24 de janeiro de 2014

Opinião

Na 2ªf passada, estive na Livraria Baptista, a convite dos amigos Tiago e Ana Rute Cavaco, para falar da minha experiência de leitura do seu livro "Felizes para Sempre e outros equívocos acerca do casamento". Partilho convosco as anotações que levei comigo naquela noite (algumas destas coisas posso não ter chegado a dizer e outras mais que aqui não estão foram ditas). A explicação é simples: quando eu olhava para as minhas anotações só via uma aglomerado de letras, tal era o estado de nervos :) Foi uma experiência que me marcou tão profundamente pela positiva que acho que nunca a esquecerei (mas disto poderei falar um dia noutro post). 
O livro é bom, muito útil e recomenda-se. Aqui fica a minha cábula:
"Li o livro do Tiago com muito interesse, pois o casamento é um tema que me atrai, desde logo porque sou uma mulher casada, mas também porque sou esposa de um pastor e acompanho o meu marido no aconselhamento matrimonial.
Conheço o Tiago há muito tempo e sei que é uma pessoa com um bom conteúdo, um pensador. Sei também que é muito bem casado com a Ana Rute e que eles têm um bom casamento, o que credibiliza muito o seu escrito.
O Tiago é cristão e, desde logo, esclarece que a sua visão do casamento é baseada na sua fé e que não consegue dissociar o casamento da fé que tem. No entanto, creio que ele consegue que a mensagem do livro esteja acessível tanto aos que professam a fé cristã como ao público que não tem essa visão. Aliás, o Tiago tem uma capacidade pouco comum no meio evangélico que é a de conseguir comunicar muito bem quer com os que estão na igreja, quer com os que não pertencem à igreja.
Ao contrário de outros livros acerca deste tema, que falam mais de regras do bom funcionamento dos casais, com muitos exemplos pessoais e histórias, este livro procura ir à essência do que é o casamento. O casamento foi inventado por Deus, que também fez as suas regras de funcionamento. Este livro tem a clareza de conseguir mostrar o alvo que Deus tem para o casamento e as expectativas reais que devemos ter do mesmo. Ao ir à origem da questão, o livro faz-nos pensar no verdadeiro propósito do casamento, nas dificuldades e virtudes do mesmo.
Com isto, o Tiago desmistifica um conjunto de equívocos que a sociedade actual foi criando acerca do casamento e  também desconstrói as expectativas erradas com que muitas pessoas entram no casamento.
Há duas palavras que ressaltam no livro quando se explica o sentido do casamento: escola e processo. O casamento é uma escola e um processo de transformação. A nossa individualidade, tal como era enquanto solteiros, termina no dia em que casamos. O Tiago diz que quando casamos "deixamos de ser um indivíduo e passamos a ser uma metade".
Uma das partes que mais gostei do livro foi esta que passo a citar: "A felicidade do casamento parece estar enraizada na capacidade que ele tem de nos transformar, de ser tudo menos inócuo para aqueles que o experimentam. O casamento faz-nos novos. E é a partir daqui que podemos dizer que mais que nos querer fazer felizes, o casamento quer fazer-nos novos."
No final do livro, percebemos que afinal aquilo que hoje em dia desmotiva as pessoas em relação ao casamento não tem razão de ser, pois são  equívocos, coisas que o casamento não deve ser. O casamento vale a pena, funciona e traz felicidade, quando vivido da forma que o seu inventor (Deus) o pensou.
Espero, sinceramente, que este seja o primeiro de mais livros do Tiago, pois precisamos de mais conteúdos de qualidade e fiéis à Palavra de Deus como este, na nossa literatura cristã evangélica portuguesa."

16 de janeiro de 2014

Os olhos das crianças

Ao descarregar as fotos do meu telemóvel, não posso deixar de aqui partilhar esta. Estavamos a passear num shopping, com o meu pai, por altura do Natal. Naquele dia havia uma agitação enorme no shopping, estava mesmo à pinha. Não apenas por causa das compras de Natal, mas essencialmente por causa da presença do modelo Pedro Guedes. Estava acompanhado das mascotes do filme Madagáscar, para delírio das crianças. Naquele dia, podia-se tirar uma foto com o Pedro Guedes de um lado e com o "rei Julian", o lémure, do outro, e ainda ganhar dois beijinhos do Pedro Guedes no final. Bastava aguardar na lonnnnnga fila constituída, basicamente, por mulheres. O meu filho mais velho, a vibrar com todo aquele ambiente, vira-se para mim e pede-me o telemóvel para tirar uma foto. Mal sabia eu o que ele ía fazer a seguir. Muito apressado, fura aquela fila enorme, coloca-se mesmo em frente ao Pedro Guedes e 'zás', tira uma foto ao lémure! Todo contente, corre para me mostrar a foto que conseguiu tirar ao animal. Achei muita graça. Eu e todas as pessoas que repararam na cena. São assim as crianças.

15 de janeiro de 2014

Mais pintinhas

E a varicela está de volta a nossa casa... agora foi a vez do Tomás.

13 de janeiro de 2014

Desejar a plenitude de Deus

Infelizmente, na maioria das vezes, queremos um Deus suficiente para nos fazer felizes, mas não para nos transformar. Essa foi a postura que Wilbur Rees tinha em mente quando escreveu: "Gostaria de comprar US$3 de Deus, por favor; não o bastante para explodir a minha alma ou perturbar o meu sono, mas apenas o equivalente a uma xícara de leite quente ou a uma soneca à luz do sol. Não quero uma quantidade dele que me faça amar um homem negro ou colher beterrabas com um imigrante. Quero êxtase, não transformação; desejo o calor do útero, mas não um novo nascimento. Quero meio quilo do Eterno Deus num saco de papel. Gostaria de comprar US$3 de Deus, por favor."
(da obra "$3.00 Worth of God", de Wilbur Rees, citado por Joanna Weaver em "Como ter o coração de Maria no mundo de Marta")

10 de janeiro de 2014

Feliz

Que saudades deste sorriso bom e desta boa disposição :) É assim que gosto de recordar a minha mãe. É assim que a imagino no Céu, com Jesus. 
 

9 de janeiro de 2014

Ajudem-me! Ajudem-me!

Naquele final de tarde, estava sozinha com os meus filhos. Tínhamos saído de casa e dirigiamo-nos para o carro, quando ouvimos um grande barulho e, logo de seguida, uma voz de criança a gritar: "Ajudem-me, ajudem-me!" Viro-me para trás e vejo um menino, um pouco maior do que o meu filho mais velho, com a boca e o rosto muito ensanguentados. Corro para ele, com os meus filhos pela mão, e vejo que estava muito ferido no rosto, com os dentes partidos. No chão, estava caída a sua bicicleta. A roda da frente tinha-se soltado e estava um pouco mais à frente. Ele tinha descido a rua em alta velocidade e, no momento em que caiu, estava a passar por umas escadas. Loucuras de criança. "Tem calma!" - disse-lhe eu. "Diz-me uma coisa, onde moras? És daqui? Quem são os teus pais?"- perguntei-lhe com o coração a bater muito depressa, mas a tentar parecer calma. Mas o menino só dizia: "- Dê-me um lenço de papel para eu me limpar..." e não me queria dizer onde morava. Eu dei-lhe o lenço e continuei a insistir: "Diz-me qual é a tua casa!" Mas o menino não queria responder, só queria limpar-se e ir embora. Ele estava com medo da reação dos pais. Foi então que o olhei nos olhos e disse-lhe: "Escuta! Tu não tens noção  de como estás! A tua cabeça parece um melão! Tu precisas de ajuda!" Virei o menino contra o vidro da porta de entrada do prédio e ele conseguiu ver o reflexo da sua face. Nesse momento, caiu nele e aceitou a minha ajuda. Entrou no carro e comecei a dirigir-me até ao estabelecimento dos seus pais. Estavamos mesmo quase a chegar, quando avistámos a mãe do menino a correr ao nosso encontro (uma outra criança que viu a cena tinha ído contar aos pais do menino). Mas ao contrário do que o menino pensava, a expressão da mãe era de preocupação extrema, amor profundo. Ele saiu do carro e a mãe abraçou-o logo. Agradeceu e seguiu com ele para o médico. Voltei depois a passar algumas vezes no estabelecimento para saber do menino e a mãe ía-me dando conta das melhoras. A expressão daquela mãe fez-me logo lembrar uma outra história: a do filho pródigo. Também este tinha feito asneira e tinha receio da reação do pai quando voltasse para a casa. E isto é uma realidade. Muitas pessoas têm vergonha de se aproximar de Deus depois de tudo o que têm feito. Mas, não há que ter vergonha. Deus conhece-nos melhor do que qualquer homem e qualquer mulher. Mesmo aquilo que mais ninguém sabe, Deus viu. Nada lhe é oculto. E ainda assim espera por nós, com amor. E mesmo sujos e esfarrapados, se percebermos que o nosso estado é lastimável e que precisamos de ajuda, Deus vai acolher-nos com o seu abraço e vai sarar-nos. O medo e a vergonha amarram-nos de  avançar para para este abraço transformador. A minha oração é que muitos possam discernir esta verdade e correr, arrependidos, para os braços do Pai. 

6 de janeiro de 2014

Um povo que ama

“Eu sei quem são vocês.” Os olhos do presidente chinês estavam serenos e calmos enquanto falava num inglês meticuloso. O seu comentário interrompeu a conversa que já durava há quase uma tarde inteira. O Dr. Argue olhou o homem, não sabendo o que ele queria dizer. Estávamos em 1998. Como presidente da Associação Nacional Evangélica, o Dr. Argue havia sido convidado para conhecer o presidente da República Popular da China, Jiang Zemin, com a finalidade de discutir a posição do país sobre a liberdade religiosa. Dez mil cristãos foram perseguidos por causa da sua fé, mais alguns milhares foram presos ou executados. O Dr. Argue logo apresentou o motivo para se permitir aos cristãos a prática da sua fé. “Eles serão os seus melhores trabalhadores”, disse ao presidente. “São honestos e confiáveis”. Mas a conversa distanciou-se do assunto, que foi engolido pela postura política e gentilezas diplomáticas. “Eu sei quem vocês são”, repetiu Jiang, agora em voz baixa, enquanto se inclinava em direção ao Dr. Argue. Com o auxílio de um intérprete, ele contou a sua história: “Quando era jovem estive muito doente num hospital. Uma enfermeira cristã cuidou de mim. Mesmo ao final de um longo e atarefado dia, ela não ía embora antes de atender às nossas necessidades.”O presidente Jiang sorriu e acenou com a cabeça. “ Eu sei quem são vocês”.
(Sermão e entrevista gravada com o Dr. Donald Argue, Billings, Montana, março de 1999)

Precisão

Sentado à mesa, preparado para começar a escrever uma composição intitulada “A passagem de ano”, o meu filho começa a pensar alto:
“No dia 31 de dezembro, as famílias... Não!… Ah! Já sei!... 'No dia 31 de dezembro, as pessoas…' Não! Já sei! 'No dia 31 de dezembro, as cidadãs e os cidadãos…” (lol)

3 de janeiro de 2014

2013

O ano de 2013 será sempre por nós recordado como o ano em que deixámos os Açores e viemos para Queluz. Um ano de profundas mudanças. Mas, é incrível, que olhando para trás, vemos claramente a Mão de Deus em todo este processo. No dia 8 de fevereiro, descolávamos da pista da ilha do Faial, de mãos dadas e cabeças curvadas em oração, agradecendo a Deus pelos 8 abençoados anos de serviço naquele lugar. Enquanto a ilha ía desaparecendo entre as nuvens, lágrimas caíam do nosso rosto, as quais tentávamos disfarçar, por causa dos nossos filhos. Foram anos muito felizes aqueles oito. Grandes coisas fez o Senhor e sabíamos que iria continuar a fazer. Volvidos quase onze meses, temos notícias tremendas sobre a obra que o Senhor continua a fazer no Faial. O pastor Ismael Couto realizou quatro baptismos este ano e novas vidas têm sido acrescentadas àquela igreja, nomeadamente a vida do bebé Eli, filho do pastor Ismael e da sua esposa Liliana, nascido em dezembro. Quando aterrámos em Lisboa, um grupo de irmãos de Queluz esperava por nós no aeroporto, para nos abraçar, apoiar, demostrar amizade e carinho. E tem sido assim até hoje. Minto. Tem aumentado cada vez mais. Queluz é uma igreja muito querida. E falo de coração aberto. Damos muitas graças a Deus por esta igreja. Temos sido muito felizes aqui, servindo ao Senhor, servindo estes irmãos e a comunidade. Deus tem cuidado de nós, das crianças e até do meu emprego Ele cuidou (um milagre). Amamos já muito estes irmãos e à medida que os vamos conhecendo melhor, as suas especificidades e as suas lutas,  ainda sentimos mais amor por eles.   Deus fez coisas tão lindas ao longo deste ano. E acredito, sinceramente, que melhor está para vir. Que 2014 seja um ano de grande colheita para glória de Deus!

26 de dezembro de 2013

Pintinhas

E o final de 2013 trouxe varicela até nossa casa... o nosso Miguel está às pintinhas...

Natal na Igreja Baptista de Queluz

 
No domingo passado, a Igreja Baptista de Queluz celebrou o culto de Natal e foi tão maravilhoso que não posso deixar de aqui escrever sobre ele. A igreja estava reunida em peso e contavam-se muitos visitantes. Não sei dizer quantas pessoas estavam, ouvi dizer que eram duzentas e cinquenta. Estavam muitas pessoas de pé. O coral da igreja abriu o culto com um conjunto de hinos de Natal, cantados a vozes (e que vozes), que arrebataram a congregação para uma atitude de louvor ao Senhor. De seguida, congregação, coral e músicos, louvaram juntos ao Senhor de uma forma tão linda que é difícil passar para palavras. Seguiram-se as crianças, vestidas a rigor - José, Maria, anjos, magos e pastores - cantando músicas de Natal. Também o grupo de irmãos mais "maduros" da igreja, muitos deles já aposentados, que se reúne à 3ªf à tarde para orar, participaram cantando. Tantos que eles são e tão queridos! Uma poesia foi lida, com um conteúdo profundo, da autoria de um menino com apenas 13 anos. Os jovens apresentaram uma peça de teatro que nos surpreendeu a todos pela sua qualidade. Muito bem encenada e muitíssimo bem representada. Estiveram todos muito bem. Os nossos jovens têm dons maravilhosos. O foco da peça era o verdadeiro sentido do Natal e todos os que assistiram foram tocados por esta mensagem. Seguiu-se a pregação do pastor, centrada em Jesus Cristo, o precioso presente que Deus nos entregou. No final, as crianças, alunas da Escola Bíblica Dominical, receberam ofertas da igreja. Foi tão lindo ver toda a igreja envolvida em prestar um culto que honre o nosso Deus e em partilhar a Salvação. Acredito que muitos foram profundamente tocados neste culto e que Deus está a trabalhar nos seus corações. A tia do meu marido, que não é crente, e que assistiu ao culto de Natal, partilhou conosco que a peça de teatro lhe tocou muito. E, no dia de Natal, em sua casa, quando nos preparávamos para almoçar, ela surpreendeu tudo e todos, pedindo que o meu filho orasse antes de começarmos a comer. Que o Senhor possa alcançar muitas mais vidas em Queluz! Para Sua honra e glória!

24 de dezembro de 2013

Natal

Não há amor maior do que este. O próprio Deus veio ao nosso encontro, através de Jesus, para nos reconciliar com Ele. Jesus pode resgatar-nos de uma vida oca e triste para uma vida nova. Jesus convida-nos a "nascer de novo". Foi num culto de Natal, numa Igreja Baptista, que aos dez anos de idade decidi que ía continuar a ir sempre ali, para aprender mais deste amor. E assim foi. Nunca esqueci aquele culto. Que muitas vidas possam ser tocadas pela mensagem do Natal. Um amor que nos resgata para uma vida abundante da graça de Deus.
Feliz Natal! 

19 de dezembro de 2013

Octógonos

Ontem ao final da tarde, já tudo muito escuro, completamente perdida ao volante, no meio do pára-arranca do centro de Lisboa, sem conhecer grande coisa, orientada por um GPS que teimava em mandar-me para ruas que estão cortadas por motivo de obras, via em desespero as horas passar e eu sempre mais ou menos no mesmo sítio. Peço ao meu filho mais velho, que me acompanhava, que telefone à tia a pedir que fosse buscar os irmãos à escola, que estava quase a fechar. Foi então, que do banco de trás, ouço o meu filho fazer esta conversa hilariante: "Estou? Prima? Tudo bem? Será que podes passar o telefone à tia? É que... digamos que... preciso de falar com a tia com relativa ur-gên-cia!!!" (nisto, já eu estava a rir) "Tia? É o Miguel! Eu e a mãe estamos perdidos de carro em Lisboa e... temos um GPS, é certo, mas ele só nos faz andar às voltas e aos retângulos e aos paralelipípedos e aos octógonos!" (lol)

Felizes para sempre

Por estes dias,  recebemos uma oferta muito especial: o primeiro livro do Tiago Cavaco, intitulado "Felizes para sempre e outros equívocos acerca do casamento". Fui bastante surpreendida, pela positiva, com esta leitura. Os livros sobre relacionamentos estão normalmente repletos de regras, conselhos úteis, testemunhos pessoais, mas por vezes falta-lhes, a meu ver, uma explicação profunda e clara acerca da razão de ser das coisas. E se nós não percebermos e interiorizarmos porque é que Deus fez as coisas de determinada forma e porque é que nos pede para vivermos de acordo com determinado padrão, nós vamos continuar a fazer tudo mal à mesma. O temor é fundamental. O Tiago leva-nos a refletir, à luz da Palavra de Deus, sobre a verdadeira razão de ser  do casamento e os seus verdadeiros objetivos, na perspetiva de que a fé que temos e a vida que vivemos não são coisas dissociáveis. É uma leitura forte, muito direta. Muito profunda. Creio mesmo ser o livro que faltava sobre este tema. Fui muito abençoada pela sua leitura. 

13 de dezembro de 2013

Fazer menos

Esta história é bem conhecida. Marta e Maria recebem Jesus e os discípulos em sua casa. Marta, atarefadíssima, prepara uma refeição para todos aqueles homens. Maria, sua irmã, não pega num tacho que seja e senta-se aos pés de Jesus para o ouvir falar. Marta, já no seu limite, interrompe Jesus e pergunta-lhe se ele não se importa que Maria não a esteja a ajudar. 'Dize-lhe que me ajude' - pede Marta. 
"Em vez de aplaudir Marta, Jesus repreendeu-a gentimente, dizendo-lhe que Maria havia escolhido a 'boa parte'. Ou como diz outra tradução 'Maria escolheu a melhor parte'. 'A melhor parte?' - deve ter repetido Marta, sem acreditar. 'Quer dizer que há mais? Eu tenho que fazer mais?' As palavras de Jesus em Lucas 10 são inacreditavelmente libertadoras para aqueles que se ocupam com trabalhos árduos desta vida. Não é 'mais' o que Ele requer de nós. De facto, pode ser menos."

(citações tiradas de "Como ter um coração de Maria num mundo de Marta" - Joanna Weaver)

“E respondendo Jesus, disse-lhe: Marta, Marta, estás ansiosa e afadigada com muitas coisas, mas uma só é necessária. E Maria escolheu a boa parte, a qual não lhe será tirada.” Lucas 10:41-42

12 de dezembro de 2013

A árvore nova

Tínhamos combinado fazer a árvore de Natal no sábado. As crianças estavam ansiosas por este momento. Fomos à nossa arrecadação procurar a caixa com a árvore e os enfeites. Encontrámos a árvore, ainda com a embalagem com que veio no contentor do barco dos Açores, e trouxemo-la para casa. Porém, quando a abrimos, faltava uma parte da árvore (o topo) e nada de enfeites... Que desilusão! Pode parecer exagero, e nem sei se consigo traduzir isto que vou dizer por palavras, mas para as nossas crianças, abrir as caixas que vieram dos Açores e reencontrar as coisas que tinham no Faial é algo muito importante. Houve lágrimas até. Provavelmente, perdemos a embalagem onde estava o resto das coisas. As crianças ficaram muito tristes. Dissemos-lhes que iríamos comprar outra árvore... mas, sinceramente, era uma despesa que não contávamos ter nesta altura. Pois bem, no dia seguinte, fomos para a igreja. Durante a pregação, o meu filho mais novo começou a ficar muito inquieto e a chorar, pelo que decidi sair um pouco para o acalmar (o que até nem costumo fazer). Estava eu sentada com o meu filho no sofá que fica no corredor da área social da igreja, quando vejo a irmã T. aproximar-se e afixar um papel no placard. Olha para mim e diz-me que afixou um papel dizendo "Oferece-se árvore de Natal". Disse-me que o seu filho J. tinha comprado uma árvore nova e pretendia doar a antiga. Como Deus faz as coisas! É incrível como o Senhor cuida até de pequenos pormenores. Se eu não estivesse ali naquele momento, provavelmente nem teria reparado no anúncio no placard. Ficou para nós, claro! A nova árvore já está na nossa sala, toda enfeitada, para alegria das nossas crianças. Estou muito grata a Deus e a esta família de irmãos queridos. Deus é sempre bom!   

10 de dezembro de 2013

Cinderela

Sentada num banco, com o livro da Gata Borralheira sobre as pernas (para poder gesticular à vontade), conta-me a história,  enquanto preparo o almoço.
"- Olá! Eu sou a fada! Não fiques triste, eu vou arranjar-te um vestido bonito e vou dar-te um jeito nesse cabelo! Vou pô-lo em forma de amarelo (lol) com um tótó!" E eu a aguentar-me para não rir. Nisto, muda para uma expressão mais séria e diz: "Mas atenção!! Eu vou dar-te uma regra! Se deixares passar a meia-noite, voltas a ficar com um vestido horrível!" Ao ouvir isto, começo a rir e digo-lhe: "Como é que é? Repete lá essa parte!" Resposta dela: "Mamã, não me peças para repetir essa parte porque faz-me arrepiar!!" (lol) 

5 de dezembro de 2013

Reencontro

Às vezes tenho a sensação de que não pode ser verdade. Mas é. A minha mãe já não está mais aqui. Sinto muito a sua falta. É estranho viver aqui no continente e ela já não estar cá. Ainda é estranho entrar na sua casa e ela não estar mais ali. E o meu telefone que tocava constantemente com chamadas dela, anda tão mais silencioso. Vejo muitas senhoras na rua de braço dado com as suas mães velhinhas e penso que não terei esse privilégio. Mas sei que ela está com o nosso Deus, cheia de felicidade. Por estes dias, o meu pai deu-me uma das Bíblias da minha mãe, a sua primeira Bíblia. Bem velhinha, amarelecida, algumas páginas soltas. Pode ler-se "Mirinha", na lombada. Era o nome que lhe chamavam na juventude (e que ela não gostava muito, verdade seja dita). Nela fez diversas anotações, ainda com letra de menina. Ao folheá-la, deparei-me com uma anotação que me encheu os olhos de lágrimas. Entre Malaquias e Mateus, naquelas páginas brancas, escreveu a letra daquilo que creio ser um cântico. Diz mais ou menos assim... "haverá um culto no Céu, no dia em que Jesus voltar... eu vou lá estar e tu também vais lá estar...". Ao ler estas palavras, emocionei-me profundamente. Sim, um dia, nós iremos encontrar-nos de novo, no Céu, junto do nosso Deus. E vamos estar juntas em muitos cultos, sempre celebrando. Porque a nossa vida aqui é uma passagem e um breve reflexo da vida plena que teremos na Eternidade, com o Senhor. E eu hei-de lá estar, pela a graça de Deus. (saudades)

3 de dezembro de 2013

Pai

Um amedrontado rapaz de dezoito anos, em pé diante de um severo juiz, amigo chegado de seu pai, ouvia-o dizer como ele era uma desgraça para aquela comunidade e para a sua família: "- Você devia ter vergonha de si mesmo, desgraçando o nome de sua família, causando a seus pais uma grande angústia e embaraço. Seu pai é um cidadão íntegro nesta comunidade. Tenho pessoalmente trabalhado em numerosas comunidades com ele e conheço a sua dedicação a esta cidade. Considero o seu pai como um amigo pessoal e chegado, e é com grande tristeza que pronuncio sobre você hoje a sentença por seu crime."
Com a cabeça curvada em óbvia atitude de desconforto, o jovem ouvia o juíz. Então, antes que a sentença fosse pronunciada, perguntou se podia falar: "- Meretíssimo, não quero, de modo nenhum, ser desrespeitoso ou apresentar escusas pelo meu comportamento. Mas tenho grande inveja do senhor. Houve muitos dias e noites em que quis ser o melhor amigo do meu pai. Muitas foram as vezes em que eu precisei da ajuda dele em meus deveres escolares, em algumas situações de maus namoros e em alguns tempos difíceis que passei como adolescente. Mas meu pai não estava em casa. Provavelmente, estava em algumas daquelas comunidades com o senhor, ou jogando golfe. Sempre senti que outras coisas eram mais importantes para ele do que eu. Não quero dizer isto de modo desrespeitoso, mas eu verdadeiramente gostaria de ter conhecido meu pai como o senhor o conheceu."
(Gary Smalley, em "A chave para o coração do seu filho") 

Princesas

No fim-de-semana passado, vimos com os nossos filhos, pela primeira vez, o filme "Os Croods: Uma Aventura das Cavernas", e gostei imenso da figura da protagonista. A jovem Eep tem uma beleza natural, que não se perde no seu cabelo revolto, nem na sua constituição mais generosa. Acho até que ela devia ser integrada no elenco das princesas, não acham? Gostei.