Teve uma educação católica, cumprida com todos os rigores. Era um praticante activo. Por estes dias, foi pela primeira vez à igreja evangélica. Gostou demais, sentiu algo diferente. A pregação foi aquilo que mais lhe tocou. Partilhou a sua experiência em casa. Os pais, em especial a mãe, pediu-lhe por tudo que, enquanto vivesse na sua casa, não mudasse de religião. Mas a vontade de voltar à igreja evangélica permaneceu e acabou por falar mais alto. No domingo passado, levantou a sua mão no final do culto. "Quer receber o Senhor Jesus como seu Senhor e Salvador?" - perguntou-lhe o pastor. "Quero, sim senhor!"-respondeu com firmeza. Soubemos depois que, nessa noite, nem conseguia dormir, tal era a alegria que sentia dentro de si. Deus seja louvado! E que essa alegria possa acompanhar este rapaz por toda a sua vida.
15 de dezembro de 2010
14 de dezembro de 2010
Pastor no forno
Certa vez, li num pequeno livro de devocionais que, certos crentes, ao domingo, gostam de almoçar “Pastor no forno” (penso que a tradução é mais ou menos esta). Quer isto dizer, o assunto do almoço de domingo é o Pastor e as gafes que possa ter dito na sua pregação matinal, ou o fato démodé que trazia vestido, com uma gravata que não passa pela cabeça de ninguém, os sapatos mal engraxados, ou até o facto de ter cumprimentado certa pessoa e não ter dado grande importância a uma outra pessoa, tudo coisas absolutamente erradas e condenáveis. Um péssimo pastor, resumindo. É triste, mas acontece. Eu própria já cheguei a estar em almoços em que se serviu este prato.
Já aqui tenho partilhado que, nos Açores, sentimo-nos muito acarinhados pelas pessoas. Não digo que sejamos perfeitos e que as opiniões sejam unânimes a nosso respeito. Nem Jesus teve essa unanimidade, como se costuma dizer. Mas, podemos dizer abertamente que o trato, o respeito e amor que recebemos deste povo é algo de muito singular, raro e precioso. Chegamos a ficar emocionados perante as constantes e inexcedíveis manifestações de carinho, amizade e cuidado, ao longo destes quase 6 anos.
Nestas últimas duas semanas, a nossa filha esteve bastante doente. Não se conseguia descobrir o que tinha, pensava-se numa virose, tendo chegado a estar a soro no hospital. Finalmente, as análises relevaram uma intoxicação alimentar, que hoje se encontra ultrapassada. Ora, certa noite, estavamos nós, mais uma vez, no hospital, com a menina sem melhoras, a aguardar que chegasse a pediatra, quando vimos uma irmã da nossa igreja a sair das urgências, coxeando, com uma receita na mão. Tinha um pé muito inchado e negro. Conversámos um pouco e despedimo-nos dela, desejando-lhe melhoras. Pois, dali a um bocado, o marido daquela senhora, voltou ao nosso encontro, com um saco. Dentro daquele saco havia um termo com leite com chocolate, sandes de pão de leite com doce de figo caseiro, um outro termo com chá e uma papa de arroz para a minha filha. Ora, aquela irmã, com a ajuda do marido, vendo que a hora de jantar já havia passado e que estávamos ali sem comer, preparou-nos um farnel, mesmo estando também ela doente. Ficámos sem palavras. Que o Senhor possa retribuir em dobro a estas pessoas todo o amor que nos têm dado. E, graças a Deus, que não apreciam “Pastor no forno”.
Já aqui tenho partilhado que, nos Açores, sentimo-nos muito acarinhados pelas pessoas. Não digo que sejamos perfeitos e que as opiniões sejam unânimes a nosso respeito. Nem Jesus teve essa unanimidade, como se costuma dizer. Mas, podemos dizer abertamente que o trato, o respeito e amor que recebemos deste povo é algo de muito singular, raro e precioso. Chegamos a ficar emocionados perante as constantes e inexcedíveis manifestações de carinho, amizade e cuidado, ao longo destes quase 6 anos.
Nestas últimas duas semanas, a nossa filha esteve bastante doente. Não se conseguia descobrir o que tinha, pensava-se numa virose, tendo chegado a estar a soro no hospital. Finalmente, as análises relevaram uma intoxicação alimentar, que hoje se encontra ultrapassada. Ora, certa noite, estavamos nós, mais uma vez, no hospital, com a menina sem melhoras, a aguardar que chegasse a pediatra, quando vimos uma irmã da nossa igreja a sair das urgências, coxeando, com uma receita na mão. Tinha um pé muito inchado e negro. Conversámos um pouco e despedimo-nos dela, desejando-lhe melhoras. Pois, dali a um bocado, o marido daquela senhora, voltou ao nosso encontro, com um saco. Dentro daquele saco havia um termo com leite com chocolate, sandes de pão de leite com doce de figo caseiro, um outro termo com chá e uma papa de arroz para a minha filha. Ora, aquela irmã, com a ajuda do marido, vendo que a hora de jantar já havia passado e que estávamos ali sem comer, preparou-nos um farnel, mesmo estando também ela doente. Ficámos sem palavras. Que o Senhor possa retribuir em dobro a estas pessoas todo o amor que nos têm dado. E, graças a Deus, que não apreciam “Pastor no forno”.
10 de dezembro de 2010
Ao vivo
8 de dezembro de 2010
Perante o Senhor
Desde miúda, sempre me intrigou aquela passagem bíblica, no II Livro de Samuel, que descreve a forma como o Rei David dançou, quando levava a Arca do Senhor. A Bíblia conta que David dançou para o Senhor com todas as suas forças, pouco se importando com quem pudesse estar a olhar, saltando, cheio de júbilo. Foi a tal ponto que a sua mulher, Mical, que o observava da janela, sentiu vergonha pela figura que o marido estava a fazer e desprezou-o. Mais tarde, ela repreendeu-o mesmo, com severidade. Mas David respondeu-lhe que foi "perante o Senhor" que ele se alegrou. E está tudo dito.
Quando, em 1995, vi um dvd do concerto "Sing Out", de Ron Kenoly, e, a dada altura, vi o seu baixista, Abraham Laboriel, do alto dos seus muitos e muitos quilos, começar, inesperadamente, a fazer um solo, saltando e rodopiando na presença do Senhor (algo que nunca tinha visto até então), lembrei-me de imediato daquela passagem do Rei David. Talvez algumas pessoas possam olhar para Abraham Laboriel e ter a atitude de Mical. Eu, porém, achei delicioso. Ainda hoje me arrepia ver este vídeo (ver aqui).
Há dias perguntei à minha classe de adolescentes se conheciam este filme, mas a resposta que obtive foi do estilo: "Eu nasci nesse ano!" (lol). Então, em especial para eles, mas também para os que aqui passarem, deixo-vos esta recordação do ano de 95.
5 de dezembro de 2010
Depois de ver os desenhos animados do Ruca...
-"Mamã, sabes o que é uma pintura ovestrática?" (abstracta)
-"É uma pintura em que se pode fazer todas as formas que quisermos!"
(lol)
-"É uma pintura em que se pode fazer todas as formas que quisermos!"
(lol)
Saber esperar
Neste Natal, um dos brinquedos que o meu filho tem pedido é a "Casa dos Pin & Pon". Acho graça a este pedido, pois, nos finais dos anos 80, também eu sonhei com a "Casa dos Pin & Pon" como prenda de Natal. Era uma casa bem diferente da que agora é anunciada na TV (a meu ver, a antiga era muito mais bonita). E esta história da casa dos Pin & Pon fez-me lembrar de uma lição que eu aprendi nesse Natal e que não esqueço até hoje. Durante semanas, andei a "namorar" a casa dos Pin & Pon, exposta na montra de uma loja de brinquedos, no centro comercial onde a minha mãe também tinha uma loja. Era a casa que está na imagem acima. Linda de morrer. Carérrima. Certo dia, já nas vésperas da noite de Natal, passei com a minha mãe em frente à loja de brinquedos e puxei o braço da minha mãe para lhe mostrar a prenda que eu queria, porém, para meu espanto (e profundo desgosto), a casa já não estava na montra. No seu lugar estava agora a "Quinta dos Pin & Pon". Fiquei desolada... A "Quinta" também era gira, mas não era a "Casa"! Porém, sem dar parte fraca, e tentando remediar a coisa, disse à minha mãe que afinal queria a Quinta. "Mas tu não querias a Casa dos Pin & Pon?" - lembro-me tão bem desta pergunta da minha mãe. Disse-lhe que não, que também gostava muito da Quinta, que até gostava mais (eu não queria era ficar sem prenda) e que não ía ter pena nenhuma de não ter a Casa. Pois bem, na noite de Natal, quando abri a prenda da minha mãe, e vi que ela me tinha comprado a Casa Grande dos Pin & Pon (daí já não estar na montra), fiquei feliz e envergonhada... A minha mãe sabia bem qual a prenda que eu mais queria e satisfez o meu desejo. E eu, na minha precipitação, podia ter perdido a oportunidade de receber a minha prenda de sonho, por ter dito que preferia a Quinta. Que tola que fui... É curioso que nunca mais me esqueci desta história. E, ultimamente, tenho pensado bastante nela. Uma grande lição.24 de novembro de 2010
16 de novembro de 2010
10
Hoje, faz 10 anos que começámos a conversar. Nove meses de conversa. Um ano de namoro. 7 meses de noivado. 7 anos e tal de casamento. Três filhos. Mas, foi hoje, há 10 anos, que tudo começou. Com conversa. E nunca mais se acabou o assunto :)
(Amo-te muito, Rapazainhe pai)
12 de novembro de 2010
É um Rapazainhe!
Ontem, recebemos a boa nova, pela boca do meu obstetra: "A vossa família vai desempatar para o lado dos rapazes!"
(Viva)
Viver numa Ilha
Ontem, 11 de Novembro, e nem uma castanhinha para comer. Esgotadíssimas. Nem no (único) hipermercado da Ilha, nem em nenhuma mercearia, se encontrava vestígios delas.
Diz-se que as castanhas que vinham no contentor apanharam "bicho" e não puderam ser comercializadas.
(Buááá…)
(Buááá…)
7 de novembro de 2010
Mimi
-"Mamã, quando o bebé nascer, se for um menino, pode chamar-se Mimi?"
Estupefacta, respondo: "Mimi?? Ó filho, Mimi é nome de menina!"
-"Mas não faz mal, pois não? No Ídolos também há um rapaz que tem nome de menina!"
-"No Ídolos? Quem?" - pergunto-lhe.
Resposta: "O Adriano!"
(lol)
Sotaques
-"Mamã, os meninos da minha escola dizem "blica", mas eu digo "pilinha". Pausa. "Às vezes parace que os meninos falam Espanhol!"
(lol)
(lol)
4 de novembro de 2010
Festa no Céu
No domingo passado, terminado o culto, uma senhora pediu para falar com o pastor. É irmã de uma rapariga que tivemos o prazer de levar a Cristo e de baptizar, mas que, entretanto casou com um rapaz continental (que também se converteu e baptizou aqui na Horta), pertencendo hoje os dois à Igreja Baptista de Santarém. Esta senhora tem vindo a assistir regularmente aos cultos nos últimos tempos e temo-nos apercebido da sua crescente sensibilidade à Palavra de Deus. Pois bem, no domingo, esta senhora comunicou ao pastor que havia tomado uma decisão: queria entregar a sua vida a Jesus. Foi uma decisão muito ponderada e muito firme. Antes de falar com o pastor, ela disse ter falado primeiro com o seu marido, depois com o seu pai e, por fim, com o Padre – a quem informou que iria “deixar de ser católica”. Curiosamente, no passado, esta senhora reagiu muito mal quando a sua irmã se converteu, há cerca de 5 anos atrás. Disse-nos que já pediu perdão à irmã por isso. Foi para nós uma alegria muito grande entregar mais uma açoriana ao Senhor. E que a Sua obra possa completar-se naquela querida família.
29 de outubro de 2010
Baptismos
Festa no Céu
Por estes dias, uma adolescente que está a assistir aos cultos desde há algum tempo, aproximou-se do pastor e disse-lhe que se queria baptizar. Surpreendido, o pastor explicou-lhe que, antes do baptismo, ela teria de aceitar primeiro o Senhor Jesus com seu Senhor e Salvador. Foi então que a menina esclareceu o pastor: “É que eu já aceitei Jesus, há 15 dias atrás, no culto, quando o pastor disse que quem quisesse receber o Senhor fizesse uma oração. Eu fiz essa oração.”
(Deus seja louvado)
Também por estes dias, enquanto estivemos no Continente, uma senhora entregou a sua vida ao Senhor, no culto de Domingo. O irmão que ficou responsável por dirigir o culto, orou com esta senhora e toda a igreja se congratulou com mais este “novo nascimento”.
(A Deus toda a glória!)
(Deus seja louvado)
Também por estes dias, enquanto estivemos no Continente, uma senhora entregou a sua vida ao Senhor, no culto de Domingo. O irmão que ficou responsável por dirigir o culto, orou com esta senhora e toda a igreja se congratulou com mais este “novo nascimento”.
(A Deus toda a glória!)
25 de outubro de 2010
21 de outubro de 2010
Uma grande surpresa do Pingo Doce
Quando, em Agosto passado, escrevi um post sobre o sonho do meu filho conhecer um "Pingo Doce" ao vivo e a cores, não imaginava o que iria acontecer nos meses seguintes. Já aqui contei que a equipa de marketing do Pingo Doce, depois de ler o post, entrou em contacto connosco e ofereceu ao meu filho uma caixa enorme de presentes. Pois bem, esta já teria sido uma surpresa maravilhosa, mas o Pingo Doce não se ficou por aqui. Recentemente, o Director Adjunto de marketing do Pingo Doce escreveu uma carta para o meu filho, convidando-o para participar no filme de Natal do Pingo Doce, convidando também toda a família para o acompanhar às gravações. Assim, por estes dias, viajámos todos de avião para Lisboa, onde fomos carinhosamente recebidos, tendo ficado alojados num hotel de 4 estrelas, com refeições e transportes incluídos, durante três dias. O meu filho teve a oportunidade de viver uma nova experiência, ao lado de outras 29 outras crianças e uma imensa equipa de produção. Coube-lhe o papel de "ananás" (o que fica sempre bem a um açoriano), que desempenhou com muita alegria. Ainda hoje, já de regresso a casa, ainda parece que vivemos um sonho. As pessoas a quem temos contado esta surpresa (que são muitas) ficam boquiabertas com a generosidade do Pingo Doce e o carinho com que trataram o nosso filho. Até hoje, o Miguel continua a cantar: "Venha ao Pingo Doce de Janeiro a Janeiro/Venha ser feliz este Natal e o ano inteiro"!Muito obrigada, uma vez mais, ao Pingo Doce e à equipa de produção do filme. Um agradecimento especial a Vanessa Silva, Ricardo Costa, Sónia Costa, Filipe Vítor e Marta (da Produção). Um grande bem-haja pela maravilhosa prenda de Natal que ofereceram ao Miguel e à sua família.12 de outubro de 2010
Dicionário Açoriano (Ilha de S. Miguel)
“Atoleimado” – tolo (diz-se “atelêmad”)
“Pega drêt” – desaparece
“Requim” (riquinho) – bonito; engraçado
“Vá laré” – vai dar uma curva
“Vent’incanade”(vento encanado) – corrente de ar
“ Tás muito mal inganado” – Enganas-te redondamente
“Mêm de veras” – A sério
“Estás bim amanhado” – Estás tramado
“Nisca de gente” – Rapazinho
“Fogareiro” – mulher feia
“Tás ma segand” – Estás a chatear-me
“Tás te safande?” – Estás a desenrascar-te? As coisas estão a correr bem?
“Vou-te sofrê” – Não tenho paciência para te aturar
“Pega drêt” – desaparece
“Requim” (riquinho) – bonito; engraçado
“Vá laré” – vai dar uma curva
“Vent’incanade”(vento encanado) – corrente de ar
“ Tás muito mal inganado” – Enganas-te redondamente
“Mêm de veras” – A sério
“Estás bim amanhado” – Estás tramado
“Nisca de gente” – Rapazinho
“Fogareiro” – mulher feia
“Tás ma segand” – Estás a chatear-me
“Tás te safande?” – Estás a desenrascar-te? As coisas estão a correr bem?
“Vou-te sofrê” – Não tenho paciência para te aturar
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