3 de dezembro de 2013

Pai

Um amedrontado rapaz de dezoito anos, em pé diante de um severo juiz, amigo chegado de seu pai, ouvia-o dizer como ele era uma desgraça para aquela comunidade e para a sua família: "- Você devia ter vergonha de si mesmo, desgraçando o nome de sua família, causando a seus pais uma grande angústia e embaraço. Seu pai é um cidadão íntegro nesta comunidade. Tenho pessoalmente trabalhado em numerosas comunidades com ele e conheço a sua dedicação a esta cidade. Considero o seu pai como um amigo pessoal e chegado, e é com grande tristeza que pronuncio sobre você hoje a sentença por seu crime."
Com a cabeça curvada em óbvia atitude de desconforto, o jovem ouvia o juíz. Então, antes que a sentença fosse pronunciada, perguntou se podia falar: "- Meretíssimo, não quero, de modo nenhum, ser desrespeitoso ou apresentar escusas pelo meu comportamento. Mas tenho grande inveja do senhor. Houve muitos dias e noites em que quis ser o melhor amigo do meu pai. Muitas foram as vezes em que eu precisei da ajuda dele em meus deveres escolares, em algumas situações de maus namoros e em alguns tempos difíceis que passei como adolescente. Mas meu pai não estava em casa. Provavelmente, estava em algumas daquelas comunidades com o senhor, ou jogando golfe. Sempre senti que outras coisas eram mais importantes para ele do que eu. Não quero dizer isto de modo desrespeitoso, mas eu verdadeiramente gostaria de ter conhecido meu pai como o senhor o conheceu."
(Gary Smalley, em "A chave para o coração do seu filho") 

2 comentários:

Jónatas Lopes disse...

Muito forte...
Obrigado pela partilha.

Patrícia disse...

Brutal