30 de setembro de 2010
28 de setembro de 2010
Nascer de novo
Ele era o mais velho de sete irmãos. Oriundo de uma família muito humilde. Zé, era como todos lhe chamavam. Era conhecido pelo seu mau feitio, pela sua impulsividade e até agressividade. Um dia, no meio de uma discussão, pegou na sua inchada e deu com ela na cabeça de um homem. Esteve preso. Um dia, falaram-lhe do amor de Deus e aquele homem, para surpresa de todos, recebeu aquela Palavra no seu coração e deixou Jesus transformá-lo num novo Zé. A partir dali, a sua boca não mais se calou. Mesmo sem grandes estudos, falava a todos do amor de Deus. Mas falava de uma forma tão genuína e tão profunda que punha toda a gente chorar. Todos conheciam o antigo Zé e agora todos viam um novo Zé. Era a vida dele que falava. Agora era calmo, doce, com um coração a transbordar de amor. Conta-se que ele não conseguia pronunciar a palavra “Jesus” sem começar logo a chorar. Assim que começava a dar o seu testemunho na igreja, a congregação ficava em lágrimas ao final de poucas frases. Arrepiava. Ganhou a família praticamente toda para Cristo, num tempo em que os crentes eram sujeitos a perseguições e discriminação. Infelizmente, guardo uma imagem muito ténue deste homem. Recordo-me de ter estado com ele apenas uma vez, era eu muito pequena. Soube que faleceu pouco depois desse dia. Tudo o que sei acerca dele foi-me contado pela minha mãe e pela minha avó, sua irmã. E estas histórias do tio-avô Zé sempre me emocionaram. Como Deus age! Foi por este homem, o mais “terrível”, que o Evangelho chegou à nossa família. E a tantas outras famílias.
23 de setembro de 2010
O livro requisitado
Por estes dias, soube que um menino que começou a frequentar a nossa igreja, por si próprio, andava a requisitar uma Bíblia na Biblioteca Pública da Horta, para levar consigo para a Escola Bíblica Dominical. São pequenas histórias como esta que nos enchem o coração, neste bom combate.
Semear e colher
Quando estivemos com o Pastor Elton Rangel, em Sevilha, soubemos de uma história que nos tocou muito. O Pastor Rangel contou-nos que o Pastor Sanches, um dos primeiros pastores da Igreja da Horta, foi por duas vezes a todas as casas da ilha para se apresentar e para convidar as pessoas para ir à igreja. Em duas voltas completas à ilha, conseguiu apenas que dois adolescentes fossem à igreja. Impressionante. Por vezes, o ministério é muito difícil. Aquele pastor semeou muito. É mais agradável colher do que semear, mas a ele coube-lhe semear. Gostávamos de lhe poder contar o que Deus tem feito neste lugar de lá para cá, mas não temos o contacto deste pastor. O seu trabalho, bem como o dos pastores que lhe sucederam, foi muito importante. Ele não viu com os seus olhos, como nós temos tido o privilégio de ver, vários açorianos e açorianas a comprometerem-se com Jesus e a serem baptizados. Mais do que açorianos, também vários continentais e estrangeiros que fixaram residência na ilha têm recebido a Salvação na Igreja da Horta. Que nos possamos lembrar sempre desta história, nos dias em que a colheita tardar.
Vidas novas
Mais uma vez, Deus voltou a derramar o dom da vida no meio da nossa igreja. Cinco irmãs estão, neste momento, à espera de bebé. Até agora, sabemos que vêm aí duas meninas e um menino. Os outros dois bebés ainda não revelaram o que são. Desde que estamos no Faial (há 5 anos e meio) nasceram oito bebés na nossa igreja e agora vêm aí mais cinco. É uma alegria muito grande ter uma igreja repleta de bebés. Que o Senhor seja com cada uma destas mamãs e lhes dê uma gravidez abençoada.
22 de setembro de 2010
5 anos
Hoje, há 5 anos atrás, recebemos nos braços, directamente das Mãos de Deus, o nosso filho Miguel. Um grande tesouro. A luz dos nossos sorrisos. Ele tem crescido muito e nós também vamos crescendo com ele. Que Deus te guarde sempre, filho querido. O papá, a mamã, a mana e o bebé amam-te muito. Que tenhas uma vida muito feliz, plena de bençãos.12 de setembro de 2010
33
E, hoje, dia dos meus 33, quero agradecer muito a Deus por 3 vidas: pela minha vida, pela vida do novo bebé que trago dentro de mim e, em especial, pelo milagre de vida que operou na minha mãe, que, hoje, pela graça de Deus celebra os seus 59 anos, já livre do grande susto que apanhámos todos nos últimos meses. O Senhor promete-nos vida e vida com abundância. Tenho visto o cumprimento desta promessa na minha família. Muito obrigada, Senhor.
11 de setembro de 2010
Igreja Evangélica Baptista de Sevilha
(Nas fotos: Fachada principal do templo e Pr. Elton Rangel)
8 de setembro de 2010
Acampamento de crianças
30 de agosto de 2010
Obrigada, Pingo Doce!
Muito obrigada Vanessa Silva, Filipe Vitor e demais equipa de Marketing. Um bem-haja a todos vós!
26 de agosto de 2010
Três, a conta que Deus fez
Eis a boa nova: em 2011, iremos passar a cinco cá em casa. Uma alegria que não se pode traduzir em palavras. Uma profunda gratidão a Deus por nos confiar mais uma vida.
Menina’s world I
Para lhe conseguir cortar as unhas é uma aventura. Tenho de andar a correr atrás dela, dou-lhe à escolha entre as tesouras ou os corta-unhas, procuro distraí-la, prometo-lhe os melhores doces, faço mil por uma linha. Mas para lhe pintar as unhas (de vermelho, claro) fica sossegadinha como uma pomba. Pinto-lhe as duas mãos e os dois pés sem que pestaneje. Posso corrigir as imperfeições à vontade, demorar todo o tempo do mundo, que ela nem se mexe. No final, até fica sossegadinha a soprar para as unhas, para que sequem, não tocando em nada, para não estragar a pintura. E quando, nos dias seguintes, o verniz começa a descascar, vem logo ter comigo e diz-me: “Mamã, mais!”9 de agosto de 2010
Festa no Céu
De férias, longe da ilha, os trabalhos da igreja ficam entregues aos irmãos. Não há pastores por perto que possam assegurar os cultos. Este facto poderia deixar-nos um pouco ansiosos com o normal decorrer dos trabalhos durante a nossa ausência, mas não deixa. E não ficamos ansiosos porque sabemos que os irmãos servem o Senhor de coração, dando o seu melhor. Por esse motivo, durante a nossa ausência, as coisas nao decorrem apenas com normalidade, mas até acima do que é normal. No culto de hoje, a N. entregou a sua vida a Jesus. Depois da sua mãe, que está a ser preparada para o baptismo (que irá ocorrer no próximo mês), e do pai (que irá integrar a próxima classe), chegou a vez do Senhor alcançar a filha deste casal. Um casamento que o Senhor reconstruiu. Um lar totalmente salvo para Cristo. A Deus toda a glória!
8 de agosto de 2010
De férias
E, em tempo de férias, é altura de tornar alguns "sonhos" realidade. E um dos pedidos do nosso filho era ir a um "Pingo Doce" - recorde-se que ele é nascido e criado nos Açores. As opiniões acerca da publicidade do Pingo Doce são diversas, mas (pelo menos com o meu filho) dá resultado. Ele sabe a letra da música de cor e assim que se apanhou no Continente quis logo conhecer um Pingo Doce. (lol)
1 de agosto de 2010
31 de julho de 2010
A Ilha das Cores

O meu filho está convencido que a "Ilha das Cores", que passa na RTP2, é a Ilha do Pico. E, de facto, se tentarmos pensar pela cabeça dele, tem toda a lógica. Senão, vejamos as duas imagens acima: a primeira é a "Ilha das Cores", a outra é a paisagem da Ilha do Pico que ele vê todos os dias, a partir do Faial. São ou não são parecidas? :)29 de julho de 2010
Uma maternidade flutuante
Já uma vez aqui falei sobre que é ser mãe nestas ilhas. Hoje, a capa do (único) jornal diário do Faial trazia esta notícia: "Bebé nasce a bordo do Cruzeiro do Canal". O Cruzeiro é uma lancha que, diariamente, faz a ligação entre a Ilha do Pico e a Ilha do Faial. Não há Hospital no Pico. Em situações normais, as grávidas do Pico vêm para o Faial a partir dos 8 meses de gestação para aqui aguardar até ao parto. Porém, em situações de emergência, como foi este caso (uma bebé prematura), é um "Deus nos acuda". Chama-se Joana a menina que nasceu ontem na lancha, pela manhãzinha, já a chegar ao Porto da Horta. Filha de uma heroína de 22 anos, que se fazia acompanhar de uma enfermeira. Chegadas a terra, mãe e filha foram de imediato evacuadas para a Ilha de S.Miguel, pois o Faial tem Hospital, mas não tem ventilador para prematuros. Enfim, tudo terminou bem. É por isto que os açorianos têm de ser, naturalmente, pessoas de fé. Só Deus.
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