A prenda de Natal da minha filha já está escolhida: "Quero uma barbie com quintal".
(Como descalçar esta bota?)
12 de dezembro de 2011
9 de dezembro de 2011
Fazer o bem
Lembro-me muitas vezes desta história, principalmente do seu desfecho e da lição aprendida. Durante o meu estágio de advocacia, que tem uma duração de quase 2 anos, trabalhei muito e recebi pouco. Trabalho árduo, dedicado, que implicava muito estudo e muita pesquisa. Fazia o meu trabalho e fazia também trabalhos para os advogados do escritório, mais velhos do que eu. Havia uma advogada com quem trabalhava mais de perto e fiz muitas coisas para ela. Lembro-me em especial de certa vez lhe ter feito uma petição de um assunto que estava na prateleira parado há anos, de tão chato que era. Quando os clientes vieram ao escritório, deram-lhe um cheque muito bem composto por aquele trabalho. E mesmo nas minhas barbas. Mas, como acontece com a maioria dos estagiários, não me coube nem um eurozinho. Na altura, custava-me muito, mas nunca deixei de dar o melhor, apesar de não ser paga, assumindo que estava a aprender e que aqueles trabalhos eram uma oportunidade de ir ganhando prática. Pois bem, alguns anos mais tarde, já eu estava aqui nos Açores, o meu pai precisou da ajuda de um advogado para resolver um assunto de trabalho. Na altura, eu já não exercia advocacia. Decidiu, então, procurar essa advogada. O meu pai não tinha possibilidades de lhe pagar grandes honorários, mas, ainda assim, ela aceitou o caso. Realizou uma petição muito extensa, oitenta e tal quesitos, minuciosa, tecnicamente perfeita. O meu pai ganhou a acção e uma indemnização, sendo que os honorários que ela cobrou foram quase simbólicos. Mas a história não termina aqui. Os meus pais sentiram no coração dar 10% da indemnização à Igreja da Horta. Ou seja, o meu pai foi abençoado e a igreja do Senhor também. E eu aprendi que, de facto, fazer o bem compensa sempre, pois Deus é fiel.
5 de dezembro de 2011
Festa no Céu (em São Miguel)
Este fim-de-semana o meu marido esteve na Ilha de São Miguel, a convite da I Igreja Baptista de Ponta Delgada, como orador convidado dos cultos por ocasião do aniversário daquela igreja. Grande alegria para todos nós foi a notícia de que uma senhora se converteu no culto de domingo de manhã. Ontem foi novamente dia de Festa! Deus seja louvado.
Agradecimento
Agradeço muito todo o apoio recebido e as orações pelo nosso filho. A operação para tirar os ferros do cotovelo correu muito bem. O Miguel está sem gesso há duas semanas, estando a recuperar os movimentos do braço a pouco e pouco. O susto que apanhámos começa, cada vez mais, a fazer parte do passado. Graças ao nosso bom Deus!
O sotaque da minha filha
A minha filha a chamar-me: “Mõe! Mõe!”
Eu: “Não é mõe, é ma-mã!”
Ela, corrigindo: “Ma-mõ!”
Eu: “Não é mõe, é ma-mã!”
Ela, corrigindo: “Ma-mõ!”
29 de novembro de 2011
Festa no Céu
Há dois domingos atrás, no final do culto, uma jovem, já com família constituída e mãe de um menino, que tem vindo a assistir aos cultos, foi à frente afirmar, perante todos, a sua conversão a Cristo. Tomou a decisão em casa, sozinha, no seguimento da Palavra que ouviu na igreja e do testemunho dos pais, membros da igreja. No domingo passado, outras duas vidas decidiram-se por Cristo. Um homem e uma senhora. Conhecemo-lo há vários anos, foi nosso vizinho e, de vez em quando, assistia a um culto, mais concretamente em datas especiais. Nos últimos meses, passou a assistir semanalmente aos cultos e temo-nos apercebido de como o Senhor o tem "incomodado". A senhora é tia da jovem que se converteu no domingo anterior. Três vidas que receberam o Senhor como seu Senhor e Salvador pessoal. Motivo de festa no Céu e encorajamento na Terra, para continuarmos firmes neste “bom combate” que não é nosso, mas do Senhor.
Mãe
Tenho andado a adiar a minha vinda aqui e a escrita deste post em concreto. Desejava muito não ter de o escrever nestes termos. Mas, as notícias sobre o estado de saúde minha mãe não são as melhores. Confirma-se que se encontra novamente doente. Ainda não sabemos bem o que se seguirá, mas continuo a pedir-vos que nos acompanhem em oração. Precisamos de um milagre do Senhor.
14 de novembro de 2011
Reunião nos Açores
Talvez nem todos saibam, mas hoje o presidente da Convenção Baptista Portuguesa, pastor Abel Pego, está reunido em São Miguel com os pastores Ludgero Coelho (em representação da ABN - Associação Baptista do Norte), Neilson Amorim (em representação da AIBA - Associação de Igrejas Baptistas do Algarve) e Rui Sabino (em representação da ABA – Associação Baptista Açoriana) perspectivando um projecto de trabalho conjunto na obra de Deus. O meu pensamento e as minhas orações estão com eles.
Uma boa notícia
No início de uma semana que se antevê cheia de emoções fortes (o meu filho vai ser operado e a minha mãe irá receber o seu diagnóstico), acabo de receber um telefonema que me encheu a alma. A mãe e o irmão de uma grande (muito grande) amiga e irmã foram ontem baptizados na Igreja Baptista da Marinha Grande. Pessoas muito queridas para mim, que guardo no coração e que estava longe de sequer imaginar que tinham entregado as suas vidas a Jesus. Foi a melhor notícia do dia. Foi das melhores notícias de sempre. Mais duas pessoas maravilhosas com quem irei partilhar a Eternidade. Deus é Bom!
(Estou muito feliz, minha twin!)
10 de novembro de 2011
:)
Animada, a minha filha cantarolava: "Olha a bola, Manel/Olha a bola, Manel/Foi-se embora, fugiu/Olha a bola, Manel/Olha a bola, Manel/Nunca mais ninguém a viu”.
Faz uma pausa e pergunta-me (com um ar de quem já sabe a resposta):
-“Mamã, sabes pra onde onde foi a bola do Manel?
Eu: "Não… p'ra onde foi a bola?"
-“Mamã, sabes pra onde onde foi a bola do Manel?
Eu: "Não… p'ra onde foi a bola?"
Resposta convicta:"Foi prá trós-trada!"
(auto-estrada)
Efeito 1ª classe
Enquanto o nosso filho mais novo estava a palrar, o mais velho, de repente, sai-se com esta:
-"Pai!Pai! O Tomás acabou de dizer um ditongo! Disse: ai!"
(lol)
Resposta completa
Ao ajudar o meu filho a fazer os trabalhos de casa, leio-lhe o seguinte exercício: "Das quatro folhas de árvore abaixo há uma que é diferente das outras. Assinala-a com um x."
O meu filho fica a pensar durante algum tempo e logo responde: "Fácil, é esta, pois está virada para norte. As outras estão viradas para noroeste!"
(e estavam mesmo, lol)
O meu filho fica a pensar durante algum tempo e logo responde: "Fácil, é esta, pois está virada para norte. As outras estão viradas para noroeste!"
(e estavam mesmo, lol)
Do meu novo serviço
O meu gabinete fica no 1º andar. A impressora fica no rés-do-chão. A biblioteca e as salas dos meus colegas ficam no 2º andar. Não tenho desculpas para não perder os quilinhos ganhos com a maternidade.
8 de novembro de 2011
Medicina explicada
Sabes mamã, quando estamos doentes, no nosso corpo acontece uma guerra. É assim: cá dentro há uns bichinhos maus que estão assim a mexer de um lado para o outro, muito depressa. Depois, o médico dá-nos uma injecção e dentro dela vem uma coisa que é como sumo de laranja. Os bichos não gostam de sumo de laranja, só gostam é de coisas doces. Eles são como como as cáries, só querem é doces. Então, o sumo desce, desce, desce e “trás” dá cabo daqueles bichos todos. E depois a doença começa a curar, a curar e a curar. E depois é só passar um creme na pele, como aquele creme quando mudas a fralda ao Tomás, e pronto já está tudo bem.
Medidas de austeridade
Na mesma semana, soube de dois bebés, com (bem) menos de 12 meses, que, por motivos económicos, deixaram de beber leite adaptado para passar a beber leite de vaca.
7 de novembro de 2011
Pagar o preço
Desde que me lembro de ter começado a ir à igreja, ainda criança, que ouço falar de “pagar o preço”. Jesus pagou o preço do meu pecado com a Sua vida. Sempre me tocou muito esta realidade. A dívida era minha e Jesus, sem que eu lhe pedisse, pagou-a por mim. Que amor tão grande… Ultimamente tenho-me lembrado muito deste “pagar o preço”. Se fosse possível (infelizmente não é), eu oferecia-me para passar por tudo o que o meu filho tem passado desde que fracturou o cotovelo. Se a condição fosse fracturar os dois cotovelos ou mesmo ainda as duas pernas, eu continuava a oferecer-me para passar por isso no seu lugar. E oferecia-me sem pensar duas vezes. Era logo. Ele até podia ter feito a fractura por culpa sua (que não foi o caso) que eu continuava a querer pagar o preço. E tudo porque não queria que ele sofresse, não queria que ele sentisse dores, não queria vê-lo entrar num bloco operatório, não queria vê-lo engessado. O meu desejo é ver o meu filho sempre bem, todos os dias. Vê-lo feliz a brincar, a nadar e a correr sem quaisquer limitações. E pensar que Deus pagou o preço mesmo antes de sermos seus filhos! Faz-me arrepiar… O amor de Deus tem mesmo uma dimensão incomparavelmente superior ao amor humano. Deus é realmente muito bom e o Seu amor é imensurável.
(Faltam só mais 15 dias para o meu filho ir ao bloco tirar os ferros e o gesso. Está quase, meu amor.)
(Faltam só mais 15 dias para o meu filho ir ao bloco tirar os ferros e o gesso. Está quase, meu amor.)
5 de novembro de 2011
24 de outubro de 2011
Os blogues têm destas coisas boas, conseguirmos alcançar rapidamente um grande número de pessoas. O meu desejo é que aquilo que vou agora partilhar possa gerar um movimento de oração. A minha mãe precisa novamente de oração. Voltou a adoecer, desta vez no osso de uma perna. Os médicos estão a estudar o caso e diversos exames foram e serão feitos. Existe a possibilidade de ser novamente um cancro, mas só no final do mês de Novembro é que os médicos poderão dizer se é ou não. A todos a quem este apelo tocar, peço que se lembrem da Celeste, minha mãe. Que o Senhor a possa sarar. E nos fortaleça a nós, filhos. Em especial a mim e ao meu marido que, por força das circunstâncias, passamos por estes momentos a uma distância tão grande. Aproveito ainda para pedir oração por uma menina, a Beatriz, que se tornou amiga da minha mãe no hospital. Tem 14 anos e luta contra um cancro no osso de uma perna. A minha mãe falou-lhe de Jesus e ela aceitou que oremos por ela. Esperamos pela vitória no Senhor.
18 de outubro de 2011
Vitória
Ontem, a Igreja Evangélica Baptista da Horta comemorou 36 anos de vida. O salão de cultos foi decorado, de véspera, com flores naturais que as irmãs colheram nos campos. Outra irmã, logo pela amanhã, encerou o chão. Outras irmãs cozinharam diversos pratos, doces e bolos. Uma irmã bordou à mão, durante semanas, uma cortina para a janela que fica junto ao baptistério. Louvores e uma peça de teatro foram ensaiados. Os homens tomaram conta do baptistério, que demora várias horas a encher de água. Orações vinham sendo feitas desde há largos meses. A classe de preparação para o baptismo fora iniciada em Janeiro deste ano. Muitos convites foram feitos. Chegada a hora do culto, a igreja depressa ficou lotada. Todos estavam presentes, bem como muitos visitantes. Num ambiente festivo e de muita gratidão a Deus, recordámos as bênçãos recebidas ao longo do último ano. De seguida, oito vidas foram baptizadas. Três homens, uma senhora e quatro jovens. Cada um deles com um testemunho único, maravilhoso. E enquanto tocavamos vezes sem conta o hino 374 do Cantor Cristão, as lágrimas enchiam-me os olhos pelo privilégio de estar a presenciar tamanho milagre do Senhor. Uma grande vitória, depois de uma semana muito sofrida, em que o nosso filho fracturou um cotovelo, tendo de ser operado, e em que a minha mãe foi hospitalizada, operada, encontrando-se a aguardar os resultados de uma biopsia. Mais um dia histórico na Igreja da Horta, uma grande vitória do povo do Senhor. A Deus toda a glória!
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