10 de novembro de 2011

Resposta completa

Ao ajudar o meu filho a fazer os trabalhos de casa, leio-lhe o seguinte exercício: "Das quatro folhas de árvore abaixo há uma que é diferente das outras. Assinala-a com um x."
O meu filho fica a pensar durante algum tempo e logo responde: "Fácil, é esta, pois está virada para norte. As outras estão viradas para noroeste!"
(e estavam mesmo, lol)

Do meu novo serviço

O meu gabinete fica no 1º andar. A impressora fica no rés-do-chão. A biblioteca e as salas dos meus colegas ficam no 2º andar. Não tenho desculpas para não perder os quilinhos ganhos com a maternidade.

8 de novembro de 2011

Medicina explicada

Sabes mamã, quando estamos doentes, no nosso corpo acontece uma guerra. É assim: cá dentro há uns bichinhos maus que estão assim a mexer de um lado para o outro, muito depressa. Depois, o médico dá-nos uma injecção e dentro dela vem uma coisa que é como sumo de laranja. Os bichos não gostam de sumo de laranja, só gostam é de coisas doces. Eles são como como as cáries, só querem é doces. Então, o sumo desce, desce, desce e “trás” dá cabo daqueles bichos todos. E depois a doença começa a curar, a curar e a curar. E depois é só passar um creme na pele, como aquele creme quando mudas a fralda ao Tomás, e pronto já está tudo bem.

Medidas de austeridade

Na mesma semana, soube de dois bebés, com (bem) menos de 12 meses, que, por motivos económicos, deixaram de beber leite adaptado para passar a beber leite de vaca.

7 de novembro de 2011

Pagar o preço

Desde que me lembro de ter começado a ir à igreja, ainda criança, que ouço falar de “pagar o preço”. Jesus pagou o preço do meu pecado com a Sua vida. Sempre me tocou muito esta realidade. A dívida era minha e Jesus, sem que eu lhe pedisse, pagou-a por mim. Que amor tão grande… Ultimamente tenho-me lembrado muito deste “pagar o preço”. Se fosse possível (infelizmente não é), eu oferecia-me para passar por tudo o que o meu filho tem passado desde que fracturou o cotovelo. Se a condição fosse fracturar os dois cotovelos ou mesmo ainda as duas pernas, eu continuava a oferecer-me para passar por isso no seu lugar. E oferecia-me sem pensar duas vezes. Era logo. Ele até podia ter feito a fractura por culpa sua (que não foi o caso) que eu continuava a querer pagar o preço. E tudo porque não queria que ele sofresse, não queria que ele sentisse dores, não queria vê-lo entrar num bloco operatório, não queria vê-lo engessado. O meu desejo é ver o meu filho sempre bem, todos os dias. Vê-lo feliz a brincar, a nadar e a correr sem quaisquer limitações. E pensar que Deus pagou o preço mesmo antes de sermos seus filhos! Faz-me arrepiar… O amor de Deus tem mesmo uma dimensão incomparavelmente superior ao amor humano. Deus é realmente muito bom e o Seu amor é imensurável.
(Faltam só mais 15 dias para o meu filho ir ao bloco tirar os ferros e o gesso. Está quase, meu amor.)

5 de novembro de 2011

Pormenores

Mesa posta pelo meu filho. Note-se o pormenor do guardanapo enrolado (ou será amassado?) nos talheres... lol.

24 de outubro de 2011

Os blogues têm destas coisas boas, conseguirmos alcançar rapidamente um grande número de pessoas. O meu desejo é que aquilo que vou agora partilhar possa gerar um movimento de oração. A minha mãe precisa novamente de oração. Voltou a adoecer, desta vez no osso de uma perna. Os médicos estão a estudar o caso e diversos exames foram e serão feitos. Existe a possibilidade de ser novamente um cancro, mas só no final do mês de Novembro é que os médicos poderão dizer se é ou não. A todos a quem este apelo tocar, peço que se lembrem da Celeste, minha mãe. Que o Senhor a possa sarar. E nos fortaleça a nós, filhos. Em especial a mim e ao meu marido que, por força das circunstâncias, passamos por estes momentos a uma distância tão grande. Aproveito ainda para pedir oração por uma menina, a Beatriz, que se tornou amiga da minha mãe no hospital. Tem 14 anos e luta contra um cancro no osso de uma perna. A minha mãe falou-lhe de Jesus e ela aceitou que oremos por ela. Esperamos pela vitória no Senhor.

18 de outubro de 2011

Vitória

Ontem, a Igreja Evangélica Baptista da Horta comemorou 36 anos de vida. O salão de cultos foi decorado, de véspera, com flores naturais que as irmãs colheram nos campos. Outra irmã, logo pela amanhã, encerou o chão. Outras irmãs cozinharam diversos pratos, doces e bolos. Uma irmã bordou à mão, durante semanas, uma cortina para a janela que fica junto ao baptistério. Louvores e uma peça de teatro foram ensaiados. Os homens tomaram conta do baptistério, que demora várias horas a encher de água. Orações vinham sendo feitas desde há largos meses. A classe de preparação para o baptismo fora iniciada em Janeiro deste ano. Muitos convites foram feitos. Chegada a hora do culto, a igreja depressa ficou lotada. Todos estavam presentes, bem como muitos visitantes. Num ambiente festivo e de muita gratidão a Deus, recordámos as bênçãos recebidas ao longo do último ano. De seguida, oito vidas foram baptizadas. Três homens, uma senhora e quatro jovens. Cada um deles com um testemunho único, maravilhoso. E enquanto tocavamos vezes sem conta o hino 374 do Cantor Cristão, as lágrimas enchiam-me os olhos pelo privilégio de estar a presenciar tamanho milagre do Senhor. Uma grande vitória, depois de uma semana muito sofrida, em que o nosso filho fracturou um cotovelo, tendo de ser operado, e em que a minha mãe foi hospitalizada, operada, encontrando-se a aguardar os resultados de uma biopsia. Mais um dia histórico na Igreja da Horta, uma grande vitória do povo do Senhor. A Deus toda a glória!

29 de setembro de 2011

Tornado no Faial

Foi ontem. À hora do almoço. E eu vi, com os meus olhinhos. Arrepiante... Mete respeitinho.

Ver filme aqui.

21 de setembro de 2011

6 anos

Começou a dizer “Olá” com 5 meses e, desde então, nunca mais parou de falar. Fala pelos cotovelos. E fala de forma expressiva, gesticulada, bem-humorada, captando todas as atenções. Inteligente, muito. Quando for grande quer ser “limpa-chaminezes”. É muito meigo. Tem um bom coração. Trata-me com especial delicadeza. Deixa-me ganhar todos os jogos e corridas que fazemos juntos (como se eu precisasse da sua condescendência para ganhar). Muito amigo do pai, seu cúmplice das brincadeiras. Faz-nos surpreender. Olha para uma perna de frango com coxa e diz que lhe faz lembrar África; vira a perna de frango ao contrário e diz que lhe parece um taco de golfe. “Espectacularíssimo” – a expressão que utiliza quando gosta realmente de alguma coisa. Delicia-se a ouvir histórias, mas nunca as consegue ouvir até ao fim sem fazer dezenas de perguntas pelo meio. “Posso fazer uma pergunta?” Prefere peixe a carne. Capta tudo, mesmo que aparentemente distraído. O seu cântico preferido é um hino! Foi na cruz. Tem uma excelente noção de ritmo e afinação. “A viola não está a tocar igual ao piano”, referiu, bem novinho, num ensaio do grupo de louvor, para riso geral. É uma simpatia. Onde chega, faz um amigo. “Olá, eu sou o Miguel e estou de férias!” Faz hoje 6 anos e já os vai comemorar no 1º ano. Pediu um bolo do Stuart Little, seu herói do momento. Vai tê-lo. É o nosso filho mais velho. O nosso açoriano, “continentalinho” de sotaque (ao contrário da irmã). Um presente recebido directamente das mãos de Deus. É um privilégio podermos ser seus pais. O amor que nos une a este filho é imensurável. Desejamos-lhe uma vida plena de felicidade. E a felicidade verdadeira já ele sabe como se alcança: com Jesus no coração. Feliz dia, meu amor.

31 de agosto de 2011

Hoje, meu último dia em casa com o meu bebé. Amanhã, de volta ao trabalho. "Em tudo, dai graças."

26 de agosto de 2011

Amar

Por estes dias, voltei a lembrar-me deste episódio. Tudo porque a minha irmã ofereceu-me recentemente uma gama de cremes de beleza, só por eu ter comentado que ganhei algumas manchas no rosto, devido à gravidez. A primeira vez que fui a um culto na igreja baptista foi pela mão do meu avô materno. Levou-me a mim e à minha irmã a um culto de Natal. Tinha 10 anos de idade, salvo erro. A minha irmã devia ter 14. Gostámos muito. No final do culto, ofereceram às crianças uns saquinhos com doces, como prenda de Natal. Uns saquinhos maravilhosos, se bem me lembro. Tinham de tudo: chocolates, rebuçados, bombons, tudo! Recordo-me que guardámos aqueles saquinhos para comer em casa, como se de um tesouro se tratasse. Porém, quando vínhamos a pé para casa, passámos por um menino que estava sentado no chão, ao frio, a pedir esmola. A minha irmã, tocada pela mensagem de Natal que tinha acabado de ouvir na igreja, e sem pensar duas vezes, entregou o saco de doces ao menino. Era tudo o que tinha, pois não andava com dinheiro. Fiquei boquiaberta com o seu gesto. Ela não lhe deu um ou dois chocolates, ela deu-lhe o saco todo! O menino fez um ar radiante! Talvez não fosse a oferta que os seus pais mais gostariam que ele levasse ao final do dia, mas foi, sem dúvida, a oferta que o menino mais gostou. E, como se não bastasse, a minha irmã, vendo a alegria do menino, olhou para mim e disse:"Dá-lhe também o teu!" Mas, isso já era demais! Disse-lhe que o meu saquinho ficava para nós as duas, que era uma divisão mais justa, que tantos doces iriam fazer mal ao menino, enfim, não dei o meu saco. Viemos embora, comemos os doces as duas, mas a verdade é que a cada doce que comia pensava naquele menino. Não teve o mesmo sabor. E até hoje me recordo deste episódio e do gesto da minha irmã. Ainda hoje ela faz destas coisas. Com o passar dos anos, também eu aprendi a amar desta forma. Quanto mais nos achegamos a Deus, mais amor temos pelas pessoas que nos rodeiam. Sem nada esperar em troca. É obra de Deus.

Soltas das férias IV

A tentar perder o medo da água (e perdeu!)

23 de agosto de 2011

Pormenor

O meu marido chamou-me para ver um vídeo, no site da Ford, de um carro a estacionar sozinho. Ver aqui (tem de se clicar no vídeo intitulado "sistema de estacionamento automático"). Achei fantástico. Ficou-me, porém, este pormenor atravessado: porque é que puseram uma mulher ao volante? Enfim.

21 de agosto de 2011

Missões e família

Numa das últimas lições de escola dominical que dei aos jovens antes das minhas férias, falámos sobre missionários e, a dada altura, dizia a revista algo como isto: "os missionários abdicam de viver com os seus familiares para cuidar dos nossos familiares". Esta frase bateu-me no fundo do coração. Conheço-a bem. E não é apenas no momento em que o missionário parte para o campo missionário que esta separação dói. Eu pensava que era apenas nesse momento, mas não. Com o passar dos anos, vemos os nossos pais envelhecer, com tudo o que esse processo envolve, e não podemos estar lá, não podemos cuidar deles. Por vezes somos tentados a pensar que "se estivessemos lá... talvez não acontecesse isto ou aquilo". Com o passar dos anos, a separação agora não é apenas entre nós e a família, mas também entre os nossos filhos, nascidos no campo missionário, e a família. É difícil. Mas, em obediência ao Pai, perseveramos onde Ele nos quer e oramos pela família. Fielmente, com todo o amor, o Senhor tem cuidado da nossa família. Certamente melhor do que nós cuidariamos se o fizessemos com as nossas mãos. Vi, por exemplo, a Mão do Senhor quando a minha mãe adoeceu com um cancro que, entretanto, foi milagrosamente extinto há cerca de um ano e pouco. Vejo novamente a Mão do Senhor quando soube que foi aberto um trabalho missionário no bairro dos meus sogros e que a minha sogra, católica, tem ído aos cultos. E sente-se bem, diz gostar muito. Arrepiante. Deus cuida. E com muito amor. Oramos para que esta separação dos nossos familiares seja apenas por um punhado de anos e que todos eles venham a viver, um dia, eternamente connosco, na presença do Senhor.

Soltas das férias III

Numa loja de telemóveis, o meu filho, sem que nos apercebessemos, pega num telemóvel que estava no expositor e, de imediato, soa bem alto um estridente alarme. A empregada da loja, apressada, desliga o alarme e diz: "Este alarme é muito sensivel, dispara logo!". Estupefacto, o meu filho responde: "Vocês têm um bom desparasitante!"

(lol)

12 de agosto de 2011

Soltas das férias II

A minha filha chega a uma praia do continente e diz com um ar muito surpreendido: "Esta areia é castanha!"

(nos Açores as praias são de areia preta)

Soltas das férias I

Os meus filhos apenas estão com os nossos familiares quando vão ao continente de férias. Durante os poucos dias de férias, conhecem diversos primos, tios...e como são pequeninos, acabam por fazer confusão com os parentescos. Por exemplo, quando estiveram com as primas, no meio da alegria e da confusão da brincadeira, dei com a minha filha a chamar o irmão mais novo por "ó primo!"

Noutra ocasião, fomos a casa de uns amigos e, antes de entrarmos, o meu filho, precavendo-se, perguntou-me: "Esta senhora também é nossa tia?" (lol)E por falar em tios, se há coisa boa nas férias é ouvir as minhas sobrinhas chamarem-me "tia"... momentos raros que apenas posso viver de quando em quando...tão bom.

Férias

Deitados, luz apagada, a minha pequenina (de 3 anos) avança: "Vou orar!". Num tom muito fervoroso diz: "Obrigada Jesus por este dia!" (lol) e continua... "Obrigada porque fomos à praia... e porque apanhei pedras... com o pai... e pus as pedras no balde e ...e...molhei um pé...e depois molhei o outro pé... e...e...apanhei outra pedra... e fomos pra casa e comemos e arrumámos e fomos pra cama. Em nome de Jesus, Àmen."

10 de agosto de 2011

Tomás

Fez hoje 4 meses que nasceu o nosso Tomás. Era domingo. A noite tinha sido mal dormida, com o desconforto próprio de quem já passou das 40 semanas de gestação. Quando me levantei, percebi que naquele dia já não ía à igreja. "Deixa-me no hospital e vai para a igreja. Se for para nascer, eu telefono-te." - disse ao meu marido. Eram praticamente dez da manhã quando entrei nas urgências, pelo meu pé, sem dores, mas com sinais daquilo que vim depois a saber tratar-se de um descolamento da placenta.O bebé estava bem, mas mandaram-me ficar deitada em repouso e em jejum para o caso de vir a ser preciso fazer uma cesariana. A parteira que estava de serviço era a mesma que fez os partos dos meus dois outros filhos. Não era ela que estava na escala para aquele dia, mas, por acaso, tinha feito uma troca com uma colega. Quando a vi, pensei logo: "É hoje". Foi então que mandei uma mensagem ao meu marido a contar do descolamento da placenta e a pedir oração. O meu marido já não pregou naquele dia, entregou os trabalhos e veio para junto de mim. Chegou perto das 11h30 e não mais larguei a sua mão. A pouco e pouco comecei então a sentir dores. E a igreja orava por mim. Com o passar das horas, percebi que não iria precisar de uma cesariana. Foi tudo muito rápido, mas, desta 3ª vez, muito doloroso também. Por volta das 14h30 disse ao meu marido para chamar a enfermeira e ele, muito aflito, foi até à porta do quarto e gritou para o corredor: "Ela diz que o bebé vai nascer!" (agora dá-me vontade de rir). Pelas 14h43 nascia o Tomás David, lindo, rechonchudo, a chorar muito e a calar-se no mesmo segundo em que o encostaram ao meu peito. "Um bebé como o dos manuais", como costumamos dizer aqui em casa. Sereno, de sorriso fácil, muito dócil. Já não conseguimos imaginar a nossa família sem o Tomás. É tão amado, tão querido por todos. Dou muitas graças a Deus por este meu filho. Um maravilhoso presente do Pai. Que a sua vida seja sempre para honra e glória de Deus!