1 de julho de 2011
Manicure
30 de junho de 2011
Festa no Céu
Quando, há uns meses atrás, conhecemos o marido desta irmã simpatizámos logo muito com ele. É um bom homem. A pouco e pouco, começou a acompanhar a mulher à igreja. A mulher está agora a ser preparada para o baptismo. Temo-nos vindo a aperceber que este homem tem sido tocado pelo Senhor. No domingo, o meu marido pregou sobre os dez leprosos que foram curados por Jesus, sendo que apenas um dos dez foi grato e salvo pelo Senhor. No final, foi feito um apelo e aquele homem decidiu receber Jesus como Senhor e Salvador da sua vida, convicto de que é mesmo isto que mais quer para si. Foi um momento muito bonito e tocante ver aquele homem decidir servir a Cristo juntamente com a sua esposa. Louvamos a Deus por mais um açoriano rendido ao Senhor. A Deus toda a glória!
Vidas novas
No passado dia 18 nasceu o Miguel, o mais novo bebé da nossa igreja. O sexto bebé a nascer desde Outubro passado. Que alegria! E contou-me um passarinho... que um sétimo bebé já vem a caminho :)
Voto secreto
No dia das eleições legislativas, para ser menos confuso, decidimos dividir-nos. O meu marido foi votar primeiro e levou consigo o nosso filho mais velho, enquanto eu fiquei com os dois mais novos. Depois, fui eu votar com a minha filha e o meu marido ficou com os rapazes. Quando me preparava para ir votar com a minha filha, o meu filho mais velho, inesperadamente, grita de longe, em alto e bom som: "Ó mamã! Mamã! Vota no que tem uma seta que foi nesse que o pai votou!"
(lol)
15 de junho de 2011
14 de junho de 2011
Testemunho
A esposa converteu-se primeiro. O marido acompanhava-a aos cultos e até se sentia tocado com as pregações que ouvia, mas demorava-se na sua decisão por Cristo. Um dia, a mulher, movida por um profundo desejo de aprender mais e mais a Palavra do Senhor, encomendou uma Bíblia de estudo, com comentários. Quando receberam em casa o vale dos correios para ir levantar a Bíblia, o marido ficou muito chateado: a Bíblia custava setenta e cinco euros e esse era praticamente o dinheiro que tinham para viver até ao final do mês. Depois da mulher lhe ter explicado que aquela Bíblia era muito importante para si, o marido lá aceitou ir aos correios, mas avisou-a: "Vamos levantar a Bíblia, mas eu vou ficar chateado contigo!" Pois bem, nesse mesmo dia, já depois de terem ído levantar a Bíblia, bateram-lhes à porta. Era uma senhora que não reconheceram de imediato. Foi então que ela se identificou: era a madrinha do marido. Estava há quarenta e tal anos emigrada na América (pouco menos do que os anos de vida do seu afilhado) e nunca mais tinha voltado aos Açores. No final da visita, a madrinha deu uma oferta em dinheiro àquele homem. Quando ele viu a oferta, nem podia acreditar na coincidência... setenta e cinco euros! Como Deus age... Hoje, este homem está a preparar-se para o baptismo. Louvado seja Deus.
Testemunho
Há uma menina que vai à nossa igreja sozinha. Ninguém da sua família a acompanha. É uma adolescente ainda. Quando não vai à igreja já sabemos qual é o motivo: está de castigo. A sua mãe, católica, sabe que aquilo que a filha mais gosta de fazer é ir à igreja, por isso, castiga-a dessa maneira. Fico a pensar na determinação desta menina e na luta que enfrenta por causa da sua fé, quando vivemos dias em que muitos jovens faltam às actividades da igreja simplesmente porque não lhes apetece ir.
Acho graça...
Que tratem o meu marido de "senhor padre" e "senhor vigário"... Há dias, o rapaz do gás chamou-lhe "apóstolo" (provavelmente, terá feito confusão com "pastor"). Acho graça.
Donas de casa do séc. XXI
Não é fácil ser dona de casa - na parte que se refere à secagem da roupa - nos Açores. Chove constantemente. Depois de ter passado a fase de andar todo o dia a estender e a recolher roupa (quando chegamos do Continente caímos neste erro), adoptei uma técnica simples e quase infalível: a técnica do copianço. Passo a explicar: antes de estender roupa espreito para os estendais das minhas vizinhas mais idosas. Se elas tiverem roupa estendida, eu também estendo. Quando as vejo a recolher a roupa, lá vou eu e imito-as. Dá sempre certo, elas conhecem bem este tempo daqui. O problema é que eu tenho uma família grande e roupa para secar quase todos os dias. Ora, nesses dias não tinha em quem me "colar". Pois bem, recentemente descobri, através de uma amiga, o site de previsões meteorológicas Windguru, que até nos dá as horas a que vai chover! Que mais poderia eu querer?
(Obrigada, Sara)
2 de junho de 2011
Amor de mãe
Há dias celebrámos o dia das mães. E o amor de mãe é mesmo algo muito especial. A este propósito vou partilhar um episódio que nos aconteceu no continente. Estavamos de férias e tínhamos ído fazer umas compras ao supermercado. Depois de pagarmos, quando nos preparavamos para vir embora, aproximou-se de nós uma mulher. Tinha uns quarenta e tal, cinquenta anos, boa aparência, um ar inofensivo. Foi então que nos disse, num tom emocionado: "Os senhores desculpem estar a abordá-los assim, pois não me conhecem, mas por um filho uma mãe é capaz de fazer tudo e este é o sonho do meu filho. Está a passar um programa na televisão, com o Herman José, em que os concorrentes fazem imitações musicais. O meu filho é o Elvis Presley. Há outro Elvis no programa, mas o meu filho é o que canta melhor. Ele precisa de votos. Por favor, se quando passar o programa se lembrarem, votem no Elvis Presley! É o sonho do meu filho!". Recordo-me de ter a televisão ligada quando deu aquele programa e de reconhecer facilmente aquela mulher quando filmavam a plateia, após as actuações do Elvis. O modo como aplaudia entusiasticamente o seu filho, vestida com uma t-shirt com a cara do mesmo impressa, não deixava margem para dúvidas: era a mãe. Às vezes lembro-me deste episódio surreal e dou por mim a sorrir... Aquela senhora não quis saber de vergonhas, nem de acanhamentos na hora de defender o sonho do filho. É assim o amor de uma mãe. Incondicional. O filho da senhora não venceu o programa, mas chegou quase até ao fim. Não me parece que vá ter uma grande carreira musical e, provavelmente, continuará a trabalhar nas desratizações (que era o emprego que tinha na altura do programa), mas pelo menos, durante algumas semanas, realizou o seu sonho de subir a um palco, cantar para milhões de pessoas e receber os seus aplausos. São assim as mães.
1 de junho de 2011
Cá se fazem...
28 de maio de 2011
3 anos
27 de maio de 2011
Linguagem rebuscada
Desde pequenino que me dizem que o meu filho tem uma linguagem rebuscada (ver aqui). Pois parece que a tendência mantém-se. Há dias, quando a minha mãe esteve aqui nos Açores, ouvi um diálogo delicioso entre o meu filho e a avó:
Avó: - "Queres alguma coisa antes de ires para a cama?"
Resposta: "Hum.. ok, pode ser um lacticínio!"
(lol)
Avó: - "Queres alguma coisa antes de ires para a cama?"
Resposta: "Hum.. ok, pode ser um lacticínio!"
(lol)
Eureka!
Por estes dias o meu marido e o meu filho foram ao cabeleireiro. Regressados de lá, o meu filho sai-se com esta:
-"Mamã, sabes, o cabeleireiro tinha um colar no pescoço..." - diz com um ar pensativo.
-"Pois..." - disse eu, meia embasbacada com a observação dele, sem saber muito bem o que dizer mais acerca do estilo "fashion" do senhor, temendo até o que ele me pudesse perguntar a seguir... Mas, de imediato, ele próprio descobriu a razão de ser da coisa:
-"Já sei! O meu cabeleireiro é um homem do rock!"
(lol)
-"Mamã, sabes, o cabeleireiro tinha um colar no pescoço..." - diz com um ar pensativo.
-"Pois..." - disse eu, meia embasbacada com a observação dele, sem saber muito bem o que dizer mais acerca do estilo "fashion" do senhor, temendo até o que ele me pudesse perguntar a seguir... Mas, de imediato, ele próprio descobriu a razão de ser da coisa:
-"Já sei! O meu cabeleireiro é um homem do rock!"
(lol)
24 de maio de 2011
No meio do mundo
(Ir. Márcia Venturini e Pr. Francisco de Souza)Nas minhas últimas semanas de gravidez, li o livro "No meio do mundo - as memórias açorianas de Márcia Venturini". Amei. O livro leva-nos a viajar até meados dos anos 70, quando se iniciou o trabalho baptista nos Açores. Uns Açores muito diferentes dos de hoje, menos desenvolvidos. Uns Açores, ainda assim, muito semelhantes aos de hoje, em que a principal dificuldade dos missionários era tentar fazer perceber às pessoas que precisam de Cristo quando essas mesmas pessoas já se consideram religiosas. Ler este livro foi muito emocionante para mim, pois conheço pessoalmente algumas das personagens, ou, noutros casos, os seus descendentes. Foi como que perceber o início da minha própria história. O relato da fundação das primeiras igrejas açorianas, a construção do templo da Praia da Vitória e muitos outros episódios, deixa-nos arrepiados. Puros milagres. O trabalho nos Açores teve no seu início pastores maravilhosos: Francisco de Souza, Diné Lota, Elton Rangel... Vieram do outro lado do oceano para trazer a Palavra aos açorianos. Curiosamente, dias depois de acabar de ler o livro, recebemos a visita do pastor Joed Venturini de Sousa, filho de Márcia Venturini, também ele, naturalmente, uma das personagens do livro. Aparece como menino e, mais tarde, como um jovem, que colaborava no ministério dos pais, por exemplo, ajudando nas obras de construção do templo. Ouvi-lo falar dos seus pais e do início do ministério nos Açores, com pormenores que não vêm no livro, foi maravilhoso. Também ele um servo de Deus, que nos deixou uma poderosa palavra de encorajamento. Quase dá vontade de escrever a continuação do livro. Ao conhecer a história do início do trabalho nos Açores percebemos o imenso amor que Deus tem pelos açorianos. Uma história de muitas lutas e de miraculosas vitórias. Aconselha-se esta leitura. Muito edificante.
Um episódio curioso
No meu segundo dia de internamento na maternidade, entrou no meu quarto uma senhora cuja imagem já me era familiar, pois recordava-me dela das outras vezes em que ali estive internada. Pertence à igreja católica e vai distribuir a "comunhão" (hóstias) pelos doentes. Expliquei-lhe que era evangélica e a senhora aceitou bem. Conversámos um pouco, ela deu umas festinhas ao meu bebé e foi embora. No quarto ao lado, estava internada uma irmã da nossa igreja. Se não fosse uma terceira mulher que estava ali internada, aquela senhora tinha ído embora da maternidade sem distribuir uma única hóstia, pois as mães eram quase todas evangélicas. O Faial já não é o que era, terá provavelmente pensado.
Novos nascimentos
Dois dias antes do Tomás, nasceu o João Pedro, filho de um casal da nossa igreja. Foi o colega de maternidade do Tomás. Desde Outubro passado, nasceram cinco novos bebés na nossa igreja: duas meninas e três rapazes. Em Junho nascerá o 6º e, para já, último bebé deste ano: o Miguel. É uma alegria e uma bênção ter uma igreja cheia de bebés.
13 de maio de 2011
Tomi
Faz amanhã uma semana que o Pastor Tomi foi para o Céu. O co-responsável (com Deus) de termos vindo para os Açores. A notícia da sua inesperada partida deixou-nos perplexos (partiu tão cedo...), saudosos, mas também em paz. Ele era um servo de Deus e cumpriu a sua missão aqui. Ao saber da sua partida, recordei o ano de 2004, quando, num retiro de pastores, quis Deus que o pastor Tomi (então, presidente da Convenção Baptista) e o meu marido tivessem uma conversa. O meu marido partilhou com ele o desejo de servir uma igreja que estivesse sem pastor e o pastor Tomi falou-lhe dos Açores. Foi assim que tudo começou. Semanas mais tarde, recebeu-nos no seu gabinete, na Igreja de Queluz, onde nos falou mais a fundo do ministério da Igreja da Horta. O panorama não era muito atractivo. Tratava-se de uma igreja pequena, que tinha passado por problemas graves recentemente. Por outro lado, o Faial era uma ilha pequena, distante e iríamos ficar isolados da família e amigos. Procurando mostrar-nos um possível aspecto positivo, recordo que nos disse com o seu peculiar sentido de humor: "Bem, se forem para os Açores terão uma grande hipótese de ter uma casa com vista para o mar!" Curiosamente, viemos viver para o único lugar da ilha onde não se vê o mar. Depois de termos vindo para os Açores, recebemos a sua visita por duas ou três vezes. Era uma pessoa tão fácil de receber. Simples. Talvez as pessoas não saibam, mas eram tão importantes estas visitas. Tínhamos oportunidade de lhe falar do nosso trabalho, das dificuldades e das vitórias. Orava sempre por nós, impondo-nos as mãos. Levava-nos a comer fora (o que também sabe sempre bem). Sentíamo-nos muito apoiados. Da última vez que cá esteve, em 2007, trouxe consigo a esposa, Bela - um amor de senhora. Em conjunto, ministraram para os casais da nossa igreja num abençoado retiro. Partiu agora para o Senhor. Nos nossos corações ficam as boas recordações e um sentimento de gratidão pela marca que deixou nas nossas vidas. Era um servo do Senhor.
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