3 de abril de 2011

Estar preparado - parte 2

Tenho vivido estas últimas semanas de malas feitas. Todos os dias, os meus olhos batem no saco de viagem que vou levar para a maternidade. Tudo está preparado. As minhas roupas, as do Tomás, os nossos produtos, tudo está organizadinho ao pormenor. Nada falta. É um descanso saber que quando ele der sinal, estará tudo preparado para a nossa viagem até ao hospital. Todos os dias acordo sem saber se na próxima noite ainda irei dormir em casa. É uma perspectiva de vida que me faz ter planos a prazo mais curto, pois tudo tem de estar pronto para essa eventualidade. Talvez seja este o modo correcto de viver a vida. De malas feitas. Sem pontas presas. De bem com todos. De bem com Deus.

Estar preparado - parte 1

Aqui há uns tempos, depois de um dia dedicado a limpezas, preparava-me para ir descansar (já de pijama), quando me apercebo que ficou a faltar despejar o saco do lixo, que tinha ficado mesmo junto à porta da entrada. Aquele lixo começou a fazer-me cócegas, não o podia deixar ali. Abro a porta de casa, já era noite cerrada. O contentor do lixo fica mesmo do outro lado da rua, uns sete metros de distância, no máximo. A rua estava deserta e silenciosa. Decido arriscar. Mesmo de pijama e chinelos, arranco em direcção ao contentor do lixo. Estava eu a abrir a tampa do contentor quando ouço: "Olá vizinha!"... Quase que morria! A minha vizinha e a filha tinham-me visto e apressavam-se na minha direcção para me cumprimentar. Envergonhadíssima, pedi-lhes deculpa pelo meu traje e cumprimentei-as. "Venha aqui a casa num instante ver uns arranjos de flores que estamos a fazer, venha!" - pediram-me com insistência. Sem jeito, acabei por aceder. Enquanto me dirigia para a casa delas, outra vizinha aparece à janela da sua casa e vê-me naqueles trajes, dizendo-me "Boa noite, vizinha!" (e eu pra morrer). Vi os arranjos de flores, vi a nova decoração da sala, cumprimentei o filho... e lá voltei para casa, vermelha de vergonha, com o meu pijaminha de ursinhos e chinelinhos de quarto. Uma coisa aprendi naquele dia: nunca, mas nunca, vale a pena arriscar. Não há nada como estar preparado para o que der e vier.

O tempo de Deus

Ela era a mais nova de uma família de nove irmãos, da ilha do Pico. Hoje, penso que na casa dos 70, recorda esta história ainda ao pormenor. O seu pai, homem íntegro e humilde, foi um dia evangelizado pelo missionário Cox, era aquela mulher ainda criança. O pai converteu-se a Cristo e, a partir daí, passou a abrir as portas da sua casa para fazer estudos bíblicos, numa ilha onde não havia nenhuma igreja evangélica. Chegava a andar 50 km a pé para ir levar o Evangelho a outros. Na escola, os meninos chamavam-na de "filha do protestante". O rótulo era de tal forma pesado que chegou a dizer ao pai que não queria ir mais à escola, e que tinha medo, pois as crianças chamavam-na de "protestante". Foi então que o pai lhe ensinou a resposta: "Diz-lhes que protestamos contra a mentira". A partir daí, nunca mais a incomodaram. O pai faleceu muito cedo, era ela ainda uma adolescente. Com a morte do pai, a mãe, católica, não deu seguimento à educação cristã-evangélica que os filhos vinham recebendo e passou a encaminhá-los para a igreja católica. Entretanto, a mãe faleceu em poucos anos. Casou nova, com o seu primeiro e único namorado, um faialense, que se mantém ao seu lado até hoje. Viveu toda a sua vida dentro da tradição católica e era uma católica fiel e dedicada. Porém, recordava sempre com carinho os ensinos e o testemunho que o seu pai lhe passou em criança. Há cerca de uma dúzia de anos atrás, foi com uma amiga (que se havia convertido) passar um fim-de-semana à sua ilha de origem - o Pico. À noite, a amiga pegou na Bíblia e começou a lê-la em voz alta. O seu coração começou a arder com aquela Palavra. De repente, parecia estar a reviver aqueles serões, em criança, quando o pai lia a Bíblia para a família. A amiga convidou-a para ir à sua igreja, no Faial. No domingo seguinte, entrou pela primeira vez na Igreja Baptista. Cantavam o hino "Foi na cruz, foi na cruz, onde um dia eu vi meu pecado castigado em Jesus". Era um dos hinos que o pai cantava. Nesse dia, teve um encontro real com Deus. Converteu-se e é até hoje um dos pilares da nossa igreja. É uma inspiração para mim e para todas as mulheres da igreja. E pensar que tudo começou com uma semente plantada no coração de uma criança que deu fruto mais de cinquenta anos depois. O seu pai teria gostado de saber. O missionário Cox também. De facto, o tempo de Deus não é o nosso. Deus seja louvado!

21 de março de 2011

Misakiriki

Deitada ao seu lado, luz apagada, depois de orarmos, pede-me: "Mamã, conta-me uma história da Bíblia!"
-"Ok, eu conto. Mas tem de ser uma pequenina porque já é tarde!" Decido então contar-lhe a história da viúva de Sarepta.
-"Era uma vez uma mulher..." - começo eu.
-"Como é que se chamava a mulher?" - interrompe-me.
-"Não sei, a Bíblia não diz o nome dela."
-"Não diz?"
-"Não, não diz. Mas, vá, deixa-me continuar!" E lá continuo. "Aquela mulher vivia apenas com o filho, pois o seu marido já tinha morrido."
-"Mas ela também tinha um bebé na barriga." - acrescenta ele como se conhecesse perfeitamente a história.
-"Um bebé na barriga? Não tinha nada. Ela tinha apenas aquele filho."
-"Tinha um bebé na barriga, sim senhor. A Bíblia é que não conta." - diz-me muito convicto.
-"Ó filho, mas tu queres ouvir a história como ela é ou vais estar sempre a interromper a mamã?"
-"Continua lá, mamã! Eu não digo mais nada."
-"Pois bem, aconteceu então que essa mulher e o filho não tinham nada para comer, apenas um pedaço de farinha e um pouco de azeite. Foi então que..."
-"Já sei! - interrompe-me bruscamente com um ar de felicidade. E acrescenta: "Misakiriki!"
-"O quê? O que é isso?" - pergunto estupefacta.
-"Misakiriki, era o nome da mulher!"
(Lol)

Coração bom

Há uns bons tempos atrás, o meu filho achava que toda a gente acreditava em Deus. Entretanto, começou a aperceber-se que os meninos da sua escola não oram antes de comer, que alguns deles dizem piadas quando se fala de Jesus e que não vão à igreja. Curiosamente, isto preocupa-o. "A nossa igreja tem tão pouquinhas pessoas" - disse ele há dias, consciente de que muitas pessoas que fazem parte do seu quotidiano não frequentam a nossa igreja. E nós que até andamos satisfeitos por ter sempre os cultos tão bem compostos, por vezes sem muitos lugares vagos, ficámos boquiabertos com a visão missionária do nosso filho. "Ainda somos tão pouquinhos". Há dias, partilhou connosco que perguntou a duas meninas se acreditavam em Deus e que elas lhe responderam que não. "Não? Mas assim vocês vão ter uma vida muito triste e pouco dinheirinho!" - respondeu-lhes na sua inocência. Acho muita graça a este pormenor do dinheirinho. Vou explicar. Nós ensinámos o nosso filho que é Deus quem nos dá todas as coisas, incluindo o sustento. Pois bem, desde então ele pede sempre dinherinho nas suas orações. Mesmo quando agradecemos pelos alimentos, ele sussura-nos sempre "...e pelo dinheirinho!" Certa vez, perguntámos-lhe porque é que ele pedia sempre "dinheirinho" e a resposta dele foi imediata: "É que se Deus nos der mais dinheirinho nós podemos ajudar mais os outros". Enternecedor. Que Deus lhe conserve este coração bom, que tantas vezes tem sido como que a voz de Deus para as nossas vidas.

Pormenores

Acho muita graça a este cão cavalgador. Vejo este cavalo passar, diversas vezes, sempre com o cão montado em cima dele. Desta vez o cão ía sentado, mas por vezes vai de pé, rigorosamente equilibrado sobre as suas 4 patas, muito direitinho. Delicioso...

3 de março de 2011

Preparativos


8 anos

Oito anos depois, hoje voltámos a ver o dvd do nosso casamento. Encantador. Éramos uns meninos. No sofá, os nossos dois filhos acompanhavam o filme impressionados com a beleza do vestido da noiva e os cabelos negros do avô. No final do filme, ficou em nós um sentimento de profunda gratidão a Deus pelo que se passou de lá para cá. Resumindo, hoje a história é ainda mais bonita e mais rica do que há oito anos atrás. O meu marido é um presente do Céu que me surpreende a cada dia. Um coração bom e raro que eu amo muito. Ainda mais do que há oito anos atrás.
(Parabéns para nós)

28 de fevereiro de 2011

Tempos de mudança

Hoje foi dia de despedidas. Cinco anos depois, deixei o meu serviço para mudar-me para outro. Há uns meses atrás, depois de muito ponderar, decidi concorrer para outro departamento, que me oferecia mais alguma estabilidade profissional. Pela graça de Deus, fiquei. Mesmo estando grávida. Hoje foi o meu último dia no antigo serviço. A despedida dos meus colegas foi um momento muito bonito e emotivo. Nunca esquecerei as suas palavras. Sem que nada esperasse, ofereceram-me um lindo par de brincos de ouro branco, postais e um ramo de flores deslumbrante. Parto daquele serviço com um sentimento de missão cumprida, com muito orgulho do trabalho que ali prestei, com muita dedicação. Mais do que colegas, fiz amigos. Uma nova etapa se seguirá. Um misto de alegria e tristeza é o sentimento que me acompanha hoje. Mas creio que Deus tem os seus propósitos e certamente tem novos desafios para mim. Que a Sua vontade se cumpra.

25 de fevereiro de 2011

Amigos e Amigas

Nas últimas 2 semanas, comemorou-se nos Açores o Dia dos Amigos e o Dia das Amigas. Trata-se de uma tradição açoriana que tem lugar nas semanas que antecedem o Carnaval. Em semanas distintas, só homens e depois só mulheres, saem para conviver e celebrar a amizade. Aproveitando estas datas, que mobilizam sempre muita gente, a nossa igreja tem, nos últimos anos, realizado jantares de amigos e de amigas, seguido de um programa de convívio fraternal bem mais saudável do que aquele que se vive nas casas de diversão nocturna naqueles dias. Este foi o 2º ano em que fizemos o jantar de amigos, tendo participado 19 homens, dos quais 5 eram visitantes. O jantar de amigas já vai na sua 5ª edição. O primeiro jantar foi em 2007 (ver aqui). Hoje, duas senhoras (visitantes) que estiveram nesse jantar, converteram-se e estão na classe de preparação para o baptismo. Este ano, contámos com cerca de 35 mulheres no jantar, ao qual se seguiu um bom tempo de convívio e um karaoke de música cristã. Seis daquelas senhoras eram visitantes. No final destes jantares, voltamos para casa cheios de alegria. Não daquela falsa alegria que o vinho dá, mas da sã e duradoura alegria de que o Senhor nos enche e que o mundo não conhece.
Que o Senhor possa completar a obra iniciada em cada vida, para Sua glória.

Pesadelo insular

Do nada, comecei a sentir contracções. Eram cada vez mais intensas. Corri para o Hospital. Ali chegada, observaram-me. Comecei então a notar um burburinho entre as enfermeiras. Uma delas, correu para o telefone e pediu um avião com urgência. Explicou-me depois que o bebé ainda era muito pequenino para nascer no Faial, onde não há ventilador, e que eu ía ter de ser já evacuada para Lisboa. Meio assustada, lá fui para o Puma da Força Aérea e descolei rumo ao Continente. Em pleno vôo, entre balanços e contracções, acordei e percebi que estava deitada na minha caminha, serena da vida, e que tudo aquilo não tinha passado de um pesadelo. Que alívio...

21 de fevereiro de 2011

Tomás

Aqui vos deixo uma foto do Tomás inside às 32 semanas. Uma gravidez abençoada, quase a chegar ao fim. Estamos desejosos por conhecer o nosso Tomás.

11 de fevereiro de 2011

Baptismos

No início deste ano, começou uma nova classe de preparação para o baptismo, a qual irá prolongar-se durante alguns meses, com lições de discipulado. Até ao momento, dez irmãos decidiram fazer parte desta classe. Oramos para que todos eles possam permanecer nesta sua decisão.

7 de fevereiro de 2011

Milagres

Há cerca de um ano atrás, escrevi este post (ver aqui), com o coração pequenino. Hoje, partilho convosco esta boa-nova: depois de ter tido alta em Junho passado, a minha mãe, na semana passada, foi a mais uma consulta periódica no IPO para avaliação do seu estado de saúde e o que lhe disseram foi o seguinte: "A senhora dê-se por curada! Não tem mais nada."
(Louvado seja Deus)

O 2º bebé do ano

Nasceu ontem, ao final da tarde, o bebé nº 2 de 2011 da nossa igreja (o nº 2 dos 5 novos bebés esperados para o 1º semestre deste ano). Um lindo Gustavo açoriano, de 2.700 Kg.
(parabéns!)

Diálogos

Chamam-lhe o “ouro” do Açores. A plantação de próteas é já considerado um negócio de futuro, pois as condições climatéricas dos Açores são adequadas a este tipo de cultura, tendo as flores açorianas muita qualidade. Estão já em estudo as condições de transporte marítimo destas flores açorianas (pois o transporte aéreo é caro) para o norte da Europa, para a sua reexportação mundial. Pois bem, por estes dias fizeram um programa dedicado a este tema (que passou em simultâneo na rádio e na RTP Açores), em que as pessoas podiam telefonar para lá e colocar questões em directo. Ora, um dos senhores que telefonou para o programa era um ex-criador de vacas/leite, e partilhou que abandonou essa actividade para se dedicar à criação de próteas, que é muito mais rentável . Nisto, o jornalista perguntou-lhe se, por acaso, já partilhou essa realidade com outros criadores de vacas da sua freguesia e se estes sentiram vontade de fazer o mesmo. Resposta: “Eu já lhes disse que é mais rentável, mas eles acham que cultivar flores é coisa de maricas!”
(lol)

2 de fevereiro de 2011

6 anos



Faz hoje 6 anos que viemos para os Açores. Recordo-me como se fosse hoje. A consciência de que existiam algumas igrejas sem pastor no nosso país andava, desde há algum tempo, a incomodar os nossos corações. Porém, nunca pensámos que o Senhor nos trouxesse para uma igreja no meio do oceano. Depois de vários meses buscando a Sua Vontade, percebemos claramente onde é que o Senhor nos queria. E era mesmo aqui, nos Açores. Um lugar completamente desconhecido para nós. Ainda antes de qualquer decisão, a Convenção Baptista Portuguesa proporcionou-nos uma primeira vinda ao Faial, para conhecermos este lugar e para a igreja nos conhecer. Recordo-me de andarmos a passear por estas serenas ruas, procurando perceber se era mesmo isto que Deus tinha para nós. Era tudo muito bonito, mas tão diferente de tudo o que estávamos habituados e tão longe dos nossos. Mas, quando conhecemos a igreja e aqueles irmãos, os nossos corações começaram a arder... Deus deu-nos um amor inexplicável por estas vidas e por este lugar. Era mesmo isto. No continente, tínhamos acabado de comprar a nossa casa. Tão linda… Nunca a chegámos a estrear, tivemos de a arrendar (e Deus deu-nos a pessoa certa para cuidar da nossa casa). Curiosamente, não nos custou assim tanto não chegarmos a habitá-la. Os nossos corações estavam mais apegados à Chamada. Mais difícil foi deixarmos a família em lágrimas. Muito difícil mesmo... Seis anos se passaram. Deixámos tudo e Deus deu-nos o dobro do que tínhamos. Hoje, somos ricos em experiências de vida, de ministério, em lutas e em vitórias. Foi muito mais do dobro, bem feitas as contas. Éramos apenas dois, hoje somos quase cinco. É tão bom obedecer ao Senhor! Não sabemos quanto mais tempo viveremos aqui. Só Deus sabe. Mas, seis anos já se passaram, repletos de motivos para dar graças ao nosso Bom Deus.

1 de fevereiro de 2011

Festa no Céu

Ser manso e humilde de coração, foi a pregação deste domingo. Uma Palavra explicada de forma muito simples, mas muito profunda e tocante. No final, levantámo-nos para orar e dar o culto por encerrado. De repente, da congregação, alguém diz em voz alta: Está aqui uma senhora que quer aceitar Jesus! Tratava-se de uma rapariga que tem assistido aos cultos nos últimos tempos. Vai sozinha, com um bebé de colo. No domingo anterior, perguntou ao pastor como é que devia fazer para ler a Bíblia, pois já tinha uma, mas não sabia por onde começar. O pastor aconselhou-a a começar pelo Livro de João. E parece que "João" fez o seu trabalho. Enquanto aquela rapariga caminhava pelo corredor central da igreja até à frente, ouviu-se outra voz. Era a voz de um rapaz que assiste aos cultos há cerca de 2 anos. Disse alto: "Eu também quero!" Arrepiante. Orámos todos juntos por mais estas duas vidas que o Senhor tocou, gratos e muito emocionados. Sem quaisquer apelos, estas duas vidas entregaram-se voluntariamente nos braços do Pai. A Deus toda a glória!

Fome e sede (da Palavra)

Há uma irmã da nossa igreja que faz algo muito curioso. Quando algum irmão falta ao culto por estar doente, ela telefona para essa pessoa (normalmente, durante o período do louvor) e proporciona à pessoa a quem telefona a possibilidade de ouvir um pouco do culto. Já aconteceu comigo e soube-me muito bem. Por vezes, ela vai mais longe e telefona a amigas suas que não pertencem à igreja. Um dia, telefonou para uma senhora da ilha do Pico, enquanto na igreja cantávamos o hino "Ó quão cego eu andei". Essa senhora - e todas as pessoas que estavam em sua casa - ficaram encantadas com o que ouviram. Telefonou de volta, felicíssima, para agradecer aquele momento. No domingo seguinte, à mesma hora, aquela senhora esperou ansiosamente pelo telefonema da nossa irmã, desta vez já com algumas vizinhas a seu lado, a quem convidou para ouvir "uns hinos muito lindos". Desde então, aquela senhora recebe sempre um telefonema aos domingos e convida pessoas para o ouvirem consigo. Que o Senhor possa completar a Sua obra naquelas vidas, do outro lado do canal.

Meio-lugar

Terminado o período de cânticos, saí do piano e fui procurar um lugar para me sentar a ouvir a pregação. Fui andando pelo corredor central da igreja, andando, andando e, quando dei conta, estava junto à porta da entrada, de pé, sem ter encontrado nenhum lugar vago. Uma senhora, apercebendo-se da minha dificuldade, apertou-se e cedeu-me um meio-lugar. Foi ali, naquele meio-lugar, que ouvi - feliz - a pregação. Necessitamos, urgentemente, de "alargar tendas". Problemas bons.