4 de agosto de 2013

Linguagem rebuscada

O meu filho Miguel, enquanto conversava com a minha irmã a respeito dos graus de parentesco, sai-se com esta: “Eu tenho muitas tias, mas só tenho um tio..." E conclui: "O tio Gustavo é o meu tio unigénito!”

21 de julho de 2013

ABA

Durante este final de semana realizou-se a 33ª Assembleia Geral da Associação Baptista Açoriana (ABA), na ilha Terceira, com o tema "Chamados para servir juntos!". O meu marido está por lá desde 5ª feira passada, na qualidade de orador convidado. Pelo que soube,  tem sido um tempo muito abençoado. Hoje, no culto da manhã, converteu-se uma senhora. É uma alegria muito grande receber estas notícias tão boas, compensa de sobra todas as saudades do meu marido, que amanhã, querendo Deus, estará de volta! E é também muito bom ver como o nosso Deus continua a alcançar aquelas pequenas ilhas, onde vivem pessoas tão amadas pelo Senhor. Deus seja sempre louvado!

17 de julho de 2013

Pedido de oração

Uma vez no meu coração, para sempre no meu coração. É assim o meu sentimento pelos adolescentes e jovens baptistas da Horta. Eram tão pequeninos quando os conheci... Hoje são jovens lindos e com um coração no Senhor. Desde 2ªf passada que os adolescentes e jovens dos Açores estão num acampamento na Ilha Terceira (cartaz acima). Estão com o Pastor Ismael Couto e outros queridos líderes, pelos quais peço que se juntem a nós em oração. Pelo que sei está um bom grupo e há ali jovens que ainda não se entregaram a Jesus. Que este acampamento seja marcante para estes jovens e que possam comprometer-se profundamente com este Deus Incrível!

16 de julho de 2013

Os 18 baptizandos

Foto tirada do blogue da (Eu)Nice.

Festa em Queluz e Festa no Céu

No domingo passado, a igreja Evangélica Baptista de Queluz celebrou 59 anos de vida, num culto maravilhoso, cheio de emoções fortes. Não sei dizer quantas pessoas estavam, era a perder de vista, muitas assistiram ao culto de pé. O querido pastor João Rosa de Oliveira e a sua esposa, Lídia Machado de Oliveira, foram homenageados neste culto, tendo o pastor Oliveira sido reconhecido como pastor emérito da Igreja de Queluz. Houve diversas participações, todas muito tocantes, muito espirituais. Palavras inesquecíveis foram ditas neste culto. Dezoito vidas foram baptizadas (quinze de Queluz e três da Igreja Baptista de Belas, que se juntou a nós nesta festa). O culto decorreu num ambiente de profunda gratidão a Deus e de alegria contagiante. Eram tantos baptismos que, a certa altura, a minha filha perguntou-me: "Mamã, o pai vai baptizar toda a gente?" O Pastor Rubens Luz, da Igreja de Belas, entregou a Palavra do Senhor. No final do culto, dois meninos aceitaram Jesus como seu Senhor e Salvador e oraram de joelhos, consagrando-Lhe as suas vidas. Os nossos corações estão cheios! Deus é maravilhoso! E que o nosso Deus dê muitos e muitos anos de vida a esta querida igreja, acrescentado-lhe a cada dia os que se hão-de salvar.

10 de julho de 2013

Cristiana

No domingo passado, enquanto servíamos o Senhor num dia cheíssimo de atividades: culto de manhã,  seguido da participação no culto do 31º aniversário da Igreja Baptista das Boas Novas, do Pastor Leal, no Borel - Amadora, e, já ao final da tarde, uma assembleia da nossa igreja onde foram feitas 15 profissões de fé (para a assembleia já não pude ficar, para poupar os meus filhos), no meio de tudo isto, acontecia algo maravilhoso a alguns quilómetros de distância.
Tinha acabado de entrar em casa com os miúdos quando recebi uma chamada no telemóvel. Era a minha sobrinha mais velha, que também é minha afilhada. Tem nove anos e meio; pertence, com os pais, a uma Assembleia de Deus. Com a sua voz  doce, disse-me assim: “-Tia Didi, eu hoje aceitei Jesus como meu Senhor e Salvador.” Senti uma alegria tão (mas tão) grande! As lágrimas não me largaram o resto do serão. O nosso Deus é tão poderoso… Ele opera em tantos lugares ao mesmo tempo… e enquanto o servimos, ele cuida dos nossos… Trabalhámos muito no domingo, mas Deus devolveu-nos tudo isso com uma bênção sem medida: a conversão da minha sobrinha. E assim se cumpriu a profecia que o nome desta menina encerra: ela é “cristã/de Cristo” (Cristiana).

8 de julho de 2013

Palavras que inspiram

Não são poucas as vezes que entro no gabinete do meu marido na igreja e que me lembro da primeira vez que ali entrei. Foi há 9 anos atrás, era aquele gabinete do pastor Tomi, que para além de pastor da igreja de Queluz, era também presidente da Convenção Baptista Portuguesa. E foi nessa segunda qualidade que, naquele dia, recebeu o meu marido e eu, para falarmos sobre os Açores. Lembro-me como se fosse hoje. Enquanto nos explicava as necessidades e as lutas tão grandes do trabalho do Senhor no Faial, recordo-me de pensar no meu íntimo que aquilo era “areia a mais para a minha camioneta” e que, certamente, aquela igreja precisava de uma esposa de pastor com um perfil muito diferente do meu. Eu falo pouco. Eu quase nem falo. E, curiosamente, enquanto pensava nisto, o pastor Tomi disse assim: “Creio que a Adriana, com a sua maneira de ser, poderá ser a esposa de pastor discreta e que promove a união, que é o que esta igreja precisa.” Fiquei tão surpreendida com estas palavras que penso que nem devo ter pestanejado enquanto as ouvi. Mas a verdade é que eu acreditei nisto e creio mesmo que foram palavras de sabedoria. Nos oito anos de serviço nos Açores, lembrei-me muitas vezes destas palavras. Para mim, foram palavras de edificação e encorajamento. Podemos achar que não temos dons extraordinários, mas quando nos colocamos nas mãos do Senhor, o amor de Jesus em nós faz verdadeiros milagres. Deixei nos Açores mais do que irmãos na fé, deixei amigos do peito. E mesmo fora da igreja, mais outros tantos amigos do peito. Muitos. Verdadeiros amigos. Como é importante termos servos do Senhor que nos inspirem com palavras de sabedoria. Esta é uma dívida de gratidão que guardo para com o pastor Tomi. E que, agora, também na igreja de Queluz, o Senhor me dê sempre renovada sabedoria para saber colocar-me nas Suas mãos e recordar-me que, só assim, poderão acontecer milagres.

5 de julho de 2013

26 de junho de 2013

Josias

Estava a Mariana a contar ao pai a lição que aprendeu no domingo, na escola bíblica dominical, e sai-se com esta:
"O rei Josias era muito pequeno quando ficou rei. Ele era filho de um rei mau. O pai dele fazia muitas coisas más... ele mordia, empurrava, gritava, mostrava o rabo aos seus amigos...".
(lol)

:)

Meio perdida em Lisboa, aproximo-me de um engraxador de sapatos e pergunto: “- Bom dia! O Senhor sabe indicar-me onde fica a Rua Filipe Folque?”
Ele: “- Sei sim. A menina está a ver este prédio velho, grande, bege?”
Eu: “- Sim.”
Ele: “- Então esqueça o prédio velho e preste atenção ao prédio novo que está ao lado.”
Eu (meio confusa): “Ok…”
Ele: “- Por baixo do prédio novo há uma seguradora. Esqueça a seguradora e passe ao lado.”
Eu: “- Ok…”
Ele: “- Logo a seguir encontra uma transversal. Faça como se a transversal não existisse e siga seeeempre em frente.”
Eu (já com vontade de rir): “- Ok…”
Ele: “- A seguir, vai encontrar uma farmácia. Ignore a farmácia e siga em frente.”
Eu (a não poder mais): “- Certo…”
Ele: “- Depois encontra outra transversal. E, pronto, agora é ver se nessa transversal é à direita ou à esquerda, depende do número da casa para onde quer ir.”
Agradeci ao senhor e lá fui eu, meia atordoada com a explicação. Afinal de contas, tudo se poderia ter resumido a um simples: “Fica na 2ª rua à direita”. Os portugueses são únicos.

20 de junho de 2013

Corvo

Este texto (que já saiu no Jornal de Letras em  2011), descobri-o agora pela mão da minha amiga D.Lídia Oliveira. É um pequeno relato da passagem da escritora Alice Vieira pela Ilha do Corvo. A mais ocidental e a mais pequena ilha do arquipélago, onde vivem apenas cerca de 400 pessoas. Não tive oportunidade de conhecer o Corvo, mas conheci corvinos e muitas destas histórias. Não deixa de ser uma perspectiva pessoal, mas é muito interessante.
Aqui fica um pouco deste texto:
"Cheguei ao fim do mundo. (...) No mesmo avião veio D. Manual Martins, antigo bispo de Setúbal. Diz-me que o padre da terra, que ele nem conhece, precisou de ir tratar-se aos EUA e lhe telefonou a pedir que que o substituísse uma semana. E ele veio. Sou recebida na pista por um senhor que acarta a minha mala, e logo me enfia para dentro de um carro que já viu melhores dias. Diz-me que é na casa dele que vou ficar, porque Outubro é o mês em que a ilha se enche de ornitólogos em cata de aves em trânsito, e é difícil arranjar camas vagas. De repente dá uma gargalhada, apontando para as minhas mãos desesperadamente em busca do cinto de segurança; - Não há! Aqui no Corvo não se usa. Nem capacetes nas motorizadas, nem nada disso... (...) Quero organizar o trabalho para os dias seguintes, e peço um táxi para me levar de manhã a dar uma volta pela ilha. Um sorriso de olha-para-a-esperta-que-vem-do-continente, e logo a resposta: no Corvo não há táxis, nem transportes públicos, e a frota automóvel existente resume-se a meia dúzia de carros particulares, ou nem tanto. Depois há motorizadas, e algumas carrinhas de caixa aberta, onde as pessoas levam o necessário para irem para as terras. E uma tabacaria para comprar jornais? Jornais não há, tabacarias também não. E juro que lhe senti um leve orgulho na voz quando, a seguir a todas as minhas perguntas ("E lojas? E mercado?, etc) ele ia respondendo "não há, não há..." (...) Indica-me onde vou tomar as refeições todos os dias e, já vai a sair, quando lhe peço uma chave de casa, para eu não estar sempre a incomodar quando entro ou saio. Novo sorriso: - No Corvo não há chaves. As portas ficam todas no trinco. (...) Ao almoço (parece que toda a gente come no café da Teresinha), D. Manuel Martins recorda-me que hoje é dia de procissão. Apesar de já ter estado no Corvo, D. Manuel Martins admira-se sempre da pouca frequência nas missas, e da pouca alegria: "Ninguém canta!". (...) Depois da missa das oito da noite, a procissão percorre rapidamente as duas ruas da vila.(...) o entusiasmo não é muito, até porque a maioria é muito velha, as mulheres arrastam-se com dificuldade. (...) À cabeça da procissão, D. Manuel pára muitas vezes para olhar para trás. Numa procissão normal, o padre vem sempre no fim. Mas aqui também deve ser diferente. E por isso ele olha para trás, e faz pausas, para que ninguém fique pelo caminho."Este padre é pequenino, mas anda tão depressa...", murmura uma velhota ao meu lado, dobrada sobre a bengala.
Janto no sítio do costume, a ver na televisão o Benfica ganhar dois zero ao Portimonense. Os homens estão todos lá fora, a fumar. Benfica e Portimonense devem dizer-lhes tão pouco. (...) Afinal de que precisamos para viver? Isto perguntava-me eu, nas primeiras horas de aqui chegar - convencida de que iria encontrar, no meio deste isolamento, uma sociedade ainda não contaminada pelos males do consumo. Rapidamente me fazem descer à terra: estou na sociedade mais desenfreadamente consumista que conheço. Tudo se compra - por encomendas de catálogo, pela lancha que vai às Flores e ao Faial, pela net. A dependência da eletricidade é total. A televisão domina tudo. Todas as casas têm arca frigorifica, televisor último grito, computador, micro-ondas, etc. Se algum tem - todos os outros compram a seguir. E há sempre alguém que vende qualquer coisa: fico a saber, por exemplo, que a Teresinha vende Bimby's que são, ao que parece um sucesso. (...) Aqui ninguém passa fome e, se não há ricos, também não há pobres. Dizem-me que cada corvino tem um lote de terreno e uma vaca.(...) Trabalha-se, pesca-se, à noite vê-se a novela, e os mais novos bebem cerveja nos bombeiros. São um povo estranho. Fechado, pouco simpático, sem tradições de convívio. (...) Estou de partida. D. Manuel regressa também. De todas as conversas que mantivemos, há uma que não me sai da memória: "Eu acho que esta gente não vai muito à igreja porque não sente necessidade. Eles passam a vida neste isolamento todo, nesta lonjura, neste silêncio, nesta imensidão, estão todos os dias em contacto com Deus. Para quê irem à igreja à procura de um Deus formatado?" Quero acreditar que sim. Mas também não me sai da cabeça aquela frase de Raul Brandão, no seu texto sobre o Corvo: "Se não fossem cristãos, matavam-se uns aos outros."

Agradecimento

Ainda sobre o internamento do meu filho no Hospital Amadora-Sintra, tenho a registar que foi muitíssimo bem atendido, salientando o carinho com que foi tratado por parte dos médicos, enfermeiros e auxiliares. Um ponto alto foi o dia em que recebemos a visita de dois palhaços (um deles apresentou-se como sendo o "Dr. Chocapic"), da 'Operação Nariz Vermelho'. Ri a bom rir. Bem-hajam!
(foto tirada do site www.narizvemelho.pt)

18 de junho de 2013

Agradecer tudo

"Em tudo dai graças", no bom e no mau, foi das primeiras coisas que aprendi na igreja. Mas porquê agradecer a Deus pelas coisas más que nos acontecem? "Em tudo dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco" (I Tess. 5:18). Recentemente, decidi  inscrever-me num determinado curso.  As circunstâncias que me levaram a inscrever naquele curso não foram boas, pois prendem-se com a busca de alternativas profissionais, num momento em que continuo sem trabalhar. Mas, curiosamente, nesse curso vim a reencontrar uma antiga colega de faculdade, com quem não tinha contato há mais de dez anos.  Durante cerca de três semanas, passei bastante tempo com essa colega, com quem almoçava todos os dias. Um dos assuntos que, naturalmente, nos acompanhou nesses almoços foi a fé cristã. "Desculpa-me fazer tantas perguntas sobre a tua igreja..." - dizia-me ela (e eu toda contente). Disse-me que acha que não crê em Deus, mas que também não tem a certeza... Expliquei-lhe que todos sentimos "falta" de Deus nas nossas vidas, pois fomos criados para ter um relacionamento com Deus e que quando Ele não está na nossa vida fica um vazio enorme... Terminado o curso, ela recebeu o resultado de um exame médico que a remeteu para o IPO. Havia um propósito naquele curso. A minha colega tem agora pessoas que oram por ela. Também por estes dias, passei quatro noites no hospital a acompanhar o meu filho. Uma das mães com quem partilhei quarto conversou bastante comigo e ficou até uma certa amizade entre nós. Aquela mulher passa todos os dias na rua da nossa igreja, mas não sabia qual a nossa fé. Ficou admirada de eu ser portuguesa, pensava que os evangélicos eram todos brasileiros. Convidei-a a visitar-nos um dia. Ela não me disse que sim, mas também não disse que não. "Em tudo dai graças" é perceber que certas coisas menos boas nos acontecem com a permissão de Deus e com um propósito. E que Aquele que começou a boa obra a possa completar (Fil. 1:4).

Sociedade

Por estes dias, o meu filho filho esteve internado no Hospital Amadora-Sintra e apercebi-me de algumas das coisas referidas neste artigo (clicar em cima da imagem). Apercebi-me, ainda, de meninos que não queriam ter alta, que queriam "ficar ali para sempre". Apercebi-me da preocupação de quem vê os dias de internamento sucederem-se e a alta dos seus filhos sem chegar... patrões a telefonar para fazer pressão... mães a sussurrar "Ai que eu vou perder o meu emprego...". Muito preocupante.

11 de junho de 2013

1 ano

"Olhos verdes, lindos como rebanhos, de pele fofinha como a minha mãe é", foi o 'poema' que um dia lhe dediquei, bem pequenina, mal aprendi a escrever. Ela guardava o papel onde escrevi esse poema na sua mala e emocionava-se sempre que o lia. Era assim a minha mãe. Há um ano atrás vivi o dia mais difícil da minha vida, enquanto ela viveu o mais feliz da sua. Há um ano que se acabaram as lágrimas, as dores. Foi para a "Linda Pátria" viver com o nosso Deus. Todos os dias me lembro da minha mãe, sempre com muito amor e saudade. Agradeço a Deus pelo tempo que a tive comigo e por tudo o que me ensinou e que tanto marcou a minha vida. Até um dia, mamã!

30 de maio de 2013

Pessoas bonitas 2

Depois de uma semana a viajar pelo Oceano Atlântico, finalmente havia chegado aos Açores o contentor com o recheio da casa da família pastoral que nos substituiu. Ainda lá estávamos quando chegou a carga e pudemos acompanhar a abertura dos caixotes. Uma das primeiras coisas a abrir foram as caixas com as coisas de cozinha. Eram tudo coisas bonitas e novas, pois este casal ainda tem pouquinhos anos de casados. Alguns pratos tinham sido até pintados à mão pela esposa do pastor. Mas, quando ela começou a retirar as coisas dos caixotes estavam muitas coisas partidas… uma e outra… e mais outra… e outra… (até me doía o peito… era peça atrás de peça, tudo em caquinhos). Sei bem o que custa, também já perdi e estraguei coisas em mudanças… e quando são novas é uma dor. Mas, curiosamente, a Liliana, muito serena, ía depositando os cacos no lixo e dizia que não fazia mal, que não era apegada às coisas… e sorria… e lá depositava mais uns quantos cacos no lixo. Que delícia! Nunca esquecerei este episódio e do pensamento que tive naquele momento “Ela tem apego àquilo que realmente importa...um coração no sítio certo".

Pessoas bonitas 1

A minha avó era uma pessoa única. E uma das coisas giras que recordo dela era uma frase que costumava dizer e que revela bem o que é uma pessoa grata, simples e satisfeita com o que Deus lhe dá. Com um ar orgulhoso, dizia assim: “Gosto muito da minha casa, pois consigo aspirar a casa toda com o aspirador sempre ligado na mesma tomada!” 

26 de maio de 2013

Queluz

Lembro-me de o meu marido e eu termos partilhado diversas vezes, ainda nos Açores, que dificilmente iríamos ser tão amados e tão estimados como fomos naquele lugar. "Nunca mais iremos encontrar uma igreja assim". Mas nunca se deve dizer nunca. Sei que ainda só estamos em Queluz há menos de quatro meses, mas o amor, a amizade e o carinho destes irmãos para com a nossa família chega a ser comovente. Somos muito felizes em Queluz. E damos muitas graças a Deus por isso. É tão maravilhoso ver este amor crescer de parte a parte. Muitas vezes, enquanto escuto os irmãos, ou mesmo apenas enquanto os observo sem que se apercebam, sinto-me como Jesus naquela passagem do jovem rico "Jesus olhou para ele e o amou". Só Deus pode dar-nos este amor tão profundo pelas vidas. Um amor consciente, que sabe que as pessoas não são perfeitas (como o jovem rico não o era), mas que sabe que as pessoas precisam tanto de Jesus como eu. Se há coisa em que desejo crescer mais e mais à semelhança de Jesus é neste olhar, neste amor pelas vidas. E que a igreja de Queluz possa também continuar a crescer muito neste amor que faz querer juntar, abraçar, unir corações a Jesus e deixá-Lo transformar-nos à Sua semelhança. 

21 de maio de 2013

Estudo "acompanhado"


Por força das circunstâncias, voltei a ter de estudar. Mas estudar aos 35 anos e com filhos a circundar-me dá nisto... Uns sublinhados muito originais :)

18 de maio de 2013

Pati

Enquanto estive nos Açores, uma das coisas que mais me custava era ouvir a minha irmã dizer-me que tinha muita pena de viver longe de mim e que os nossos filhos não pudessem crescer juntos. Doía-me coração quando ela dizia isto. Mas quis Deus que nos voltássemos a reunir. A minha irmã fez 40 anos por estes dias e amanhã, se Deus quiser, vou poder vê-la soprar as velas, junto da restante família. São momentos que não têm preço. Que Deus te abençoe sempre muito, mana. Continuas uma menina :)