26 de dezembro de 2013
Natal na Igreja Baptista de Queluz
No domingo passado, a Igreja Baptista de Queluz celebrou o culto de Natal e foi tão maravilhoso que não posso deixar de aqui escrever sobre ele. A igreja estava reunida em peso e contavam-se muitos visitantes. Não sei dizer quantas pessoas estavam, ouvi dizer que eram duzentas e cinquenta. Estavam muitas pessoas de pé. O coral da igreja abriu o culto com um conjunto de hinos de Natal, cantados a vozes (e que vozes), que arrebataram a congregação para uma atitude de louvor ao Senhor. De seguida, congregação, coral e músicos, louvaram juntos ao Senhor de uma forma tão linda que é difícil passar para palavras. Seguiram-se as crianças, vestidas a rigor - José, Maria, anjos, magos e pastores - cantando músicas de Natal. Também o grupo de irmãos mais "maduros" da igreja, muitos deles já aposentados, que se reúne à 3ªf à tarde para orar, participaram cantando. Tantos que eles são e tão queridos! Uma poesia foi lida, com um conteúdo profundo, da autoria de um menino com apenas 13 anos. Os jovens apresentaram uma peça de teatro que nos surpreendeu a todos pela sua qualidade. Muito bem encenada e muitíssimo bem representada. Estiveram todos muito bem. Os nossos jovens têm dons maravilhosos. O foco da peça era o verdadeiro sentido do Natal e todos os que assistiram foram tocados por esta mensagem. Seguiu-se a pregação do pastor, centrada em Jesus Cristo, o precioso presente que Deus nos entregou. No final, as crianças, alunas da Escola Bíblica Dominical, receberam ofertas da igreja. Foi tão lindo ver toda a igreja envolvida em prestar um culto que honre o nosso Deus e em partilhar a Salvação. Acredito que muitos foram profundamente tocados neste culto e que Deus está a trabalhar nos seus corações. A tia do meu marido, que não é crente, e que assistiu ao culto de Natal, partilhou conosco que a peça de teatro lhe tocou muito. E, no dia de Natal, em sua casa, quando nos preparávamos para almoçar, ela surpreendeu tudo e todos, pedindo que o meu filho orasse antes de começarmos a comer. Que o Senhor possa alcançar muitas mais vidas em Queluz! Para Sua honra e glória!
24 de dezembro de 2013
Natal
Não há amor maior do que este. O próprio Deus veio ao nosso encontro, através de Jesus, para nos reconciliar com Ele. Jesus pode resgatar-nos de uma vida oca e triste para uma vida nova. Jesus convida-nos a "nascer de novo". Foi num culto de Natal, numa Igreja Baptista, que aos dez anos de idade decidi que ía continuar a ir sempre ali, para aprender mais deste amor. E assim foi. Nunca esqueci aquele culto. Que muitas vidas possam ser tocadas pela mensagem do Natal. Um amor que nos resgata para uma vida abundante da graça de Deus.
Feliz Natal!
19 de dezembro de 2013
Octógonos
Ontem ao final da tarde, já tudo muito escuro, completamente perdida ao volante, no meio do pára-arranca do centro de Lisboa, sem conhecer grande coisa, orientada por um GPS que teimava em mandar-me para ruas que estão cortadas por motivo de obras, via em desespero as horas passar e eu sempre mais ou menos no mesmo sítio. Peço ao meu filho mais velho, que me acompanhava, que telefone à tia a pedir que fosse buscar os irmãos à escola, que estava quase a fechar. Foi então, que do banco de trás, ouço o meu filho fazer esta conversa hilariante: "Estou? Prima? Tudo bem? Será que podes passar o telefone à tia? É que... digamos que... preciso de falar com a tia com relativa ur-gên-cia!!!" (nisto, já eu estava a rir) "Tia? É o Miguel! Eu e a mãe estamos perdidos de carro em Lisboa e... temos um GPS, é certo, mas ele só nos faz andar às voltas e aos retângulos e aos paralelipípedos e aos octógonos!" (lol)
Felizes para sempre
Por estes dias, recebemos uma oferta muito especial: o primeiro livro do Tiago Cavaco, intitulado "Felizes para sempre e outros equívocos acerca do casamento". Fui bastante surpreendida, pela positiva, com esta leitura. Os livros sobre relacionamentos estão normalmente repletos de regras, conselhos úteis, testemunhos pessoais, mas por vezes falta-lhes, a meu ver, uma explicação profunda e clara acerca da razão de ser das coisas. E se nós não percebermos e interiorizarmos porque é que Deus fez as coisas de determinada forma e porque é que nos pede para vivermos de acordo com determinado padrão, nós vamos continuar a fazer tudo mal à mesma. O temor é fundamental. O Tiago leva-nos a refletir, à luz da Palavra de Deus, sobre a verdadeira razão de ser do casamento e os seus verdadeiros objetivos, na perspetiva de que a fé que temos e a vida que vivemos não são coisas dissociáveis. É uma leitura forte, muito direta. Muito profunda. Creio mesmo ser o livro que faltava sobre este tema. Fui muito abençoada pela sua leitura.
13 de dezembro de 2013
Fazer menos
Esta história é bem conhecida. Marta e Maria recebem Jesus e os discípulos em sua casa. Marta, atarefadíssima, prepara uma refeição para todos aqueles homens. Maria, sua irmã, não pega num tacho que seja e senta-se aos pés de Jesus para o ouvir falar. Marta, já no seu limite, interrompe Jesus e pergunta-lhe se ele não se importa que Maria não a esteja a ajudar. 'Dize-lhe que me ajude' - pede Marta.
"Em vez de aplaudir Marta, Jesus repreendeu-a gentimente, dizendo-lhe que Maria havia escolhido a 'boa parte'. Ou como diz outra tradução 'Maria escolheu a melhor parte'. 'A melhor parte?' - deve ter repetido Marta, sem acreditar. 'Quer dizer que há mais? Eu tenho que fazer mais?' As palavras de Jesus em Lucas 10 são inacreditavelmente libertadoras para aqueles que se ocupam com trabalhos árduos desta vida. Não é 'mais' o que Ele requer de nós. De facto, pode ser menos."
(citações tiradas de "Como ter um coração de Maria num mundo de Marta" - Joanna Weaver)
“E respondendo Jesus, disse-lhe: Marta, Marta, estás ansiosa e afadigada com muitas coisas, mas uma só é necessária. E Maria escolheu a boa parte, a qual não lhe será tirada.” Lucas 10:41-42
12 de dezembro de 2013
A árvore nova
Tínhamos combinado fazer a árvore de Natal no sábado. As crianças estavam ansiosas por este momento. Fomos à nossa arrecadação procurar a caixa com a árvore e os enfeites. Encontrámos a árvore, ainda com a embalagem com que veio no contentor do barco dos Açores, e trouxemo-la para casa. Porém, quando a abrimos, faltava uma parte da árvore (o topo) e nada de enfeites... Que desilusão! Pode parecer exagero, e nem sei se consigo traduzir isto que vou dizer por palavras, mas para as nossas crianças, abrir as caixas que vieram dos Açores e reencontrar as coisas que tinham no Faial é algo muito importante. Houve lágrimas até. Provavelmente, perdemos a embalagem onde estava o resto das coisas. As crianças ficaram muito tristes. Dissemos-lhes que iríamos comprar outra árvore... mas, sinceramente, era uma despesa que não contávamos ter nesta altura. Pois bem, no dia seguinte, fomos para a igreja. Durante a pregação, o meu filho mais novo começou a ficar muito inquieto e a chorar, pelo que decidi sair um pouco para o acalmar (o que até nem costumo fazer). Estava eu sentada com o meu filho no sofá que fica no corredor da área social da igreja, quando vejo a irmã T. aproximar-se e afixar um papel no placard. Olha para mim e diz-me que afixou um papel dizendo "Oferece-se árvore de Natal". Disse-me que o seu filho J. tinha comprado uma árvore nova e pretendia doar a antiga. Como Deus faz as coisas! É incrível como o Senhor cuida até de pequenos pormenores. Se eu não estivesse ali naquele momento, provavelmente nem teria reparado no anúncio no placard. Ficou para nós, claro! A nova árvore já está na nossa sala, toda enfeitada, para alegria das nossas crianças. Estou muito grata a Deus e a esta família de irmãos queridos. Deus é sempre bom!
10 de dezembro de 2013
Cinderela
Sentada num banco, com o livro da Gata Borralheira sobre as pernas (para poder gesticular à vontade), conta-me a história, enquanto preparo o almoço.
"- Olá! Eu sou a fada! Não fiques triste, eu vou arranjar-te um vestido bonito e vou dar-te um jeito nesse cabelo! Vou pô-lo em forma de amarelo (lol) com um tótó!" E eu a aguentar-me para não rir. Nisto, muda para uma expressão mais séria e diz: "Mas atenção!! Eu vou dar-te uma regra! Se deixares passar a meia-noite, voltas a ficar com um vestido horrível!" Ao ouvir isto, começo a rir e digo-lhe: "Como é que é? Repete lá essa parte!" Resposta dela: "Mamã, não me peças para repetir essa parte porque faz-me arrepiar!!" (lol)
5 de dezembro de 2013
Reencontro
Às vezes tenho a sensação de que não pode ser verdade. Mas é. A minha mãe já não está mais aqui. Sinto muito a sua falta. É estranho viver aqui no continente e ela já não estar cá. Ainda é estranho entrar na sua casa e ela não estar mais ali. E o meu telefone que tocava constantemente com chamadas dela, anda tão mais silencioso. Vejo muitas senhoras na rua de braço dado com as suas mães velhinhas e penso que não terei esse privilégio. Mas sei que ela está com o nosso Deus, cheia de felicidade. Por estes dias, o meu pai deu-me uma das Bíblias da minha mãe, a sua primeira Bíblia. Bem velhinha, amarelecida, algumas páginas soltas. Pode ler-se "Mirinha", na lombada. Era o nome que lhe chamavam na juventude (e que ela não gostava muito, verdade seja dita). Nela fez diversas anotações, ainda com letra de menina. Ao folheá-la, deparei-me com uma anotação que me encheu os olhos de lágrimas. Entre Malaquias e Mateus, naquelas páginas brancas, escreveu a letra daquilo que creio ser um cântico. Diz mais ou menos assim... "haverá um culto no Céu, no dia em que Jesus voltar... eu vou lá estar e tu também vais lá estar...". Ao ler estas palavras, emocionei-me profundamente. Sim, um dia, nós iremos encontrar-nos de novo, no Céu, junto do nosso Deus. E vamos estar juntas em muitos cultos, sempre celebrando. Porque a nossa vida aqui é uma passagem e um breve reflexo da vida plena que teremos na Eternidade, com o Senhor. E eu hei-de lá estar, pela a graça de Deus. (saudades)
3 de dezembro de 2013
Pai
Um amedrontado rapaz de dezoito anos, em pé diante de um severo juiz, amigo chegado de seu pai, ouvia-o dizer como ele era uma desgraça para aquela comunidade e para a sua família: "- Você devia ter vergonha de si mesmo, desgraçando o nome de sua família, causando a seus pais uma grande angústia e embaraço. Seu pai é um cidadão íntegro nesta comunidade. Tenho pessoalmente trabalhado em numerosas comunidades com ele e conheço a sua dedicação a esta cidade. Considero o seu pai como um amigo pessoal e chegado, e é com grande tristeza que pronuncio sobre você hoje a sentença por seu crime."
Com a cabeça curvada em óbvia atitude de desconforto, o jovem ouvia o juíz. Então, antes que a sentença fosse pronunciada, perguntou se podia falar: "- Meretíssimo, não quero, de modo nenhum, ser desrespeitoso ou apresentar escusas pelo meu comportamento. Mas tenho grande inveja do senhor. Houve muitos dias e noites em que quis ser o melhor amigo do meu pai. Muitas foram as vezes em que eu precisei da ajuda dele em meus deveres escolares, em algumas situações de maus namoros e em alguns tempos difíceis que passei como adolescente. Mas meu pai não estava em casa. Provavelmente, estava em algumas daquelas comunidades com o senhor, ou jogando golfe. Sempre senti que outras coisas eram mais importantes para ele do que eu. Não quero dizer isto de modo desrespeitoso, mas eu verdadeiramente gostaria de ter conhecido meu pai como o senhor o conheceu."
(Gary Smalley, em "A chave para o coração do seu filho")
Princesas
No fim-de-semana passado, vimos com os nossos filhos, pela primeira vez, o filme "Os Croods: Uma Aventura das Cavernas", e gostei imenso da figura da protagonista. A jovem Eep tem uma beleza natural, que não se perde no seu cabelo revolto, nem na sua constituição mais generosa. Acho até que ela devia ser integrada no elenco das princesas, não acham? Gostei.
2 de dezembro de 2013
Histórias no feminino
Ontem ao jantar, a nossa filha contava-nos a história bíblica que aprendeu na escola dominical. Contava com todos os pormenores. Muitas pausas, muito suspense, os olhos muito arregalados (creio que herdeou esta veia teatral da avó Celeste). A história era a das duas mães que reclamavam o mesmo bebé para si. "Elas discutiam, discutiam e o juiz disse uma coisa muito feia: ele disse para se cortar o bebé ao meio!" E ficou por aqui, não concluindo a história. Nisto, perguntei-lhe: "Mas, afinal, qual era a mãe verdadeira?" Resposta imediata: "Era a do vestido verde clarinho!" (Lol)
:)
Três anos depois desta história (clicar aqui), o Pingo Doce volta a ser muito amigo, pondo o "Nenuco vai à médica" com 50% de desconto! Já cá canta ;)
Escola Bíblica Dominical
Domingo de manhã, classe de juniores da escola bíblica dominical: apresento-lhes uma imagem A3, onde se vê a cidade de Samaria, rodeada de muralhas altas. "Já sei, vais contar-nos a história da batalha de Jericó!" - diz uma das crianças. "Não, hoje não é essa história. Hoje vamos falar sobre Samaria." Começo, então, a explicar-lhes que a cidade estava cercada pelo exército Sírio. "Estão aqui a ver estas tendas à volta das muralhas? São os sírios! Prontos a atacar!" Nisto, uma das crianças debruça-se sobre a mesa, para poder ver melhor a imagem no cavalete e, com um ar muito curioso, pergunta: "Aquele bonequinho ali em baixo, ao pé das tendas, é o rei dos Sírios?" (apontando para um bonequinho minúsculo, todo preto, no meio de tantos outros bonequinhos iguais a ele). "Bem... talvez seja, não dá bem para ver... mas tens razão, naquele tempo os reis também íam às batalhas". Com vontade de rir, lá continuei a história. Quando cheguei à parte dos quatro leprosos que foram ao acampamento dos sírios, perguntei: "Sabem o que é lepra?" Todos abanam a cabeça dizendo que não, até que um deles diz muito depressa: "Eu sei, é uma doença que faz cair o nariz!" (lol)
29 de novembro de 2013
Exemplo
Enquanto caminhávamos pela rua, um indivíduo que estava parado a distribuir folhetos, estica o braço e entrega um pequeno folheto ao meu marido. Este recebe-o, olha para o folheto e apercebe-se de imediato que se trata de publicidade a um vidente. Dá um passo atrás, esboça um sorriso terno e, num tom muito amável, diz àquele indivíduo: "Sabe, isto é um engano. Quem tem Deus não precisa disto." O homem, concordando com o meu marido, encolhe os ombros e diz que o mandaram distribuir aquilo, mas ele que deite fora. E eu que observava esta cena, fiquei muito tocada pela atitude do meu marido. Recebo tantos folhetos destes quando ando na rua, destruindo-os de seguida. Outras vezes apenas digo um mero: "Não, obrigada". Mas nunca dei um passo atrás, para dizer o que o meu marido disse. Como eu amo este homem! Desejo ser mais e mais como ele, a cada dia.
Fri-fu-ri-fu
A minha filha gosta muito de fazer desenhos e de os afixar no frigorífico. Por estes dias, entro em casa e ela (que estava em casa com o pai), aparece-me de rompante na entrada, com um ar muito feliz, de quem diz "Fiz algo espetacular, nem te passa!", e, com os olhos a brilhar e os braços a gesticular, diz-me assim: "Mamã, vai depressa ver o desenho que pus no fri-fu-ri-fu!!" (lol)
28 de novembro de 2013
Padrões altos
No fim-de-semana passado, tivemos o Pastor Jaime Kemp em Queluz. Da parte da manhã, falou-nos sobre comunicação e relacionamentos entre casais. Da parte da tarde falou-nos sobre sexualidade. Temas importantíssimos nos dias que correm. Gostámos imenso de o ouvir, foi muito edificante. E, principalmente, da parte da tarde, Jaime Kemp fez um apelo que nos ficou gravado no coração: “Pastores, elevem bem alto os padrões! Ensinem estas coisas!“ Que assim seja.
Uma dor no coração
Quando passávamos pela bilheteira do expresso, os nossos filhos entregavam o dinheiro ao cobrador. Para isto, precisavam esticar o braço sobre o meu ombro e, de vez em quando, as moedas caíam e era preciso recuperá-las. Alguns cobradores ficavam muito irritados. Quando nos afastávamos, as crianças comentavam sobre a raiva deles. “Sabem porque é que aquela pessoa ficou tão furiosa connosco?” – eu perguntava. “É porque ela tem uma dor no seu coração. Aquela é a sua maneira de dizer Por favor, alguém me pode compreender?” Algumas vezes, orávamos pelo cobrador, o que ajudava as crianças a entender que não deviam tomar as raivas dos outros como algo pessoal.
(Gary Smalley, em “A chave para o coração do seu filho”)
27 de novembro de 2013
Cuidado! Aí vêm os pentecostais!
Eu já o tinha lido na minha adolescência e pude agora lê-lo mais uma vez. Foi um dos livros que herdei da minha mãe. “Cuidado! Aí vêm os pentecostais!”, de Peter Wagner. O livro é bem velhinho. O autor, que assume-se como não-pentecostal, e que foi missionário na Bolívia durante 15 anos, faz uma apresentação bastante imparcial sobre o avivamento pentecostal na América Latina, nos anos 60/70. O relato é acompanhado de dados estatísticos e testemunhos incríveis, levando os leitores (não-pentecostais) a refletir sobre o que poderão aprender com os pentecostais. Relembro que o livro é dos anos 70 e que, nessa altura, o relacionamento entre pentecostais e não-pentecostais era bastante diferente do dos nossos dias. No final do livro, o autor conta uma história que não me sai da cabeça. Um pastor boliviano (não pentecostal) decidiu convidar um pastor chileno (pentecostal), que estava de visita à Bolívia, para pregar no culto de domingo de manhã (nota: no livro diz o nome da igreja e os nomes dos dois pastores). A pregação costumava demorar 20 minutos, mas naquele dia a congregação ouviu atentamente o pastor durante uma hora. A dada altura, o pastor preguntou à igreja “Acredito que os irmãos costumem orar para que Deus acrescente vidas a esta igreja, certo?” Na congregação, várias cabeças movimentaram-se dizendo “sim”. Nisto, o pastor mudou de expressão, franziu as sobrancelhas, esticou o dedo para a congregação e disse num tom de voz elevado: “Pois, essa oração é um pecado! Jesus disse para irem e anunciarem o Evangelho! É tarefa vossa! E, em vez de fazerem o que têm a fazer, dão meia volta e pedem a Deus que o faça!” Pois bem, aparte as opiniões sobre esta abordagem, o certo é que aquela igreja começou a falar cada vez mais de Jesus às pessoas e a convidá-las para irem aos cultos. Começaram a organizar apresentações musicais nas ruas, com testemunhos e uma breve palavra. (nota: era isto que os pentecostais faziam na América Latina, um evangelismo "agressivo" como lhe chama o autor do livro) Resultado: A igreja encheu-se de novas vidas! Os baptismos passaram de anuais a mensais (entre 1 a 27 pessoas por mês). Novos trabalhos foram começados. E tudo isto mantendo as suas doutrinas não-pentecostais. Muito interessante.
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