20 de janeiro de 2010

"Julie"

Em 2007/2008, a minha irmã e eu estivemos ambas grávidas, de meninas. A segunda gravidez de ambas. A menina da minha irmã nasceu 4 meses antes da minha. Já nasceu linda. Doce. Muito grande, como o pai. Sempre que estou com ela (infelizmente, poucas vezes) derreto-me com a sua meiguice. Este ano, passámos o ano abraçadas, nos miminhos. A Julieta completou dois anos de vida e a tia quer deixar-te aqui um grande beijinho de parabéns, com votos de ricas bênçãos sobre a tua vida.
(saudades)

15 de janeiro de 2010

A sucessora

Em miúda, durante seis anos consecutivos, fui o "Anjo Gabriel" nas peças de Natal da igreja. Ano após ano lá estava eu, de asas brancas aos ombros, bracinhos no ar, envergonhadíssima, dizendo: "Glória a Deus nas alturas!" Era o meu momento.
Este ano, a minha filha participou pela primeira vez na sua vida numa peça de Natal. Qual o papel que lhe coube? Nem mais.

:)

Deitado na cama, luz apagada, enquanto o adormeço, faz-me esta pergunta. “Mamã, hoje há igreja?” Explico-lhe que não e que vai ter de esperar até domingo. Resposta dele: “Estou mortinho por ir à igreja!”
(que esse desejo se mantenha por toda a tua vida, filho)

14 de janeiro de 2010

Testemunho

Naquela tarde ninguém podia adivinhar o que iria acontecer. Os pais de um menino decidiram fazer limpezas de fundo em casa, enquanto o filho dormia no berço. Estavam descansados, pois sabiam que a criança dormia. Sem que ninguém se apercebesse, o menino acordou e, pela primeira vez, galgou o berço, foi pela casa fora, pegou num produto químico fortíssimo, um desincrustante, que estava a ser utilizado na limpeza e, num ápice, meteu-o à boca e bebeu. Os momentos que se seguiram foram de puro pesadelo. Os médicos da ilha tentaram salvar o menino, mas a situação era tão grave que o enviaram para Lisboa. Em Lisboa continuou o pesadelo. Médicos e enfermeiros tudo faziam, mas as melhoras tardavam em chegar. A mãe do menino era crente, muito querida pela nossa igreja. E, desde o primeiro momento, a igreja esteve unida em oração. Muitas semanas se passaram, até que o menino começou a reagir. Os progressos começaram a ser animadores. A igreja nunca desfalecia na oração. Milagrosamente, o menino recuperou de tal forma que os médicos deram-no como curado. Regressou à ilha, para alegria de todos. Porém, haviam sequelas, sendo a mais preocupante o facto de um dos rins ter parado. Esta terrível tribulação teve como consequência a conversão do pai do menino. Hoje, é um crente fiel. Se esta história terminasse aqui já era um testemunho tremendo. Mas não terminou aqui. É que Deus faz sempre muito além daquilo que nós imaginamos. Ontem, o menino fez um exame aos rins. E, anos depois do sucedido, descobre-se, para surpresa de todos, que o rim “acordou”! Está a funcionar, desenvolveu-se e só tem menos dois centímetros do que o outro rim. Como Deus é maravilhoso!
Esta boa notícia fortaleceu muito a fé da nossa igreja e, em especial, a daquele casal. Milagres acontecem. Deus seja louvado!

Das férias em família

Ouvir a minha sobrinha mais velha chamar-me "Tia Didi". Passar a noite de fim de ano com a mais nova no meu colo, a levar mimos e beijos sem fim. Ver os meus filhos brincar felizes com as primas. Olhar para o lado e ver o matulão do meu irmão deitado de costas no chão a fazer um avião ao meu filho, que soltava gargalhadas estridentes enquanto voava deitado sobre os pés do tio. O amor desmedido dos avós, de paciência inesgotável. O amor dos tios, que apenas abraçam os sobrinhos uma ou, no máximo, duas vezes por ano. Ouvir a minha irmã dizer-me, com um olhar de esperança: "Se vivesses aqui, os nossos filhos podiam crescer juntos". Esta é a parte boa das férias. Esta é também a parte tão profundamente difícil das férias.

Natal



Depois de umas férias de Natal em família, repleta de prendas e miminhos, uma das grandes bênçãos que recebemos nesta época foi terem-nos perdoado, no check-in do aeroporto de Lisboa, quase 12Kg de excesso de bagagem... (uf)

Dar de coração


Ao longo de várias semanas, os irmãos da igreja ofertaram diversos géneros alimentícios para os cabazes de Natal. Azeite, óleo, farinha, arroz, feijão, ovos, frutos secos, chocolates, bacalhau, tudo isto e muito mais foi generosamente doado pelos irmãos com o objectivo de abençoar o Natal de famílias carenciadas. No primeiro ano, a igreja propos-se oferecer seis cabazes e, no final, ofereceu oito. No ano passado, a igreja completou onze cabazes. Este ano, pela graça de Deus, foram entregues dezassete cabazes. O olhar emocionado e brilhante daqueles que receberam estes cabazes é algo impossível de traduzir em palavras. Pessoas que iriam ter um Natal muito limitado puderam sentir que Deus não se esquece delas e que as ama. A mim, tocou-me especialmente a alegria de quem ofertou para os cabazes. Este ano, houve pessoas que ofertaram até, de uma vez só, um ou dois cabazes completos. Com tudo do melhor. E não são pessoas ricas, longe disso. Isto é saber amar. Desinteressadamente. E que Deus complete a obra iniciada em cada família.

10 de janeiro de 2010

De volta a casa

Desta vez, e pela primeira vez, tínhamos um familiar à nossa espera na ilha. O meu irmão. É bom tê-lo aqui.
(Foto do meu irmão. O nosso avião a aterrar.)

5 de janeiro de 2010

2010

Faço aqui uma interrupção nas nossas férias para desejar a todos um bom 2010, muito feliz.
(Até breve)

17 de dezembro de 2009

Boas pistas

Certa vez, ouvi um pastor partilhar que costumava observar pequenos gestos das pessoas para tentar perceber quem elas são genuinamente. E deu um exemplo que nunca esqueci. Disse que, quando dava boleia ao grupo de jovens, prestava atenção àqueles que íam logo para os bancos da frente e, por outro lado, reparava naqueles que não se importavam de ir atrás. De facto, estes comportamentos podem ser boas pistas para conseguirmos ver a pessoa para além do que é aparente.
Há dias, encontrei uma irmã da igreja nas compras. É uma pessoa com dificuldades financeiras. Reparei que estava a comprar duas paletes de leite, uma de marca branca e outra de marca cara. Na altura pensei que, certamente, o leite mais caro era para ela beber e o mais barato para uso culinário. Mas não. Para minha surpresa, a palete de marca cara foi depois por ela ofertada à igreja, para os cabazes que estamos a preparar para distribuir a famílias necessitadas. A outra palete é que era para consumo da sua casa. Que coração bom...

A nossa família

15 de dezembro de 2009

Ser grato

A Bíblia diz-nos que "em tudo dai graças". E a vida ensina-nos a viver esta verdade. Quando o meu marido chegou a casa, com um ar desgostoso, e me disse que bateu com o carro num pequeno muro, corri para a rua e, ao ver o estado lastimoso da frente do nosso carro, lembrei-me de imediato deste versículo: "em tudo dai graças". Graças a Deus que foi só chapa. Graças a Deus que nem o meu marido, nem o nosso filho, que ía no banco de trás, sofreram um arranhão. Graças a Deus que o dinheiro que vamos ter de gastar vai ser entregue a um mecânico e não a um médico. Graças a Deus.

Curioso

Na sequência do episódio relatado neste post, uma colega, de outra ilha, com quem trabalho há quase quatro anos, confidenciou-me recentemente que também é de outra religião. É adventista do sétimo dia, mas nunca contou a ninguém.

14 de dezembro de 2009

Prioridades

Ainda sobre este fim-de-semana, informo, a quem não saiba, que quando um avião não tem lugares suficientes para levar todos os passageiros que ficaram em terra, dá-se prioridade a uma equipa de futebol, aos técnicos e árbitros (vinte e duas pessoas no total), e uma mãe, com duas crianças pequenas à sua espera noutra ilha, uma delas que ainda é amamentada, fica em lista de espera.

De perder o pio

Depois da minha experiência aeronáutica deste fim-de-semana, em que após quatro tentativas de aterragem frustradas, na Ilha do Faial, o comandate decidiu ir para a Ilha Terceira, onde fiquei retida durante a noite, devido a más condições climatéricas; e em que, no dia seguinte, pela manhã, fiz a minha pior viagem de sempre, cheia de turbulência, pessoas a gritar e a pedir ao comandante para voltar para trás, as lágrimas a cairem-me pelo rosto, mais uma tentativa de aterragem frustrada, até que, à segunda, conseguimos aterrar... enfim, acho que vou precisar de algum tempo para digerir isto tudo.

4 de dezembro de 2009

Um coração bom

No carro, com os dois no banco de trás, ponho um CD no leitor e pergunto:
- "Filho, que música é que queres ouvir? "
- "Põe a preferida da Mariana, a dos cinco irmãos iguais."
- "Mas, filho, a Mariana está a dormir. Aproveita para ouvir as músicas que mais gostas!”
Resposta: “Ela está a dormir, mas vai ouvindo.”

Ontem, na rua, acabado de sair de uma loja de gomas, encontra um amiguinho da igreja. Abre o saco das gomas e retira uma goma enorme (que era peça única) e, sem quaisquer reservas, oferece-a ao menino.

Há dias, no final de mais um dia de escola, perguntei-lhe: “Bebeste os dois leitinhos que a mamã te mandou na mochila? (um para o lanche da manhã e outro para o lanche da tarde)
Resposta: “Só bebi um.”
- “Porquê?” – perguntei pasmada (ele gosta imenso de leite)
Resposta: “Dei o outro à minha colega B., que não tinha levado leitinhos.”

São pequenos episódios como este que vou guardando no meu coração e agradecendo a Deus, pois, mais do que tudo, o que desejo para o meu filho é que ele seja um bom homem, com um coração cheio de amor por Deus e pelos que o rodeiam.

3 de dezembro de 2009

"Natal dos Empregados"

Ontem, ao deparar-me com esta cena, fiquei a pensar no que aconteceria à caixinha de moedas do "Natal dos Empregados" da Repsol do Faial, se eles vivessem em Lisboa...

Missão cumprida

Na última semana, vi-me confrontada com duas situações em que “ou falava ou calava-me para sempre” no que se refere à defesa da fé cristã evangélica. Os ambientes em que surgiram essas oportunidades de testemunho não foram propriamente fáceis, pois estavam presentes muitas pessoas, algumas delas com cargos públicos muito importantes. Na primeira situação, a pergunta foi-me feita directamente, pelo que respondi, mas apenas falei 1% de tudo o que queria dizer. Faltou-me coragem. A pressão da oposição que teria de enfrentar e o pensamento de que “eles vão odiar o que vou dizer”, fez-me calar. Da segunda vez, assim que percebi que a oportunidade estava a surgir de novo, comecei a orar em silêncio. E Deus ajudou-me. De forma muito clara, serena, mas incisiva, alertei para o favorecimento que se faz de uma determinada religião cristã em detrimento de outras igualmente cristãs, que também têm desenvolvido um importante trabalho. Chamei a atenção para a ideia pré-concebida, mas profundamente errada, de que toda a gente pertence a determinada religião. Alertei para a relação de especial cuidado e separação que deve existir para com a Igreja. E, pela graça de Deus, aquilo que disse foi compreendido por todos e aceite, ou pelo menos tolerado, pela generalidade das pessoas. As sugestões apresentadas irão ser superiormente ponderadas e poderão vir a marcar a diferença num acontecimento que iria ser bastante discriminatório. Depois de falar todas aquelas coisas, recostei-me na cadeira, tirei um rebuçado de mentol do bolso e, durante alguns segundos, não o consegui desembrulhar, de tanto que me tremiam as mãos. Ninguém reparou, mas eu tremia como varas verdes. Não foi apenas uma descarga de tensão, eu senti mesmo uma pressão muito grande. Respirei fundo, agradeci a Deus por ter sido comigo e lá comi o rebuçado, com um sentimento de missão cumprida. De facto, Deus não merece o meu silêncio. Tenho aprendido que mais importante é o que Deus pensa de mim, do que o que os homens pensam de mim.

2 de dezembro de 2009

Aterragem na Ilha Terceira - 20/11/2009

E eu que tinha uma viagem em serviço agendada para esse dia, que foi desmarcada nas vésperas... ufffffff

Festa no Céu

No culto de domingo passado, a pregação foi sobre imoralidade sexual, com especial ênfase sobre pornografia. Um tema muito específico, não levado ao púlpito com muita frequência, mas que o meu marido tinha a certeza que era a Palavra que Deus queria entregar à igreja naquele dia. A congregação ouviu atentamente a Mensagem do Senhor, com o silêncio e a reflexão a que o tema leva. Por vezes, podemos ser levados a pensar que determinados temas, mais “incómodos”, não devem ser usados nas pregações, mas, de facto, toda a Palavra deve ser anunciada. E Deus sabe todas as coisas. No final da pregação, sem qualquer apelo, um senhor levantou-se e foi até ao pastor, chorando muito. Queria arrepender-se dos seus pecados e receber a Salvação. Orámos todos juntos por mais esta vida que o Senhor alcançou. Marido de uma irmã da igreja, recém-baptizada, e que já vem assistindo aos cultos há vários meses. Deus seja louvado! A Ele toda a glória!