A Palavra de Deus é "viva e eficaz". Quando a partilhamos, nunca volta para trás vazia. É como uma “espada de
dois gumes”, bem afiada, que penetra bem fundo nos corações, chegando onde
nenhum homem consegue chegar. Estou muito feliz pelo que Deus está a fazer
no nosso meio. De facto, a obra de Deus não pode ser feita na nossa força, mas
apenas na dependência do Senhor. Num destes domingos, no final do culto, um
homem aproximou-se do meu marido e, muito tocado pela pregação que acabara de
ouvir, disse assim: “Pastor, enquanto ouvia a Palavra de Deus, senti como se
tivesse um cadeado no meu coração e, de repente, o cadeado abriu-se… e
eu compreendi que tenho de perdoar uma pessoa e que tenho de amá-la.” Arrepiante.
E outras maravilhas têm acontecido. Por exemplo, pessoas que mantinham
relacionamentos amorosos que não estavam de acordo com o padrão de Deus, ouviram
o ensino do Senhor, acataram-no, e contraíram casamento. Só o Senhor tem poder
para convencer o homem do pecado e para mudar o seu coração. Que muitas mais vidas possam ser penetradas por
esta Espada aguçada. Pois onde ela toca, transforma.
3 de abril de 2014
2 de abril de 2014
Deus é sempre Bom
No fim-de-semana passado, quando abri o Facebook,
fiquei sem palavras ao ver fotos da Celeste, já em casa, feliz, com o neto ao
colo. O filho da Celeste intitulou as fotos com a frase: “O dia que eu ‘sabia’
que não iria acontecer”. Mas aconteceu mesmo! Deus seja louvado por isso. E ao
ver aquelas fotos, bem como um pequeno vídeo em que a Celeste aparece de pé, a
dar pequenos passos, no quintal de sua casa, a emoção tomou conta de mim. Nos
últimos tempos, tenho pedido muito a Deus que não tome a Celeste e que lhe devolva
a ‘vida’. E emociono-me sempre muito quando oro por ela, pois, ainda há bem pouco
tempo, fazia essa mesma oração a Deus por outra Celeste, a minha querida mãe. Porém,
no meu caso, Deus decidiu tomar mesmo a minha mãe para junto de Si. E o dia que
temia que não acontecesse, não aconteceu mesmo. Fico a pensar que, de facto,
nós não mandamos nada. Deus faz as coisas como quer, quando quer e com quem
quer. A Sua vontade é soberana. Desta vez, Deus achou por bem fazer um milagre e
devolveu a Celeste à 'vida' e à sua família. Alegro-me tanto por isso!
Penso no seu marido, nos seus filhos e no netinho… quanta gratidão a Deus devem
sentir todos eles! Deus mostrou o Seu poder àquela família de uma forma
invulgar e arrebatadora! E se o fez é porque tem um propósito nisso. Mas,
pensando bem, também na vida da minha mãe Deus fez um milagre muito grande. Depois
de um percurso tumultuado, ela partiu em paz com Deus, com o coração quebrantado, certa
da sua Salvação em Cristo. Deus sabe o que é melhor em cada caso. E no caso da
minha mãe, o Senhor achou que o melhor era mesmo não a devolver à ‘vida’, mas
antes tomá-la para Si. Custa muito enfrentar a realidade de que Deus tenha
decidido adiar o meu reencontro com a minha mãe para a eternidade. Mas se
pensarmos bem, não custa nada. Difícil seria uma separação eterna. É só um
bocadinho de tempo, comparado com toda uma eternidade juntas. Deus tudo sabe. E
tudo o que Deus faz é bom. E Deus é bom em todo o tempo. “Que a Tua vontade
seja feita na terra, assim como é feita no Céu.”
1 de abril de 2014
:)
(Mais do mesmo)
Ao telefone para a ilha de São Miguel:
Ao telefone para a ilha de São Miguel:
Eu: "- Pode dizer-me o seu e-mail, por favor?”
Resposta: “- O e-mail é: info…”
E eu repito: “- Ok, info…”
E o senhor continua: “- Arroba, Luís, trace”
E eu repito: “- Arroba, Luís, traço… sim…”)
Até que chega o inesperado: “- Meines…”
E eu pergunto: “- Mendes?”
Resposta: “- Nã é Mendes. É trace, meines!”
Já aflita, pergunto: “- Peço desculpa, creio que não o estou
a perceber bem. Disse Meines?”
Resposta: “- Nã, senhora! Ê disse trace de mé-nes!” (Tradução: traço
de menos, vulgo, hífen)
(Lol)
28 de março de 2014
Fome de Deus
Quando li o livro de Joanna Weaver, houve
uma parte que me tocou bastante. Foi a parte que falava sobre o facto de
muitas pessoas não sentirem “fome” de Deus. E isto é uma realidade tão preocupante!
Muitas vezes, procuro aguçar o “apetite” por Deus àqueles com quem me relaciono,
mas o interesse por provar o “cardápio” que lhes é apresento (e que é quase
sempre bem aceite e respeitado) acaba por não se concretizar, pois as pessoas andam
de “estômago cheio”. Joanna Weaver conta até um episódio interessante. Certa
vez, uma mulher andou todo o dia a preparar uma refeição para receber umas
visitas. Preparou comidas, sobremesas, decoração,enfim, foi uma azáfama. E
enquanto trabalhava, ía petiscando aqui e ali. Quando chegou a hora do jantar,
a mesa estava linda, repleta das melhores iguarias e ela não tinha uma ponta de
fome. Que desperdício! É preocupante não sentirmos fome do “Pão da Vida” por termos
o estômago cheio de gulodices. Estas podem ser até coisas muito boas: família,
trabalho, projetos, desporto, lazer. Mas não são o alimento principal. E isto
não é só para descrentes, aliás, Joanna fala para crentes. Há dias, falava com
uma pessoa que me dizia que, olhando para trás, reconhece que houve um período
de tempo na sua vida em que andou afastada do caminho de Deus. E o pior: nem
tinha consciência de que andava tão mal. Hoje, tem outra compreensão das coisas
e reconhece “o risco” que correu. Muitos de nós também já trilhámos esse caminho mau. Não nos enganemos: petiscos e snacks não são
refeição. Na verdade, são um engano. São alimento que traz doença e morte. “Bem-aventurados os
que têm fome e sede de justiça, pois serão satisfeitos.” (Mateus 5:6)
27 de março de 2014
Dawow
Por estes dias, no meu trabalho, tive de telefonar para a
Divisão de Obras e Urbanismo de uma Câmara Municipal que fica numa das zonas mais complicadas, a nível de sotaque,
da ilha de São Miguel. Responderam-me que tinha de fazer o meu pedido por
e-mail. Até aqui tudo bem. O problema foi quando pedi para me dizerem o e-mail.
Ora bem, o e-mail começa por “dou@...” (que são as iniciais de Divisão de Obras
e Urbanismo), mas até eu perceber o “dou” foi uma verdadeira tourada. Dizia-me
a senhora qualquer coisa como: “Dawow”. “Desculpe?” E ela repetia “Dawow”. “Pode
soletrar, por favor?” (o que eu fui dizer…) “Ok. “Daw / “Aou” /”iuu”. Bem, a
dada altura, a senhora começou a rir (certamente pensando "estas queques de Lisboa não percebem nada disto!") e eu própria comecei a rir e foi uma
risada pegada. E ela lá se esmerava: “Daw de daduu” ("Ok, D de dado" – lá ía eu tentando pescar
alguma coisa), “iuu de iuuva" (U de Uva…). Bem, já me caíam lágrimas de tanto
rir! Que belo momento. Viva a boa disposição!
25 de março de 2014
Soberano
20 de março de 2014
:)
(A respeito de uma senhora, na casa dos 50, que começou a namorar)
Miguel: "- Ó mamã, porque é que ela só começou a namorar agora com esta idade?"
Eu: "-Bem, na verdade, não foi "só agora" que começou a namorar. Sabes, essa senhora já teve marido, filhos, netos... mas depois ficou sozinha. Então, agora ela encontrou alguém para lhe fazer companhia. Entendes?"
Miguel: "- Sim..." (pausa) E continua: "- O avô também está sozinho..." (pausa) "- Ele também podia arranjar uma companhia..." (pausa mais longa) E conclui: "- Acho que o avô não deve ter muito jeito com as miúdas!"
(lol)
"Aquietai-vos"
Por estes dias, passei por uma sitação no trabalho em que precisava de muita sabedoria (mesmo muita) para reagir a essa situação. Não sabia o que fazer. Na minha força, pensei em mil e uma respostas diferentes, mas todas elas acabavam por me parecer ou insuficientes ou exageradas. Uma palavra em falso poderia despoletar um problema. Decidi não responder logo, rendi-me à minha incapacidade e orei ao Senhor. Pedi-Lhe sabedoria para agir. É curioso que, depois de orar, senti muita paz. Passou-se o fim-de-semana e Deus foi falando ao meu coração. Na 2ªfeira, eu já sabia a resposta que tinha de ser dada. E a resposta era: "Não responder". E assim foi. E é incrivel como a sabedoria de Deus é tão perfeita! Ao não responder, tudo ficou resolvido e o meu testemunho cristão foi passado. Não é fácil, mas Deus capacita-nos a não nos deixarmos dominar pelos nossos impulsos (muitas vezes tão enganadores). "Aquietai-vos e sabei que Eu sou Deus." (Salmos 46:10)
19 de março de 2014
Escrita
Na reunião de mulheres da nossa igreja, tive oportunidade de partilhar com
as irmãs um pouco do meu testemunho de vida cristã. Desta forma, pude dar-me a
conhecer um pouco melhor às irmãs, procurando também encorajá-las na sua
caminhada com Cristo. No final, colocaram-me uma pergunta muito pertinente e
que, curiosamente, é uma pergunta que me acompanha há muito tempo e sobre a
qual tenho vindo a refletir (às vezes, até digo na brincadeira que hei-de
escrever um livro sobre este tema). E a pergunta é mais ou menos esta: “Como vê
o papel da mulher do pastor e como pode a igreja colaborar com ela/ajudá-la?”.
Eu, confesso, não ía preparada para esta pergunta e não sou nada boa no
improviso. Mas, lá respondi o que estava no meu coração. Curiosamente, alguns dias
depois, uma outra irmã, por quem tenho muita estima e respeito pela sua vivência
cristã, veio perguntar-me porque é que eu não passava a escrito o que tinha
falado na reunião sobre o papel da mulher do pastor e a forma como eu vivo essa
realidade, e enviava para a revista do DF. Estou a “cozinhar” a ideia…
:)
Acho muita graça que a minha chefe diga que o meu marido é o responsável pela "Paróquia de Queluz".
17 de março de 2014
Jovens
No domingo passado, o culto foi dirigido pelos jovens da Igreja de Queluz e foi mesmo
maravilhoso! Dirigiram os louvores, apresentaram o ministério de jovens e a
pregação foi entregue pelo Rui Ribeiro, jovem seminarista da nossa igreja. Foi
tudo tão bom, numa atitude tão espiritual, que deu gosto ver estes jovens já tão
envolvidos na obra do Senhor! Têm tantos dons diferentes, tanto potencial!
Fico a imaginar o que Deus poderá fazer através de cada um deles… é tremendo!
Oro pela consagração diária destes jovens ao Senhor. No final do culto, almoçaram todos
juntos, sempre num ambiente de união e amizade. Que Deus abençoe, proteja
e a multiplique este grupo de jovens.
Mulheres
No dia da Mulher, as senhoras da Igreja Baptista de Queluz reuniram-se para
ter um tempo de partilha, oração e convívio. Foi uma reunião muito abençoada.
Éramos 28 mulheres. Ficámos a conhecer-nos melhor (nas igrejas grandes isto nem
sempre é fácil) e fomos muito edificadas com as partilhas de cada uma.
Esperamos todas que esta tenha sido a primeira de muitas reuniões deste género.
Ficamos na expetativa do que o Senhor irá fazer.
11 de março de 2014
Quando crescer
Aos 5 anos, há gostos
e dons que se começam a revelar: “Quando for grande quero ser ou médica, ou uma
senhora que ensina os meninos a pintar.”
Há doutores e doutores
O que aprendeste
hoje na escola bíblica dominical: “Hoje foi sobre quando Jesus era um menino e
estava a conversar no meio dos médicos.” (lol)
Meticuloso
A ver um filme
acerca do Velho Testamento, diz-me do alto dos seus 8 anos: “Mamã, existiam 12
tribos? Porque é que nunca me disseste que existiam 12 tribos? É um pormenor
importantíssimo!”
Amigos
No sábado passado
estive com uma amiga que guardo desde os onze anos de idade. Uma amiga do
coração. Foi tão bom estar com ela e com a sua família. As duas famílias juntas
totalizavam quatro adultos e sete crianças :) Vai partir para Praga em missão.
Agora que, finalmente, estou tão perto dela, o Senhor chama-a para tão longe. É
a vez dela ir. Que o Senhor acompanhe, guarde e abençoe esta querida família, é
a minha oração.
5 de março de 2014
Mães que oram... por mães.
Eu já conhecia o ministério (e até pertenço a um grupo destes) das "Mães que oram" (pelos filhos), mas ao ler um livro de meditações para novas mães, de Sandra Drescher-Lehman, achei muito interessante esta ideia de Mães (mais velhas) que oram por Mães (mais novas). Tão importante! Deixo aqui esta partilha: “No outro dia, a minha mãe comentou comigo que acha que a tarefa das mulheres da sua idade é orar pelas mulheres na minha fase da vida. Ela disse que as novas mães não tem tempo de orar. Como é que ela sabia disso? Eu nunca teria admitido a ela que quase não tenho tempo de orar! Mas ela falou como se isto fosse um facto bastante conhecido, e nem precisava de resposta. (…) Sinto falta dos períodos de silêncio e oração que eu tinha com Deus antes do bebé. (…) Obrigada, Senhor, por minha mãe e por todas as mães que oram por nós que acabamos de nos juntar a elas.”
3 de março de 2014
Norte
Por estes dias, estivemos em Braga e Guimarães, visitando as igrejas ali e partilhando
a Palavra do Senhor. Fomos tão bem acolhidos por aqueles irmãos, tão
acarinhados, que até deu vontade de ficar ali mais tempo. Ficámos em casa de um
casal amigo, que tem filhos da idade dos nossos, o que foi muito bom também
para as crianças. Voltámos de coração cheio com tudo o que vimos e ouvimos. Em
Braga, encontrámos uma congregação bastante jovem, com muitas crianças (naquele
domingo foi até dedicado a Deus um novo bebé muito mini, com apenas um mês de
vida). Têm uma congregação boa, com muitos músicos, vários instrumentos e, muito
importante, havia visitantes no culto. Muitos dos irmãos que estão a servir e a
dar escola dominical têm filhos pequenos e vidas muito ocupadas, mas isso não é
obstáculo para deixarem de ajudar na igreja. Em Guimarães, encontrámos uma
congregação igualmente acolhedora, empenhada no seu
ministério de estabelecer uma igreja naquela cidade. Uma congregação que gosta
de louvar o Senhor, com jovens a tocar vários instrumentos musicais. Tem também
crianças (e que lindas que elas são). São congregações que, neste momento, não
têm pastor e que buscam a orientação de Deus nesse sentido. Que essa
necessidade possa ser suprida em breve, com um pastor segundo o coração de
Deus, que seja uma bênção naquele lugar, para Salvação de muitos. É a nossa
oração.
1 de março de 2014
20 de fevereiro de 2014
A guerra
Enquanto passavam no noticiário as imagens do conflito na Ucrânia, o Miguel sai-se com esta: "Estão a ver aquilo na televisão? Parece fogo de artifício, não parece? Mas não é. É uma guerra!" (Pausa) "Querem que eu vos
explique a guerra? Eu explico. É assim: os russos querem ser amigos dos
ucranianos, mas os ucranianos não querem ser amigos dos russos. Os ucranianos
só querem ser amigos dos portugueses. É por isso que há guerra."
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