Durante o culto doméstico, o meu marido pediu ao nosso filho mais velho para orar. -“Pede a Deus que corra tudo bem na tua nova escola, que faças novos amigos depressa e…” - sem o deixar concluir, interrompe o pai, e diz com um ar muito sério e convicto: “Pai, sabes qual é a primeira coisa que vou fazer quando chegar ao Continente?”- Faz uma pequena pausa e diz, firmemente, do alto dos seus sete anos - “Vou procurar uma igreja!”
A resposta do nosso filho fez-nos sorrir, pois sabemos bem a sua origem. Nos últimos meses, entre outubro e dezembro, a nossa igreja viu partir doze irmãos, que regressaram ao Brasil, seu país de origem. E, em cada despedida, o meu marido orou por esses irmãos, todos eles convertidos enquanto estiveram nos Açores, aconselhando-os a procurar uma igreja no Brasil, assim que pousarem as malas de viagem no chão. Por vezes, parece que as crianças não estão atentas nos cultos, ou que não percebem bem tudo o que se passa. Aqui está um exemplo de como estes meninos captam a mensagem. E ainda bem que assim é!
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