29 de maio de 2010

2 anos

Fez ontem dois anos que recebemos este presente lindo de Deus. A nossa filha. Linda, meiga, esperta e muito vaidosa. Todos os dias, enriquece as nossas vidas. Amamos-te desmedidamente. Muitas bênçãos sobre a tua vida, filha! E muitas graças a Deus pela nossa Mimi.

17 de maio de 2010

Farmville live

A nossa vizinha (cabra) foi mãe de dois, na 6ªf passada. Na foto, os nossos filhos a presenciar o momento. Privilégios de quem vive no meio da natureza.

12 de maio de 2010

Dia das Mães - testemunho

No domingo passado, celebrámos o Dia das Mães e o meu marido pediu-me para dar um testemunho sobre a minha mãe, na igreja. Não me recordo de tudo o que disse (saiu do coração), mas deixo-vos aqui (e especialmente a ti, mãe) o meu testemunho:
“Nasci no dia de anos da minha mãe, no dia em fez 26 anos. Por causa disso, e para quem não sabe, também me chamo Celeste, como ela. A minha mãe diz sempre que eu fui uma prenda. Quando eu era bebé, a minha mãe dedicou-me ao Senhor, na Assembleia de Deus, igreja de que ela e o meu pai eram membros. Guardo com muito carinho a foto da minha dedicação: eu com uma chucha enorme, ao colo da minha mãe, sendo dedicada ao Senhor. Penso que esta foi uma das coisas mais importantes que a minha mãe fez por mim: dedicar-me a Deus. Nós, pais, somos imperfeitos e por mais que queiramos fazer o melhor aos nossos filhos, vamos falhar. Mas, se os entregarmos a Deus, o Senhor vai cuidar deles, vai completar aquilo que não conseguimos fazer e, então, podemos ter paz. Quando eu era pequena, a minha mãe era a mais bonita das mães. Hoje todas as mães são bonitas, mas quando eu era pequena, as mães eram todas iguais, rechonchudas, vestidas de preto. A minha mãe não. Sempre gostou de se vestir e calçar bem, sempre elegante. A minha mãe foi sempre muito lutadora, muito trabalhadora. Numa altura em que ainda era comum muitas mulheres não trabalharem fora de casa, a minha mãe montou o seu próprio negócio. Comprava, vendia, negociava. Sempre incentivou muito os três filhos a estudar e a tirar um curso superior. E Deus honrou-a: os três completaram os estudos. E ela tem muita vaidade nisso. Ainda hoje quando me envia uma carta, dirige-a à “Dra. Adriana”, apesar de eu não gostar nada destas coisas. Na juventude, não a compreendia muito bem. Ela não me deixava sair. Aliás, deixava se ela também fosse comigo. Depois de eu ser mãe, consegui compreendê-la melhor e o meu amor por ela tornou-se mais forte. Não sei explicar muito bem isto, mas é o que se passou. Quando casei e mudei-me para longe dela, primeiro para Lisboa e depois para os Açores, para acompanhar o meu marido no ministério, foi muito difícil para ela, sei que foi. Mas ela aceitou. Hoje a minha mãe está a passar por uma luta grande, está doente, mas ela acredita que vai correr tudo bem. Eu também acredito e peço aos irmãos que continuem unidos a nós em oração. De tudo o que possa dizer sobre a minha mãe, o mais importante foi mesmo ela ter-me sempre encaminhado para a igreja, para a Palavra de Deus. Foi o melhor que ela fez por mim.”

10 de maio de 2010

Glorioso

"O Benfica ganhou esta cidade!"
(comentário do meu filho, ontem, perante a festa benfiquista)

6 de maio de 2010

Humor açoriano - "Já tirou o papelinho?"

Buraco negro

Eu não gosto nada que o meu marido tenha apelidado a minha mala de “buraco negro” (no sentido de que absorve tudo). A meu ver as milhentas coisas que tenho na minha mala têm todas uma explicação lógica para lá estar e, enfim, eu oriento-me. Porém, desde que o meu marido encontrou, recentemente, dentro da dita mala, um telemóvel que eu havia perdido há meses, tendo inclusivamente já pedido uma 2ª via do cartão, que usava noutro aparelho (mais humilde), tive de corar de vergonha e render-me às evidências. A minha mala é mesmo um buraco negro.

Diálogos

Enquanto arrumava umas coisas na sala, o meu filho, sentado ao computador, fazia um jogo interactivo. No final do jogo, o computador pergunta-lhe:
-"Queres jogar mais uma vez?"
E, inesperadamente, ouço-o responder ao computador: -"Não, não, obrigado. Esse jogo é um bocado saturante."
(parti-me a rir)

Mimos de Pai

Já aqui tenho escrito que não acredito muito em coincidências. E, ontem, num dia tão difícil para mim, recebi uma notícia muito boa. Ao final da tarde, fui chamada para receber a minha avaliação de desempenho do ano passado. Tive uma nota muito boa, não esperava tanto. Foi muito motivador. Principalmente pela nota que tive em relacionamento interpessoal. Isso foi muito importante para mim, pois é nesse ponto que está o meu testemunho cristão. Foi uma alegria muito grande. Um miminho de Deus, para terminar o meu dia a sorrir.

5 de maio de 2010

Há dias mais fáceis, há dias mais difíceis. A quarta-feira é um dia especialmente difícil de viver longe de ti. O meu pensamento foge constantemente para aí. É difícil concentrar-me no meu trabalho. É difícil concentrar-me no que quer que seja. Queria estar agora contigo no IPO, enquanto fazes os tratamentos. Talvez não adiantasse de muito, pois provavelmente não me deixariam entrar e teria de ficar na sala de espera o dia todo. Mas estar aqui, com este mar imenso a separar-nos, é uma dor. Resta-me orar por ti. E logo, quando te telefonar, sei que vais atender com o teu “Olá” bem-disposto e confiante, e vais dizer-me que correu tudo bem e que não sentes nada de especial. Sinto muito o poder da oração no teu “Olá”, sabias? Está muita gente a interceder por ti. Vai correr tudo bem. Lembra-te que “tu com o Senhor és maioria absoluta”, como escreveste na dedicatória do meu livro de curso. Não estou aí, mas estou. Podes ter a certeza que estou. Um abraço gigante, mamã.

3 de maio de 2010

A nova sala



-“Mamã, quando é que vamos à igreja?”
-“Quando é que queres ir?” – pergunto-lhe de volta, já a antever a resposta dele.
Resposta: “Agora!”
A razão deste desejo tão grande que o meu filho tem de ir à igreja tem a ver com a nova decoração da sala das crianças. Uma equipa formada pelos professores das crianças, alguns jovens e outros irmãos voluntários, uniu-se para redecorar a sala dos mais pequeninos. Com poucos recursos, mas com muita imaginação, pintaram a sala, os móveis, decoraram o candeeiro com bonequinhos, colocaram novas cortinas, tudo com muito gosto. As crianças da igreja estão felicíssimas com a sua sala. Não se tiram de lá.
Também eu estou muito feliz, em especial pela iniciativa deste grupo de irmãos, que voluntariamente deram do seu tempo para estar ali a trabalhar (chegaram a ficar até às onze da noite a pintar), apenas por amor a Deus e ao ministério com crianças.
Que o Senhor muito abençoe estes irmãos e estas crianças.

27 de abril de 2010

Feitio

É um absurdo, admito. Mas é incontrolável. Não consigo ver um episódio completo do “Querido, mudei a casa” sem me emocionar. Sei que é hipersensibilidade. Na verdade, é mais do que isso, é mesmo parvoíce minha. Mas, quando os donos da casa remodelada aparecem de venda nos olhos, eu começo logo a sentir os meus olhos a arder… e o meu marido a olhar-me de esguelha, a preparar-se para gozar um bocadinho comigo. E eu fazer-me forte (aguenta-te!). Mas quando tiram as vendas dos olhos dos senhores, o caldo entorna-se de vez. E as lágrimas caem-me pelo rosto. E o meu marido diverte-se. É uma festa.
Não é só com o “Querido” que isto me acontece. Ainda no domingo passado fiquei assim ao ouvir a Rita Guerra a cantar músicas do 25 de Abril. Poderia aqui relatar muitas outras situações análogas, mas não vale a pena. Não é defeito, é feitio. E quanto a isso pouco há a fazer.

Ai, o que eu fui dizer…

Num tom triste, o meu filho diz-me assim: -“Mamã, o meu amigo A. nunca vai à igreja…” (o amigo A. é um dos seus melhores amigos, apesar das discórdias futebolísticas, pois o amigo é adepto do F. C. Porto)
-“Porque é que não o convidas para ir à igreja contigo?” – respondi.
-“Ele não quer. Eu acho que é porque Jesus é do Benfica e ele não gosta.” – diz muito convicto.
Estupefacta com a resposta (e ao mesmo tempo com vontade de rir) tento explicar-lhe que “Jesus não é do Benfica; Jesus gosta dos meninos dos clubes todos!”
Furioso, levanta a voz e, já a querer chorar, responde: “Jesus é do Benfica sim senhor! É do Ben-fi-ca!”

26 de abril de 2010

Ontem, dia de Festa

Ao preparar a lição da escola bíblica desta semana, deparei-me com uma frase que me prendeu a atenção. Dizia assim: “a igreja evangélica deverá preocupar-se mais com a qualidade dos crentes, do que apenas com a quantidade.” Certíssimo. Essa “preocupação” tem de estar sempre presente nos nossos corações e em tudo o que fazemos para o Senhor. E, nos tempos que correm, em que os padrões morais da sociedade andam pelas ruas da amargura, viver um cristianismo de qualidade (santidade) é um desafio tremendo, que nem todos estão dispostos a abraçar. No entanto, não podemos esquecer a “quantidade”. Não podemos deixar de orar por vidas novas convertidas a Cristo.
Curiosamente, ontem de manhã, a caminho da igreja, o meu marido orava ao Senhor dizendo que sentia saudades de ver alguém converter-se a Cristo. Ora, aconteceu que, depois da pregação, o meu marido disse à congregação que estava à disposição para conversar com quem quisesse tomar a decisão de seguir a Cristo. Infelizmente, eu não estive presente no culto, pois o nosso filho acordou a arder em febre. Mas, vou contar-vos o que se passou: terminado o culto, uma rapariga, que vem assistindo aos cultos há vários meses e que tem revelado muita sensibilidade à Palavra do Senhor, disse ao pastor que “era hoje” o dia em que iria entregar a sua vida a Jesus. A igreja toda orou em conjunto por esta vida e foi em festa que terminou o culto de ontem. Glória e honra ao Senhor! Ontem, foi dia de Festa no Céu!

23 de abril de 2010

Abriu um novo Banco

Ainda sobre a reportagem referida no post abaixo, houve uma coisa que aprendi e que aproveito para aqui divulgar: Desde o início deste ano, as mamãs que estão a amamentar podem doar leite materno para ajudar a salvar bebés prematuros. Ver aqui.

Legendas

Por estes dias, passou na RTP2 um programa sobre bebés prematuros. Um dos casais que apareceu na reportagem era da Ilha de São Miguel. Claro está, colocaram-lhes legendas. A mim, que até nem sou açoriana, aquelas legendas fizeram-me cá umas cócegas… é que eu achei que se percebia perfeitamente o que os senhores estavam a dizer, não era um sotaque daqueles mais fechados. A este respeito, um colega meu partilhava comigo (e com razão) o seguinte: “E porque é que não colocam legendas quando aparecem na TV aqueles continentais lá do norte do país com sotaque cerrado? Nós também temos dificuldade em percebê-los!”
(está bem visto...)

22 de abril de 2010

Lusitânia

Descobri este autor na revista de bordo da “SATA” e acho muita graça à sua escrita. É açoriano, nascido na minha geração, e chama-se Joel Neto. Deixo-vos um cheirinho do texto que escreveu sobre o fim do Sport Clube Lusitânia:
“O primeiro jogo de futebol que assisti ao vivo foi um Lusitânia-Angrense, decorria talvez o ano de 1981 e sentiam-se ainda, um pouco por toda a ilha, os ecos do terramoto que nos dizimara no ano anterior. Não tenho na memória todos os pormenores desse acontecimento épico, mas sei que comi amendoins, que me passeei entre a bancada, o peão e a cabeceira Poente do Campo de Jogos de Angra do Heroísmo, onde os automóveis eram estacionados mesmo atrás da baliza para as senhoras poderem espreitar a festa enquanto faziam renda – e que o Lusitânia venceu, depois de um guedelhudo do meio campo do Angrense ter tentado expulsar o árbitro (não me peçam para explicar), acabando ele próprio expulso, com dramáticas consequências para a resistência da sua equipa.” (…) “Pois esse clube, símbolo de um povo, vive os seus últimos dias, depois do fracasso de sucessivas assembleias gerais destinadas a engendrar uma solução para o passivo que acumulou enquanto andou a brincar ao basquetebol. Esse clube que foi 21 vezes campeão dos Açores, 38 vezes campeão da Terceira e o primeiro do arquipélago a chegar aos nacionais; esse clube que encantou a minha geração, que encantou outras quatro ou cinco gerações antes da minha e que ainda hoje tinha mais de 500 atletas em acção – esse clube a que chamávamos “Lusitana”, ou mesmo “Sténia”, consoante a freguesia de que vínhamos ou as aspirações que cultivávamos, acabou. Não acabou com o futebol, note-se: acabou. E o mínimo que podemos fazer é chorá-lo. E, se entretanto nos restar a dignidade, envergonharmo-nos de tê-lo deixado morrer também.”

20 de abril de 2010

Coincidências

Há coisas que não podem mesmo ser coincidência. A minha mãe tinha um exame marcado, que foi adiado e depois remarcado para uma data em que, por acaso, eu já tinha programado estar no continente, junto dela. Assim sendo, pude acompanhá-la nesse exame. Era um exame rigoroso, acrescido de toda carga emocional que estas situações envolvem. Por isso, foi um presente de Deus podermos tê-lo feito na companhia uma da outra.
Chegadas ao local do exame, e apesar do carinho que se sente no trato dos profissionais que recebem estes doentes, sente-se sempre aquele friozinho no estômago. São tantas as incertezas. Na sala de espera, havia um plasma, onde o Benfica perdia 2-0 frente ao Naval. Tudo parecia perdido. O Naval jogava (e bem) em casa. Porém, o jogo estava ainda no início. De repente, uma senhora, a única que estava connosco na sala, adepta ferrenha do Benfica, grita “GOLO”! Era o primeiro do Benfica. Pouco depois, a mesma senhora grita novamente “GOLO”! Estava feito o empate. Foi neste ambiente de celebração e euforia que a minha mãe foi chamada para a sala do exame. Durante os quarenta minutos que a minha mãe esteve “dentro de um forno”, como ela descreveu mais tarde, eu fiquei do lado de fora da sala de exames, deambulando de um lado para o outro, orando por ela, com pele de galinha pelo som estridente daquela máquina. E, enquanto isto, o Benfica, imparável, marcava outro e mais outro golo. Quando a sala da porta de exames se abriu, a minha mãe sorriu, perguntou-me pelo Benfica e eu disse-lhe que ganhámos. Demos gargalhadas juntas. Já no carro, comemos o farnel que trouxemos de casa e fomos na conversa até casa, onde chegámos já depois da meia-noite. Há coisas que não podem ser mesmo coincidência. E que tal como aconteceu com o Benfica, que também na tua doença Deus possa operar uma reviravolta, mamã.

Doce

Antes de partir para mais uma viagem de serviço, perguntei ao meu filho:
-“O que queres que a mamã te traga de S.Miguel?”
Resposta dele: -“Pode ser uma prendinha barata, mamã.”
(são estas respostas que vou guardando no meu coração, meu amor)

15 de abril de 2010

Saber amar

Depois de umas mini-férias no continente, em que Deus me proporcionou a possibilidade de estar com a minha mãe (que só esperava ver na melhor das hipóteses lá para Agosto) e acompanhá-la num exame médico; uma semana repleta de emoções, intensamente vivida, regressei à ilha de coração apertado, com vontade de ter ficado mais algum tempo no continente. Na véspera da viagem de regresso, recebemos um telefonema de uma irmã da nossa igreja pedindo para passarmos na sua casa assim que chegassemos à ilha. Esta irmã, calculando que íamos chegar cansados e sabendo que ao domingo está tudo fechado, preparou-nos uma canja de galinha (maravilhosa), envolvendo a panela num pano bordado, com um alfinete fino a prender o nó, flores naturais a decorar e um bilhete com palavras de ânimo e coragem. Dentro do embrulho também vinha pão, para acompanhar a canja. Através desta oferta, pudemos sentir muito o amor de Deus, fluindo do coração desta irmã para nós. Foi muito especial.
(Que Deus te retribue em dobro, querida irmã)

1 de abril de 2010

Mudam-se os tempos...


(Imagens tiradas dos livros de histórias dos meus filhos)