O trabalho de casa consistia na elaboração de um texto que começasse a partir da seguinte ideia: “Estás em casa e ouves um barulho no sótão…”. Texto do meu filho: “Numa bela noite, ouvi um barulho estranho no sótão. Fiquei preocupado. O que seria? Um rato? Um morcego? Um cardeal?” (LOL)
18 de novembro de 2013
Gerar filhos
Há uns bons anos atrás, quando ainda se usavam retroprojetores, recordo-me de me ter oferecido para passar a computador as letras dos cânticos da minha igreja (estamos a falar de 2 dossiers A4 dos largos). Pois bem, andava eu nessa azáfama quando recebi a visita de um primo, que volta e meia vinha a nossa casa. Esse meu primo diz-se ateu, porém, caiu no erro de me perguntar se eu precisava de ajuda. Resultado: o meu primo esteve umas boas horas a ditar-me as letras dos cânticos. Confesso que me consolei a ouvir o meu primo dizer “Santo, santo, santo!” “Não há Deus como tu!” “Quebra a minha vida e fá-la de novo” “Dou-Te o meu coração e todo o meu ser, para Ti quero viver!” “Jesus, eu Te amo!” “Aleluia! Aleluia!” Recordo-me que, a dada altura, a minha mãe foi espreitar para ver o que se estava a passar, pois ouviu de longe a voz do meu primo e teve de ir confirmar se era mesmo ele que estava a dizer tais coisas (lol). Recordo-me que quando o meu primo se levantou para ir embora, até estava com outra expressão, meio atordoado… que ‘tareia’ espiritual! Nunca esquecerei este episódio. Pois bem, por estes dias o meu marido ofereceu os meus préstimos para fazer correção de texto de um material de discipulado. Pois, enquanto corrigia os textos (escritos por um estrangeiro), Deus falou profundamente ao meu coração. Só me lembrava do meu primo a “levar nas orelhas”. E uma frase que mexeu muito comigo e que não me sai do coração é a definição de discípulo. O que é um discípulo de Jesus? “Um discípulo é um seguidor obediente de Jesus e que se reproduz.” É esta última palavrinha que me anda a fervilhar no coração: “…que se reproduz”. Não há esterilidade no Reino de Deus, todos podemos gerar filhos! Que assim seja. Não queiramos o Senhor só para nós mesmos.
13 de novembro de 2013
Confiar os nossos filhos a Deus
Já li e ouvi a história de Samuel diversas vezes, mas nunca tinha reparado neste pormenor. Foi através da autora Marylin Hickey que me apercebi dele. Ana, mãe de Samuel, em obediência ao voto que tinha feito a Deus, entregou o seu filho, assim que deixou de ser amamentado, ao Sumo-sacerdote Eli, para que este fosse por ele educado. Agora o pormenor: Eli, segundo nos conta a Bíblia, foi homem temente ao Senhor, mas foi também um mau pai. Repito: um mau pai. Eli não teve mão nos seus dois filhos: Finéias e Hofni (estes nomes fazem-me logo lembrar uma outra dupla de irmãos malandrecos, muito em voga na programação infantil: o Finéias e o Ferb). Os filhos de Eli, diz-nos a Palavra, não queriam saber do Senhor e praticavam pecados atrás de pecados. O mal de Eli foi não repreender devidamente os filhos (Deus tinha-lhe dado essa autoridade e ele não fez bom uso dela). Ora, foi a este homem que Ana confiou o seu amado e único menino. O fruto de anos de oração. O milagre de Deus operado no ventre de uma estéril. Como eu admiro Ana! Mais: foi também com Finéias e Hofni que Samuel cresceu e partilhou o dia-a-dia. Com estes dois! Isto dá que pensar... E agora a parte curiosa desta história: a Bíblia diz que Samuel cresceu como homem e como servo do Senhor, sendo por todos estimado e reconhecido pelo seu temor a Deus. E, ao seu lado, Finéias e Hofni praticavam ofensas atrás de ofensas a Deus, acabando ambos assassinados numa luta contra os filisteus. Samuel não se deixou influenciar. Tremendo! Agora, há outro pormenor importante nesta história: Ana era uma mulher de oração. Ninguém consegue ficar indiferente à forma fervorosa como Ana orou a Deus pedindo que lhe desse um filho. É uma episódio que marca. Acredito que, depois de Samuel nascer, Ana continuou a orar da mesma forma pelo seu filho. A Bíblia conta também que Ana visitava o filho todos os anos e ofertava-lhe sempre uma túnica nova, feita de linho. Que mãe dedicada! E mais: Samuel foi usado pelo Senhor, ainda em menino, para entregar uma importante palavra de Deus a Eli (uma palavra bem dura). Esta mensagem encheu-me o coração e ando constantemente a pensar nela. Ainda não entendi tudo o que o Senhor me quer ensinar, mas prossigo nessa busca. Que o Senhor guarde os meus filhos do mal, como guardou Samuel, e os faça crescer com um coração que teme e ama a Deus, que sabe reconhecer o mal e afastar-se dele. Que os meus filhos possam marcar a diferença e ser usados por Deus para abençoar outros, inclusive adultos. E que nós, pais, tenhamos a sabedoria de entregar os nossos filhos em oração diária a Deus, não desprezando a repreensão e preocupando-nos em vesti-los com ‘capas de linho’. Que Deus nos ajude nesta tarefa.
11 de novembro de 2013
Um coração missionário
Conta-nos a Bíblia que, um dia, enquanto Jesus passava na rua, a sua atenção fixou-se num cobrador de impostos, de seu nome Mateus. Ele era um homem de péssima reputação na sociedade, um grande pecador. Os fariseus, que se consideravam pessoas puras, só queriam distância de homens como Mateus. Mas, Jesus, movido de amor pelas almas perdidas, aproximou-se daquele homem e convidou-o para ser um seguidor de Cristo. Mateus aceitou de imediato. E mais: logo após a sua conversão, Mateus organizou um banquete na sua casa, para o qual convidou Jesus. Nesse banquete estava presente a família e os amigos (pecadores) de Mateus. Desta vez, foi Jesus que aceitou o convite. Mateus não quis guardar Jesus só para si, mas proporcionou um encontro entre os seus amigos e o Salvador! É esta a atitude certa. Partilhar Cristo é uma responsabilidade que o Senhor deixou à Igreja. De certa forma, todos somos chamados para ‘missões’. Como crentes, podemos – e devemos – orar, apoiar e contribuir para missões. E isto é tão importante! Mas, devemos também pedir ao Senhor que nos dê sempre um coração cheio de compaixão pelos que não O conhecem. Um coração como Jesus, que viu Mateus, foi ao seu encontro e fez-lhe um convite que mudou toda a sua vida. Que Deus nos dê um coração missionário, para que muitas vidas possam participar do Grande Banquete! (texto do marido, no boletim de novembro da Igreja Evangélica Baptista de Queluz)
7 de novembro de 2013
:)
Mariana: “- Mamã, já sei o que gostava de receber no Natal.”
Eu: “- Ai sim? E o que era?”
Ela: “- É o Nenuco que tem um braço partido e varicela!” :)
(Fui procurar e descobri que este boneco existe mesmo: é o “Nenuco vai à médica”; e no mesmo pacote vem também uma “Nenuca” que é estrábica e precisa de óculos de correção)
6 de novembro de 2013
Eternidade
Por estes dias, conversava com uma querida irmã da nossa igreja, cujo marido partiu recentemente para Jesus. Este casal era muito unido, eram dois ‘namorados’. Viveram toda uma vida um para o outro. Crentes fiéis. A dada altura da conversa, aquela senhora pegou-me nas duas mãos, apertou-as com muito carinho e, num tom muito emocionado e muito genuíno, deu-me este conselho: “Aproveite muito bem enquanto tem o seu marido consigo! Aproveite bem! Porque se Jesus o chamar primeiro, sabemos que vai para o Senhor, mas custa muito ficar sem ele.” Hoje, terminei a leitura do livro de Dave Harvey sobre casamento e, curiosamente, o último capítulo deste livro aborda um tema pouco falado: a morte de um dos cônjuges. Não estava à espera de ver este tema num livro deste género, mas ler a história de Jere (viúva, mãe do autor do livro), foi muito tocante. E recomenda-se. Aqui (a partir da pg. 164).
5 de novembro de 2013
Coração puro
Você já considerou a
razão por que não existem relatos que nos mostram Jesus ‘batendo uma porta’
devido a frustração furiosa ou infligindo o ‘tratamento do silêncio’ em alguém
que o magoou? Porque Jesus não ficava irritado, ou amargurado, ou hostil? A resposta
simples, mas espantosa é esta: quando o seu coração era aquecido pelas
circunstâncias, manifestava-se o que havia ali: amor, misericórdia, compaixão,
bondade. Cristo não reagia pecaminosamente às circunstâncias de sua vida – até
mesmo uma morte atormentadora, imerecida e humilhante – porque o seu coração
era puro. O que estava em seu coração transbordava. Era amor!
(“Quando
pecadores dizem Sim”, de Dave Harvey)
Diálogos 2
No outro dia, vira-se para mim e pergunta: “- Mamã, qual é a profissão que dá muito, muito dinheiro?” Eu: “- Assim de repente, sei lá, talvez jogador de futebol.” Ele (escandalizado): “- O quê? Um jogador de futebol?” (com ar de quem está a pensar algo do género ‘mas eles nem têm de estudar muito!’) E pergunta logo de seguida: “- Então e os pilotos de avião?” Eu: “- Bem, esses também ganham bem.” Ele: “- Pois, mas eu não gostava de ser piloto. É uma profissão que é uma grande chatice!” Eu: “- Uma grande chatice? Mas porquê?” Resposta dele: “- É uma grande chatice porque eles têm de aguentar muito tempo sem poder fazer xixi!”
Diálogos 1
Miguel: “- Mamã, a Dona F. deve ganhar muito dinheiro, não é? Cada dia trabalha numa casa diferente e ainda trabalha na farmácia ao final do dia!” (nota: esta senhora é empregada de limpeza)
Eu: “Olha que não, antes pelo contrário. Ela ganha pouco em cada sítio onde trabalha, por isso é que tem de trabalhar em tantas casas e ainda na farmácia. Só juntando tudo é que consegue fazer um ordenado mais ou menos bom.”
Passado uns tempos, alguém comentava que o seu filho trabalhava numa farmácia (nota: com licenciatura).
Comentário do meu filho: “Então, ele ganha pouco; a minha mãe é que disse.”
(que vergonha, lol)
4 de novembro de 2013
Cabacos
Pego no último número da revista “Lar Cristão” e pergunto ao meu filho mais novo: “Quem é que está aqui na capa da revista?” Esboça um grande sorriso e responde de imediato: “Xami!” (Sami) Abro a revista e começo a folhear. Dali a pouco, mostro-lhe uma foto mais pequenina, a preto e branco, também do Samuel Úria, que vem no interior da revista, mas em que este aparece com um corte de cabelo mais curtinho. Pergunto: “E quem é este?” O meu filho fica a olhar por uns segundos…hesita…e lá responde muito depressa: “Cabacos!” (Cavaco)
31 de outubro de 2013
O homem certo
Certa vez, ouvi esta história e achei-a deliciosa. Michelle e Barac Obama foram jantar fora. Estavam eles no restaurante e, a meio do jantar, o empregado de mesa que os servia pediu a Michelle se podia tirar uma fotografia com ela. Michelle Obama consentiu. Tirada a fotografia, Michelle confidenciou ao marido: “Sabes, este rapaz foi meu namorado na juventude.” Barac Obama, em tom de gozo, disse a Michelle: “Quer dizer que tu podias ter sido esposa de um empregado de mesa?” Michelle, muito segura de si, responde ao marido: “Não! Quer dizer é que este rapaz podia ter sido o Presidente dos Estados Unidos da América!” Esta história encerra uma verdade preciosa: a pessoa que escolhemos para casar connosco deve ajudar-nos a crescer. A crescer como pessoas e, acima de tudo, a crescer na fé. Eu desejo que o meu marido seja o melhor dos pastores, para honra e glória de Deus. No que depender de mim, vou esforçar-me por ajudá-lo a crescer muito com Cristo. Querem saber qual o homem certo para vocês? Querem saber qual o homem que Deus vos quer dar? Abram bem os olhos e vejam se esse rapaz vos faz desejar crescer no Senhor.
(Tirado da palestra “Mulher Virtuosa”, para as meninas do Acampamento de Jovens 2013)
25 de outubro de 2013
23 de outubro de 2013
Sucinto
O meu filho mais velho não é muito dado a grandes textos. Sempre que traz trabalhos de língua portuguesa, começa logo a pensar como é que poderá responder às perguntas da forma mais breve possível. Não gosta de grandes desenvolvimentos. Por vezes, aborreço-me com ele, pois tem de dar respostas completas e não gosto que ele responda a correr. Pois bem, há dias trazia perguntas sobre um texto de um menino que gostava muito de ver um álbum de fotografias antigo, onde existia uma foto de uma menina muito bonita, que usava uma fitinha azul na cabeça, e que o menino achava que devia ser uma fada. Pergunta de interpretação: ”O que sabia o menino acerca da menina da fotografia?” Resposta do meu filho: “Sabia pouca coisa.” (lol)
Pura ficção
Há cerca de oito anos que os desenhos animados do Ruca são uma presença habitual na televisão da nossa casa. Eu tinha a ideia de que o dia-a-dia do Ruca era bastante parecido com a vida real, sem grande espaço para o imaginário, ao contrário da maioria dos desenhos animados. Mas isso foi só até ver, com mais alguma atenção, dois episódios, que passaram recentemente na TV. Num deles, a família estava a sair de casa apressadamente e o Ruca lembrou-se à última da hora que queria levar uns esquis para a neve. A mãe, muito doce, disse-lhe que ele deveria ter pensado nisso com mais antecedência, pois este ano ainda não tinha tirado dos arrumos as coisas de inverno, e não sabia bem onde estavam os esquis. Mas, perante a tristeza do Ruca, a mãe (que estava cheinha de pressa)… voltou serenamente atrás e foi procurar os esquis! (what?) No outro episódio, o Ruca recebeu uma camisola de malha feita à mão pela avó. Gostou tanto da camisola que vestiu-a de imediato. Estava calor, mas a mãe deixou. Até aí tudo mais ou menos bem. Agora vem o pior: dormiu com ela vestida nessa noite! A mãe deixou. Levou-a vestida para a escola - note-se – vários dias seguidos! A mãe, sempre serena, deixou. A dada altura, a mãe meteu, finalmente, a camisola para lavar. Porém, o Ruca foi buscá-la à roupa suja e voltou a vesti-la (!) e levou-a para a escola. Quando a mãe chegou à escola e o viu com a camisola suja vestida, muito tranquilamente, só lhe perguntou “Eu não tinha posto essa camisola para lavar?”, mas ficou-se por aí, tendo compreendido perfeitamente que o filho a tivesse ído buscar ao cesto da roupa suja. E não ralhou com ele, nem pestanejou, (nada!), perante a figurinha que o filho andava a fazer. Só quando a camisola estava mesmo uma tristeza, cheia de nódoas, é que o Ruca lá acedeu em tirá-la. Afinal de contas, a série Ruca está repleta de fantasia, pura ficção.
22 de outubro de 2013
Saber ouvir
É muito importante termos pessoas nas nossas vidas que nos apontam onde estamos a falhar. É certo que temos a nossa consciência, que faz isso melhor do que qualquer pessoa, mas por vezes parece não chegar. Ouvir da boca de quem respeitamos onde estamos a falhar é, por vezes, o clique que falta para operar uma mudança. O meu marido, familiares, amigos e irmãos na fé são, por vezes, importantes portadores de ‘recados’ da parte de Deus para mim. Ontem, foi a vez do meu médico. Ouvi e encaixei. Que Deus me rodeie sempre de pessoas destas e que nunca permita que eu endureça o meu coração perante as suas difíceis, mas sãs, palavras. Somos barro que está a ser moldado pelo Oleiro.
21 de outubro de 2013
O impacto do Evangelho
“Recentemente, um homem nos procurou em estado de grande agitação. Havia observado um rapazinho a roubar algum dinheiro da cesta das ofertas, após o culto. Ele sentia genuína preocupação com o rapaz. Sugeri que ele conversasse com o pai do menino, a fim de que o filho pudesse beneficiar da correção e da intervenção do pai. Alguns minutos depois, o menino e o pai pediram para falar-me, em meu gabinete. O menino mostrou algum dinheiro e disse que o havia tirado da cesta das ofertas. Ele estava em lágrimas, expressando sua tristeza e pedindo perdão. Comecei a conversa, dizendo-lhe: ‘Carlos, estou muito feliz porque alguém viu o que você fez. Que grande misericórdia de Deus, ao providenciar para que você não escapasse disso! Deus lhe poupou de endurecer o seu coração, o que acontece quando alguém peca e sai ileso da experiência. Percebe como Deus foi gracioso com você?’ O menino olhou-me nos olhos e concordou. ‘Sabe, Carlos’, continuei, ‘é por isso que Jesus veio. Jesus veio porque pessoas como você, seu pai e eu temos corações que desejam roubar. Você percebe que é capaz de ser tão ousado e atrevido que rouba até as ofertas que as pessoas estão dando a Deus? Mas Deus teve tanto amor por meninos ímpios que enviou o seu Filho, a fim de transformar o coração dos meninos e homens e torná-los pessoas que são doadoras e não ladrões’. Nesta altura da conversa, Carlos caiu em soluços e retirou do bolso mais um maço de notas que havia tirado da cesta. Ele havia começado esta breve conversa pronto a “fazer-de-conta” e devolver apenas parte do dinheiro que havia pegado. Algo aconteceu enquanto me ouvia falar da misericórdia de Deus para com pecadores ímpios. Não havia acusação no meu tom de voz. Nem seu pai nem eu sabíamos que havia mais dinheiro. O que aconteceu? A consciência de Carlos foi atingida pelo evangelho! Algo do que falei ressoou dentro deste coração jovem e enganador. O evangelho causou impacto na consciência dele.”
(Tedd Tripp, em Pastoreando o coração da criança)
17 de outubro de 2013
Jesus chorou
Enquanto lia aquela passagem - que já li tantas outras vezes – da morte de Lázaro, comovi-me profundamente com um pormenor sobre o caráter de Jesus. Diz o texto que Jesus amava Lázaro, bem como as suas duas irmãs, Marta e Maria. Era amigo deles. E quando Lázaro morreu, conta a Bíblia que Jesus, ao ver Maria chorar pelo seu irmão, “moveu-se muito em espírito, e perturbou-se”. E, logo a seguir, diz o texto que “Jesus chorou”. Os judeus que ali estavam comentaram acerca de Jesus “Vede como o amava”. Foi isto que me impressionou. Jesus sentiu a dor e o sofrimento causado pela morte de uma pessoa. Ele sabe como é tão triste e devastador passar por uma situação destas. Jesus sabia que Lázaro não ía permanecer morto e que ía ressuscitar. Estava prestes a acontecer um milagre tremendo! Tudo estava sob o controlo de Jesus. Ele não chorou de desespero. Mas, ainda assim, Jesus foi sensível à dor dos que choravam por Lázaro. Por estes dias, duas pessoas muito queridas para mim perderam as suas mães, sem que estivessem a contar com isso. Por estes dias, também, uma mulher partilhava comigo a dor tremenda de ter perdido um bebé no parto, há 30 anos atrás. Nunca ultrapassou essa dor. Ao ler esta passagem, senti o amor de Jesus de uma forma muito especial por aqueles que sofrem. Jesus compadece-se, chora connosco. Jesus está presente nesses momentos. O Senhor é um Deus de amor, que cuida, conforta e que traz sempre consigo uma nova esperança. “Vinde a mim todos os que estais cansados e oprimidos e eu vos aliviarei”, disse Jesus. A dor pode tomar proporções gigantescas na vida das pessoas que não a depositam nas mãos de Jesus. Mas os que se aproximam de Deus, quebrantados, são por ele limpos e libertos dessas cargas. Não existe outro Deus como o Senhor. Um Deus que perdoa e que cura o nosso interior sofrido. Deus é amor!
Caracóis
Acho que ainda não contei aqui esta. De vez em quando, a minha filha pede-me para lhe fazer caracóis. Este é um desejo típico das meninas que têm cabelos lisos. Por isso, volta e meia, faço-lhe trancinhas antes de a deitar e, no dia seguinte, desmancho-lhe as tranças e ela fica uma autêntica Diana Ross. Pois bem, naquela fase de adaptação em que a minha filha chorava na escola, um dia o pai ía levá-la de manhã e, antevendo as lágrimas, perguntou-lhe: “Hoje não vais chorar na escola, pois não?” Resposta dela, muito segura de si: “Chorar? De caracóis? Achas?” (lol)
16 de outubro de 2013
Educação cristã
É um descanso tão grande saber que, este ano, os meus filhos mais novos não vão ser ‘bombardeados’ na escola com o Halloween, nem vão sofrer pressão para pedir ‘Pão por Deus’ (nos Açores esta última ainda tem alguma força social). Que Deus abençoe e multiplique as escolas de orientação cristã evangélica.
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