30 de agosto de 2010

Obrigada, Pingo Doce!

Na sequência deste post, surpreendentemente, a Direcção de Marketing do Pingo Doce, gentilmente, entrou em contacto connosco no sentido de nos fazer chegar uma oferta para o nosso filho. Na 6ªf passada, um funcionário da empresa de transporte de cargas de barco foi ao meu trabalho entregar-me a encomenda do Pingo Doce. Era tão grande que não coube no meu porta-bagagens. A acompanhar, uma carinhosa carta da Directora de Marketing do Pingo Doce dirigida ao meu filho. Quando chegou a hora de abrir a encomenda, o meu filho não cabia em si de tanta alegria. Só pulava. Aberto o caixote, começou a retirar presentes e presentes sem fim. Um carrinho de compras para criança, sacos de compras do Pingo Doce, livros de histórias, cds com histórias, Atlas, um jogo do corpo humano (com cd multimédia), um jogo didáctico do Noddy, com uma caneta que apita as respostas certas, uma lancheira com garrafa do “Ben 10”, animais selvagens e a loucura: um comando-laser vermelho e um carro que segue esse laser por toda a parte. Não há palavras para agradecer a generosidade e a simpatia do Pingo Doce, que proporcionou ao nosso filho um momento único, que ele nunca esquecerá. Como é que eu poderia imaginar que o facto de partilhar, num post, o sonho do meu filho visitar um Pingo Doce teria como consequência uma surpresa destas? Também nisto vemos a Mão de Deus, proporcionando felicidade ao nosso menino.
Muito obrigada Vanessa Silva, Filipe Vitor e demais equipa de Marketing. Um bem-haja a todos vós!

26 de agosto de 2010

Três, a conta que Deus fez

Eis a boa nova: em 2011, iremos passar a cinco cá em casa. Uma alegria que não se pode traduzir em palavras. Uma profunda gratidão a Deus por nos confiar mais uma vida.

Meninas's World II

Menina’s world I

Para lhe conseguir cortar as unhas é uma aventura. Tenho de andar a correr atrás dela, dou-lhe à escolha entre as tesouras ou os corta-unhas, procuro distraí-la, prometo-lhe os melhores doces, faço mil por uma linha. Mas para lhe pintar as unhas (de vermelho, claro) fica sossegadinha como uma pomba. Pinto-lhe as duas mãos e os dois pés sem que pestaneje. Posso corrigir as imperfeições à vontade, demorar todo o tempo do mundo, que ela nem se mexe. No final, até fica sossegadinha a soprar para as unhas, para que sequem, não tocando em nada, para não estragar a pintura. E quando, nos dias seguintes, o verniz começa a descascar, vem logo ter comigo e diz-me: “Mamã, mais!”

9 de agosto de 2010

Festa no Céu

De férias, longe da ilha, os trabalhos da igreja ficam entregues aos irmãos. Não há pastores por perto que possam assegurar os cultos. Este facto poderia deixar-nos um pouco ansiosos com o normal decorrer dos trabalhos durante a nossa ausência, mas não deixa. E não ficamos ansiosos porque sabemos que os irmãos servem o Senhor de coração, dando o seu melhor. Por esse motivo, durante a nossa ausência, as coisas nao decorrem apenas com normalidade, mas até acima do que é normal. No culto de hoje, a N. entregou a sua vida a Jesus. Depois da sua mãe, que está a ser preparada para o baptismo (que irá ocorrer no próximo mês), e do pai (que irá integrar a próxima classe), chegou a vez do Senhor alcançar a filha deste casal. Um casamento que o Senhor reconstruiu. Um lar totalmente salvo para Cristo. A Deus toda a glória!

8 de agosto de 2010

De férias

E, em tempo de férias, é altura de tornar alguns "sonhos" realidade. E um dos pedidos do nosso filho era ir a um "Pingo Doce" - recorde-se que ele é nascido e criado nos Açores. As opiniões acerca da publicidade do Pingo Doce são diversas, mas (pelo menos com o meu filho) dá resultado. Ele sabe a letra da música de cor e assim que se apanhou no Continente quis logo conhecer um Pingo Doce.
(lol)

Farmville live

Ver vitelinhas a mamar e mungir uma vaca pela primeira vez. Inesquecível.

1 de agosto de 2010

31 de julho de 2010

A Ilha das Cores


O meu filho está convencido que a "Ilha das Cores", que passa na RTP2, é a Ilha do Pico. E, de facto, se tentarmos pensar pela cabeça dele, tem toda a lógica. Senão, vejamos as duas imagens acima: a primeira é a "Ilha das Cores", a outra é a paisagem da Ilha do Pico que ele vê todos os dias, a partir do Faial. São ou não são parecidas? :)

29 de julho de 2010

Uma maternidade flutuante

Já uma vez aqui falei sobre que é ser mãe nestas ilhas. Hoje, a capa do (único) jornal diário do Faial trazia esta notícia: "Bebé nasce a bordo do Cruzeiro do Canal". O Cruzeiro é uma lancha que, diariamente, faz a ligação entre a Ilha do Pico e a Ilha do Faial. Não há Hospital no Pico. Em situações normais, as grávidas do Pico vêm para o Faial a partir dos 8 meses de gestação para aqui aguardar até ao parto. Porém, em situações de emergência, como foi este caso (uma bebé prematura), é um "Deus nos acuda". Chama-se Joana a menina que nasceu ontem na lancha, pela manhãzinha, já a chegar ao Porto da Horta. Filha de uma heroína de 22 anos, que se fazia acompanhar de uma enfermeira. Chegadas a terra, mãe e filha foram de imediato evacuadas para a Ilha de S.Miguel, pois o Faial tem Hospital, mas não tem ventilador para prematuros. Enfim, tudo terminou bem. É por isto que os açorianos têm de ser, naturalmente, pessoas de fé. Só Deus.

26 de julho de 2010

Como uma onda

Eram cerca de duas e meia da manhã. A minha filha tinha choramingado momentos antes e eu tinha ído até ao seu quarto para a voltar a adormecer. Deitada ao seu lado, no silêncio absoluto da noite, sinto de repente um forte abanão na cama (como uma onda). Foram talvez dois segundos. Foi o sismo mais forte que senti na vida. Já tinha sentido diversas vezes os móveis a abanar, ou os vidros a fazer "tlim", aquando de outros pequenos sismos. Porém, esta foi a primeira vez que senti o chão e as paredes mexerem. Fiquei toda a tremer. O medo de uma réplica é o que ocorre a seguir. É uma sensação horrível. Já passou, pronto. Já passou.

Festa no Céu

No culto de ontem, enquanto cantávamos o primeiro cântico, um menino de doze anos, aluno da escola dominical e também da turma de moral evangélico (na escola secundária), foi até à frente, ter com o pastor. Decidiu que queria aceitar Jesus como Senhor e Salvador da sua vida. A igreja orou em conjunto por mais esta vida que o Senhor alcançou e foi uma alegria muito grande. É curioso ver como o amor do Senhor alcança vidas de tão tenra idade. Mais curioso ainda quando se trata de crianças que vão à igreja sem os pais. Que o Senhor possa abençoar muito este menino pelo resto da sua vida. Deus seja louvado!

24 de julho de 2010

Kipper o cão

Acho muita graça às músicas dos desenhos animados. Mas esta música do "Kipper" é a melhor de todas. Não consegui encontrar a versão portuguesa (que também é muito boa); gosto especialmente da parte que diz "like a dog, like a dog, like a dog..." (lol). É daquelas músicas que volta e meia ando a cantarolar. Gosto.

22 de julho de 2010

Ilhéus

Certa vez ouvi alguém dizer que todos vivemos em "ilhas" e é verdade. Mesmo quem não vive numa ilha de facto, acaba por viver o seu dia-a-dia numa determinada zona, ter uma teia de contactos mais ou menos delimitada, criar as suas rotinas e é nessa "ilha" que se movimenta. Por vezes penso que os meus filhos, por viverem numa ilha, não têm acesso a shoppings (não existem por aqui), não podem ir a um MacDonald's (ídem), não têm rios, não vêem/não andam de combóio (também não os temos), etc, e fico um pouco preocupada. Há tempos, o meu filho fez-me um pedido impensável para uma criança do Continente: pediu-me que, um dia, o levasse a um "Pingo Doce", após ter ouvido pela 45ª vez aquele jingle agudérrimo da dita cadeia de supermercados. Porém, ao ler, por estes dias, no blogue de uma amiga minha (do Continente) que ofereceu à filha, como prenda pelo seu 5º aniversário, uma viagem de combóio (a sua 1ª viagem), respirei de alívio. Afinal, vivemos mesmo todos em "ilhas".

Acampamento de Jovens

21 de julho de 2010

Um grande susto

- “Está melhor? … Está melhor?...” – perguntava-me um rosto distorcido, envolvido numa neblina brilhante que, aos poucos voltava à sua forma normal. Era a voz de um enfermeiro, que me segurava os pés no ar. Ao seu lado outro rosto, o do médico. “Ah, já está a voltar” – disse ele. Foi então que me apercebi que estava deitada no chão da sala de tratamentos onde os meus filhos estavam a ser assistidos. Tinha perdido os sentidos. Ao tomar consciência da minha figurinha, sussurrei as seguintes palavras: “Que vergonha…”
-“Não se preocupe! É normal… foi um susto grande…” – consolavam-me eles. “Agora fique aqui deitada nesta maca que nós vamos ficar com a custódia dos seus filhos por um bocadinho”.
Enquanto estava ali deitada, branca como a cal, recordei o episódio que me tinha trazido àquele hospital. Enquanto terminava o almoço, os meus filhos brincavam no quarto. O meu marido estava na Ilha Terceira. A certa altura (soube mais tarde pelo meu filho), a minha filha lembrou-se de trepar a cómoda da roupa para tentar alcançar o aquário do peixe, que estava por cima. Nisto, ouvi um estrondo monumental, seguido de muitos gritos. Corri para o quarto e vejo a cómoda da roupa tombada sobre os dois. O aquário em mil pedaços. Só via as pernas do meu filho a sair debaixo da cómoda e a minha filha nem se via. Puxo o meu filho para fora e apercebo-me logo que tinha vários cortes nas pernas. Depois, começo a revirar as gavetas (cheias de roupa) e encontro a minha filha debaixo de uma delas. Tinha um vidro enorme no pescoço e sangue. Retiro-lhe o vidro e examino rapidamente o seu pescoço, mas não encontro nenhum corte. Pouco depois, descobri que o sangue vinha da cabeça, onde tinha um golpe. Corro para o telefone para pedir socorro ao meu irmão (graças a Deus por ele estar aqui nos Açores). As mãos tremiam-me tanto que mal conseguia marcar o seu número. Em poucos minutos, chegou a minha casa. “- Ai, o meu amigo peixe!... O meu rico amigo!” – gritava o meu filho em prantos no meio da confusão. Ao ouvi-lo dizer isto, o meu coração doía, pois comprámos o peixe há pouco tempo, em substituição de outro que morreu, para grande desgosto do meu filho. “Paciência”, pensei. Rumámos para o hospital e fomos atendidos de imediato. Os cortes não eram fundos, não levaram pontos, tudo se tratou com aquela “cola” milagrosa que agora aplicam nestas situações. E foi quando vi os meus filhos entregues nas mãos dos profissionais de saúde, livres de perigo, a serem tratados, que a minha cabeça começou a rodar, a rodar e as minhas forças se esgotaram.
Ao rever este episódio, deitada naquela maca, agradeci a Deus pelo seu livramento. Podia ter sido muito pior. Mas Deus cuidou de todos. Até do peixe! É que, ainda não contei, mas, quando o meu irmão chegou a minha casa, foi ao quarto e, no meio dos destroços, lá encontrou o peixinho, sobre um vidro, com um pequeno corte na barbatana, mas ainda a saltitar! Colocou-o numa taça com água e lá está ele, vivo e de boa saúde! Até deste pormenor (tão importante para o meu filho) o Senhor cuidou.
Por fim, quando saímos do hospital, cada um com um balão e uma seringa de oferta (todos contentes), o médico despediu-se de nós da seguinte forma: “As melhoras! E se o peixe precisar, traga-o também!” (lol)

20 de julho de 2010

A bomba de sonho

Sempre fui anti-bombas e afins, mas esta bomba inventada pelo jogo "Petville" do Facebook é genial. Uma bomba de limpeza! Funciona do seguinte modo: pega-se na bomba, atira-se a bomba para dentro de uma casa toda suja e, catrapum, fica tudo limpinho num segundo. Até o dono da casa fica de banho tomado. Senhores cientistas, façam-nos um favor: descubram a fórmula desta bomba o mais depressa possivel! Pode ser?

16 de julho de 2010

Festa no Céu

Ontem à noite, à hora do jantar, que para mim tem sido uma hora tardia, recebo uma mensagem no telemóvel. Com o marido noutra ilha, o telemóvel anda sempre junto de mim. Sabia que naquela noite estava a decorrer o último culto do acampamento. E era aí que estava o meu pensamento. A mensagem era do meu marido. Abro-a e leio-a. Em segundos, os meus olhos ficam cheios de água e a minha pele arrepiada. A mensagem era muito curta, mas o seu conteúdo maravilhoso. Dizia assim: “A J. aceitou Jesus.” Naquele momento, fui invadida por uma alegria enorme! A J. é minha aluna da escola bíblica dominical há cerca de um ano e meio, e tenho desejado tanto por este momento, tanto… Mas, graças a Deus, foi no acampamento que se decidiu. Que ela possa permanecer em Cristo por toda a sua vida. A Deus toda a glória!

15 de julho de 2010

Diálogos

(David e Maria, dois açorianos emigrados na América...)
De semana a semana passava os dias fechada na fábrica e chegava à noite tão cansada que só queria era dormir. Ao domingo, a missa e um passeio a pé eram as suas únicas distracções.
Foi numa das suas voltas pelo porto que David a foi surpreender:
- Bons olhos te vejam!
Tratavam-se por tu desde o dia em que ele a levara e à tia a falar com o dono da fábrica.
- Olá, que fazes por aqui?
- Vim saber de ti… Saber se estavas bem…
-Estou bem, obrigada. E tu?
-Também estou bem.
- Como é que sabias onde me encontrar?
-Tenho-te visto muitas vezes sem que me vejas, you know?
- E porque é que não falas quando me vês?
Ele encolheu os ombros e não respondeu.
- Andas-me a espreitar?
- Ando a matar saudades!
- Ó David! – protestou ela, sorrindo. – Se meu tio te ouvisse ia dizer que estás a ser atrevido…
- E vou ser ainda mais atrevido. Casa comigo!
- O quê?!
- Percebeste bem, pedi-te que cases comigo.
- A gente conhece-se à pouco tempo.
- E é preciso conhecer mais? Eu gosto de ti. Não gostas de mim?
- Tu para mim és um amigo, ajudaste-me muito, preocupaste-te comigo sem eu te ser nada, estou-te agradecida por isso, e gosto de ti, a verdade é essa, não tenho motivo nenhum para não gostar, mas casar? A gente tinha de se conhecer melhor primeiro.
- E vamos ter tempo para nos conhecermos. Também não é preciso casarmos amanhã. Podemos namorar, passas a ir lá a casa aos fins-de-semana, em vez de andares para aqui sozinha, conheces meus pais, eles também te ficam a conhecer, e então daqui a uns tempos casamos.
- Não me peças isso, David.
- Porquê? Deixaste algum namorado no Pico?
- Não.
- Então porque é que não aceitas?
- Há duas grandes diferenças entre nós: és rico, eu sou pobre, és protestante, eu sou católica.
- Por amor de Deus! Isso não é problema! Hoje temos dinheiro, é verdade, mas houve anos em que não tivemos nada. Viemos do mesmo povo, Maria, da mesma terra do Pico. Fomos pobres, como tu és agora, e ficámos ricos como tu podes ficar. Aqui na América tanto se pode ir de pobre a rico como de rico a miserável. E quanto à religião, é verdade que fomos criados em crenças diferentes, mas não é por isso que não nos podemos entender.
- Casavas à católica?
- Não… Quer dizer, não sei… Não pensei nisso.
- Então pensa.
- Preferia casar na minha igreja.
- E hás-de casar, David. Com uma rapariga que te mereça e que seja protestante como tu. Mas não comigo. Não fiques aborrecido, está bem? Sou tua amiga na mesma.
(in “Afectos de Alma”, de Judite Jorge, Publicações Dom Quixote)

14 de julho de 2010

Acampamento de Jovens dos Açores

Ao longo desta semana, na Ilha Terceira, está a decorrer o acampamento regional de Jovens, uma iniciativa da Associação Baptista Açoriana - ABA, com o objectivo de reunir os jovens de todas as igrejas dos Açores no mesmo acampamento. Assim, este ano, jovens oriundos do Faial, Terceira e S.Miguel estão ali reunidos a viver um "Momento Crucial" (que assim seja). O orador convidado do acampamento é o Pastor Jónatas Lopes, que veio de Tondela para ministrar a estes jovens. "Está a ser muiiito bom!", diz-me o meu marido sempre que me telefona. E eu fico feliz da vida. Que este possa ser mesmo um momento crucial na vida destes campistas.