês estão no ministério como se estava aqui há muitos anos atrás”. Eu não sei exactamente como eram as coisas "há muitos anos atrás”, apenas sei algumas histórias que a minha saudosa avó me contava. E do que sei, tenho consciência que era muito duro. Graças a Deus, nunca andaram atrás de nós com paus e pedras a oferecer tareia (como aconteceu com a minha avó), mas que é muito duro, é. Não gosto de dar muita importância às dificuldades, mas, desde ontem, estamos a passar por uma luta muito grande e tememos que algumas ovelhas se percam. Pedimos as vossas orações por nós.Tlim, tlim, tlim, tlim...
Nos retiros e acampamentos em que participei no passado, havia sempre alguém no quarto (ou no quarto ao lado) que ficava a conversar e a rir pela madrugada dentro, dificultando, assim, o descanso das demais pessoas. Neste retiro, houve um som que nos perturbou um pouco o sono. Não foram vozes, não foram risos. Foi o som dos chocalhos das vacas que estavam no campo ao lado da casa onde tentávamos dormir.Retiro de Mulheres
Neste fim-de-semana, tivemos um retiro de mulheres. Estiveram entre nós duas irmãs continentais para nos ensinarem acerca do “Grande amor de Deus”: Isabel Santos e Raquel Pascoal (ambas com raízes nos Açores). Foi uma bênção, aprendemos imenso e ficámos bastante fortalecidas na fé. Também comemos imenso (ainda bem que foram só três dias…)! A particularidade da nossa união feminina é o facto de sermos todas muito jovens, ao contrário do que acontece no Continente. A maior parte das mulheres está na casa dos trinta anos. A mulher com mais idade tem 68 anos e dá-nos bailes em genica para trabalhar e em brincadeiras. Quero deixar aqui um obrigada muito especial aos maridos, que ficaram com os filhos, para que pudéssemos gozar deste tempo tão especial.
20 de agosto de 2007
16 de agosto de 2007
As alcunhas das ilhas dos Açores
Santa Maria: Cagarros
São Miguel: Coriscos, ou almas de pau
Terceira: Rabos tortos, ou alferes
Graciosa: Alcavaços ou tinhosos
São Jorge: Pataco falso, capitães ou inhameiros
Pico: Picarotos ou cachalotes
Faial: Contrabandistas, ou madraços
Flores: Lapujos
Corvo: Os águias
Da rápida leitura que fiz deste apontamento, posso dizer 3 coisas:
1ª- A alcunha do Faial não é assim lá muito simpática;
1ª- A alcunha do Faial não é assim lá muito simpática;
2ª- Ainda bem que não sou da Terceira;
3ª- De certeza que o meu marido ía preferir ser do Corvo.
15 de agosto de 2007
Kima
Eis mais uma descoberta que fiz nos Açores: a "Kima". É uma gasosa de maracujá que sabe MESMO a maracujá. Aliás, antes de ser aberta, vê-se perfeitamente o maracujá no fundo da garrafa. Um conselho: não abanem a garrafa, para dissolver o maracujá, depois de terem aberto a tampa... (Pedro, desculpa o banho...)14 de agosto de 2007
Adolescentes
(Um obrigado especial à Alê e a toda a sua "galera" pelo apoio e pelo exemplo que têm sido para nós)
13 de agosto de 2007
10 de agosto de 2007
A Festa
Desde há 32 anos que, na primeira semana de Agosto, a Horta é palco desta grande festa: a Semana do Mar. É uma das maiores referências na animação de verão do arquipélago e o maior festival náutico de Portugal. Este ano, há uma novidade: para além das barraquinhas de comida típica açoriana, existem também duas barraquinhas com comida do Continente: uma do Fundão e outra de Vieira de Leiria. A barraquinha do Fundão indica em letras grandes ser da “Serra da Estrela”, o que apesar de ser um bocado forçado, ainda poderá ser aceitável. Já a barraquinha da Vieira assume-se como sendo de “Fátima”, o que já me parece um exagero. A verdade é que já comentaram comigo que “este ano há uma barraquinha de Fátima”, o que, numa terra católica poderá ser bastante atractivo. E como muitos açorianos não conhecem a geografia continental a ponto de distinguir estes pormenores (tal como muitos continentais não sabem se Ponta Delgada é nos Açores ou na Madeira), ninguém percebe que está a “comer gato por lebre” e a festa continua.9 de agosto de 2007
Batata quente
É tão bom (mas tão bom) termos Deus nas nossas vidas! Quando deixamos que Deus seja o nosso Senhor, habilitamo-nos a que nos aconteçam coisas tremendas.
Há dias, estava a almoçar e ouvi na televisão que o país está à espera que entre uma lei em vigor, mas que a mesma ainda está em fase de conclusão e que, antes de ser aprovada, iria ser discutida numa reunião onde estariam presentes altas individualidades do país, nomeadamente um Ministro e um Secretário de Estado. Ao ouvir isto, tremi nas bases. A posição que iria ser apresentada nessa reunião pela minha dirigente (em representação dos Açores), estava em cima da minha secretária, a ser preparada por mim. Por momentos senti-me grande, mas, logo a seguir, senti-me muito, mas muito pequena. Pensei na responsabilidade que tinha entre mãos e nas vidas que estavam ali em jogo. Que “batatão” quente! A seguir, recordei-me de momentos da minha vida que foram muito difíceis em termos profissionais e que foram tão sofridamente vividos. Hoje compreendo porque tive de os passar. Pela bondade de Deus, tenho agora um trabalho que me dá tanto prazer, realização e o privilégio de poder intervir em assuntos de tanta responsabilidade!
E, quando pensava que isto já era muito, a minha chefe pediu-me que fosse eu a ir à dita reunião, em seu lugar. Eu? Escusado será contar-vos as mil orações que eu fiz (e que pedi que fizessem por mim), para ter coragem de abrir a minha boquinha diante daquelas individualidades. Mas, pela graça de Deus, correu tudo bem. Deus operou um milagre e venci a minha timidez. Falei pela minha Região, que não é minha, mas é do meu filho. E ainda dei dois beijinhos ao ministro.
Há dias, estava a almoçar e ouvi na televisão que o país está à espera que entre uma lei em vigor, mas que a mesma ainda está em fase de conclusão e que, antes de ser aprovada, iria ser discutida numa reunião onde estariam presentes altas individualidades do país, nomeadamente um Ministro e um Secretário de Estado. Ao ouvir isto, tremi nas bases. A posição que iria ser apresentada nessa reunião pela minha dirigente (em representação dos Açores), estava em cima da minha secretária, a ser preparada por mim. Por momentos senti-me grande, mas, logo a seguir, senti-me muito, mas muito pequena. Pensei na responsabilidade que tinha entre mãos e nas vidas que estavam ali em jogo. Que “batatão” quente! A seguir, recordei-me de momentos da minha vida que foram muito difíceis em termos profissionais e que foram tão sofridamente vividos. Hoje compreendo porque tive de os passar. Pela bondade de Deus, tenho agora um trabalho que me dá tanto prazer, realização e o privilégio de poder intervir em assuntos de tanta responsabilidade!
E, quando pensava que isto já era muito, a minha chefe pediu-me que fosse eu a ir à dita reunião, em seu lugar. Eu? Escusado será contar-vos as mil orações que eu fiz (e que pedi que fizessem por mim), para ter coragem de abrir a minha boquinha diante daquelas individualidades. Mas, pela graça de Deus, correu tudo bem. Deus operou um milagre e venci a minha timidez. Falei pela minha Região, que não é minha, mas é do meu filho. E ainda dei dois beijinhos ao ministro.
(Obrigada pelas vossas orações)
4 de agosto de 2007
2 de agosto de 2007
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