3 de Dezembro de 2009

"Natal dos Empregados"

Ontem, ao deparar-me com esta cena, fiquei a pensar o que aconteceria à caixinha de moedas do "Natal dos Empregados" da Repsol do Faial, se eles vivessem em Lisboa...

Missão cumprida

Na última semana, vi-me confrontada com duas situações em que “ou falava ou calava-me para sempre” no que se refere à defesa da fé cristã evangélica. Os ambientes em que surgiram essas oportunidades de testemunho não foram propriamente fáceis, pois estavam presentes muitas pessoas, algumas delas com cargos públicos muito importantes. Na primeira situação, a pergunta foi-me feita directamente, pelo que respondi, mas apenas falei 1% de tudo o que queria dizer. Faltou-me coragem. A pressão da oposição que teria de enfrentar e o pensamento de que “eles vão odiar o que vou dizer”, fez-me calar. Da segunda vez, assim que percebi que a oportunidade estava a surgir de novo, comecei a orar em silêncio. E Deus ajudou-me. De forma muito clara, serena, mas incisiva, alertei para o favorecimento que se faz de uma determinada religião cristã em detrimento de outras igualmente cristãs, que também têm desenvolvido um importante trabalho. Chamei a atenção para a ideia pré-concebida, mas profundamente errada, de que toda a gente pertence a determinada religião. Alertei para a relação de especial cuidado e separação que deve existir para com a Igreja. E, pela graça de Deus, aquilo que disse foi compreendido por todos e aceite, ou pelo menos tolerado, pela generalidade das pessoas. As sugestões apresentadas irão ser superiormente ponderadas e poderão vir a marcar a diferença num acontecimento que iria ser bastante discriminatório. Depois de falar todas aquelas coisas, recostei-me na cadeira, tirei um rebuçado de mentol do bolso e, durante alguns segundos, não o consegui desembrulhar, de tanto que me tremiam as mãos. Ninguém reparou, mas eu tremia como varas verdes. Não foi apenas uma descarga de tensão, eu senti mesmo uma pressão muito grande. Respirei fundo, agradeci a Deus por ter sido comigo e lá comi o rebuçado, com um sentimento de missão cumprida. De facto, Deus não merece o meu silêncio. Tenho aprendido que mais importante é o que Deus pensa de mim, do que o que os homens pensam de mim.

2 de Dezembro de 2009

Aterragem na Ilha Terceira - 20/11/2009

E eu que tinha uma viagem em serviço agendada para esse dia, que foi desmarcada nas vésperas... ufffffff

Festa no Céu

No culto de domingo passado, a pregação foi sobre imoralidade sexual, com especial ênfase sobre pornografia. Um tema muito específico, não levado ao púlpito com muita frequência, mas que o meu marido tinha a certeza que era a Palavra que Deus queria entregar à igreja naquele dia. A congregação ouviu atentamente a Mensagem do Senhor, com o silêncio e a reflexão a que o tema leva. Por vezes, podemos ser levados a pensar que determinados temas, mais “incómodos”, não devem ser usados nas pregações, mas, de facto, toda a Palavra deve ser anunciada. E Deus sabe todas as coisas. No final da pregação, sem qualquer apelo, um senhor levantou-se e foi até ao pastor, chorando muito. Queria arrepender-se dos seus pecados e receber a Salvação. Orámos todos juntos por mais esta vida que o Senhor alcançou. Marido de uma irmã da igreja, recém-baptizada, e que já vem assistindo aos cultos há vários meses. Deus seja louvado! A Ele toda a glória!

19 de Novembro de 2009

Já era...

Já me tinha acontecido isto algumas vezes, quando lhes dava exemplos relacionados com música ou grupos musicais, respondiam-me sempre que não conheciam. Mas quando, no domingo passado, dei por mim a ter de explicar à classe de adolescentes, da escola bíblica dominical, quem é a Claudia Schiffer, como ela foi marcante no mundo da moda e, como a partir dela, nasceu o conceito de topmodel, tive de me render às evidências e assumir de uma vez por todas: estou a ficar velha.

17 de Novembro de 2009

Adopção



Ao ver estas imagens, de uma premiada campanha publicitária sobre adopção, recordei-me de um caso que acompanhei durante o meu estágio, que me marcou de forma especial. Uma adopção. Uma menina com meses de vida, órfã de pai e mãe, foi entregue a um casal que há onze anos sonhava ter um filho. Curiosamente, a bebé era a carinha chapada da mãe adoptiva: muito loira com uns arrebatadores olhos azuis. O quarto cor-de-rosa, com ursinhos brancos, meticulosamente pintado pelas mãos do pai adoptivo, foi das coisas mais bonitas que já vi. A menina foi recebida como uma princesa. Amor não mais lhe faltou. E o que mais me marcou nesta história foi o semblante luminoso daquele casal, depois de ter ganho aquela filha. E as lágrimas grossas de pura felicidade que escorriam pelos olhos do pai adoptivo, quando dizia “A minha filha!” De facto, como diz o slogan desta campanha: “Adopt. You will receive more than you can ever give”.

16 de Novembro de 2009

9 anos

Faz hoje 9 anos que começámos a conversar. E, até hoje, continuamos em amena cavaqueira. Hoje, é dia de dar graças a Deus pelo meu amado marido.

Uma prenda de Natal original

Na caixa do hipermercado, a funcionária pergunta ao meu filho:
- "Então, já decidiste o que vais pedir para o Natal?"
- "Sim, uma bola de futebol cor-de-laranja."
- "Só? És muito meigo a pedir. Não queres mesmo mais nada?"
- "Hum... ok... pode ser um Feice-boque".
(Tudo porque gosta imenso de jogar Fishville e Farmville, no Facebook)

12 de Novembro de 2009

Pois...

A minha filha decidiu dar-me uma ajudinha a encher a máquina de lavar roupa...

Mistura húngara

O meu marido descobriu um supermercado na ilha que vende mistura húngara, os meus bolos de eleição. Grande descoberta...

11 de Novembro de 2009

Festa no Céu (continuação)

Ainda sobre domingo passado: no final do culto, duas pessoas decidiram integrar a nova classe de preparação para o baptismo: uma nova convertida e uma irmã congregada há vários anos :)

9 de Novembro de 2009

Festa no Céu

Ontem de manhã, ao sairmos para o culto, o meu marido disse-me que sentia no seu coração que iria haver Salvação. Disse-o num tom tão seguro e tão sereno que nem questionei. O dia anterior tinha sido muito desgastante, de muita luta espiritual. Mas, uma coisa já aprendemos: as grandes vitórias são precedidas de intensas lutas. Ainda antes da pregação, o pastor disse umas breves palavras à congregação sobre viver com Cristo e, de uma forma muito simples, perguntou se alguém queria arrepender-se dos seus pecados. Três irmãos, pessoas que um dia já fizeram a sua decisão por Jesus, arrependeram-se publicamente e reconciliaram-se com Deus. E duas vidas entregaram-se a Jesus: um senhor e um menino de dez anos. O menino tem crescido na igreja e o senhor é fruto de anos de oração, marido de uma senhora, membro da igreja.
Estes testemunhos públicos abençoaram e fortaleceram muito a igreja, que viu ali a resposta de Deus às suas orações. Honra e glória para o Senhor! O Senhor que se importa e que ama muito os habitantes destas ilhas pequeninas, perdidas no meio do oceano.
(E, também ontem, o meu marido completou seis anos de consagração ao ministério pastoral. Que o Senhor o continue sempre a sustentar, é a minha oração)

Momentos 2

Ontem, no culto, no momento em que o meu marido estava a fazer o apelo à Salvação, ouve-se, de repente, um enorme estrondo vindo da casinha de arrumos, onde o nosso filho estava a brincar (mandou uma ventoinha de pé alto ao chão). De imediato, ouve-se a vozinha dele gritar cá para fora: “Está tudo bem! Está tudo sobre o controlo!”
(riso geral)

Momentos 1

Ontem, enquanto o meu marido falava do púlpito, o nosso filho levantou-se, foi até à frente, esticou a mão na direcção do pai fazendo o gesto "fixe", e disse num de tom de voz que toda a gente conseguiu ouvir: "Boa, pai! Estás a ir bem! Estás a ir bem!"
(riso geral)

5 de Novembro de 2009

Pormenores


(Perguntei a uma amiga que mora nesta rua se ela, por acaso, sabe o motivo pelo qual aquele cavalo, volta e meia, é ali amarrado. "Será por estar à espera de consulta no veterinário? - perguntei eu, uma vez que existe uma clínica mesmo por detrás daquele sinal. Resposta: "Ele é ali amarrado enquanto vão às compras, à mercearia.")

Testemunho

Naquele dia, quando aquela mulher entrou no meu gabinete, eu não podia imaginar o que me vinha contar. Pensava eu que vinha tratar de assuntos meramente profissionais, como fez tantas outras vezes. Mas, não. A sua expressão estava diferente do habitual. Mais triste. Sem me olhar nos olhos, muito constrangida, confidenciou-me que se tinha separado, pelos piores motivos. Estava profundamente magoada. “Onde me devo dirigir para tratar do divórcio?” O meu trabalho passa muito por isto: ser ouvidos de quem precisa de desabafar. Não lhe respondi logo. Detesto aquela pergunta. Durante algum tempo, ouvi aquela mulher de coração despedaçado. Senti tanta pena... Queria muito falar-lhe de Jesus e convidá-la para ir ao culto, mas apenas lhe disse algumas palavras de esperança e conforto, dentro do que um ambiente profissional me permite fazer. Depois que foi embora, fiquei com aquela mulher e a sua família no meu pensamento. Porém, confesso, nunca orei por ela. Esqueci-me sempre. Mal imaginava eu o que estava para acontecer. Num destes domingos, a meio do culto, ao olhar para a congregação, vejo o marido daquela mulher, sentado num dos bancos do fundo, cabisbaixo, com os olhos rasos de água. “Quem o terá convidado?”, foi o meu pensamento imediato. Nunca soube quem o convidou, mas, naquele momento, percebi que a “pena” que eu senti daquela família não é nada (mesmo nada…) perto da “pena” que Deus sentiu. Percebi também que Deus é tão poderoso que, mesmo quando nós não fazemos bem o nosso “trabalho”, Ele não deixa de alcançar os que ama. Que profunda lição Deus me deu acerca do Seu amor!... Agora, a minha oração é que a Palavra que aquele homem ouviu possa gerar frutos, para honra e glória do Senhor. Agora, a minha oração é que Deus me dê mais amor, em vez de pena.
(estamos sempre a aprender)

2 de Novembro de 2009

Luto em Festa

Há uma passagem na Bíblia de que gosto muito e que diz que Deus muda “a sorte” das pessoas, transforma a tristeza em alegria, o luto em dia de festa. Muitas vezes, quando as pessoas chegam a Jesus, trazem muita dor no coração, vidas sofridas. E é tremendo ver como o Senhor cuida, sara, liberta. Deus fá-lo com tanto amor, com tanta gentileza.
Há uns meses atrás, estávamos na reunião de oração de mulheres, quando, no momento de partilha, uma irmã, nova convertida, deu o seguinte motivo de agradecimento: “Eu quero agradecer a Deus porque hoje, depois de muitos anos, consegui vestir uma peça de roupa vermelha.” Ao ouvirmos isto, olhámos todas para a irmã e apercebemo-nos que trazia umas calças vermelhas. Esta mesma irmã, entretanto baptizada, voltou recentemente ao seu trabalho, depois de 4 anos de baixa por depressão. Como Deus transforma… e como a Sua obra de transformação é completa! Luto em festa… Deus seja louvado!

31 de Outubro de 2009

Na luz

Mal chegou do continente, disse-me logo: "Mamã, vi o Benfica verdadeiro! Marcou mil golos!"
(Referindo-se ao jogo Benfica 6 - Nacional 1, com uma assistência equivalente à população de três ilhas do Faial e ainda sobravam quase três mil pessoas)

29 de Outubro de 2009

Ops

Há dias, mesmo na presença do meu filho, cometi um erro crasso. O meu filho chamou-me logo à atenção. Envergonhada, disse-lhe assim: “Desculpa filho, não foi por querer. Vamos combinar uma coisa: não vamos contar a ninguém isto que a mamã fez, está bem? Fica um segredo nosso, combinado?”
Estava eu descansadinha com o assunto, quando, ao entrarmos em casa, o meu filho diz de imediato para o meu marido: “Papá, a mamã passou um sinal vermelho!”

26 de Outubro de 2009

Pormenores


Cozinha de brincar, na Pediatria do Hospital da Horta. De madeira, com aspecto de ter sido feita à mão. O lava-louça é um alguidar embutido. As torneiras são verdadeiras, bem pequeninas. A porta mais à esquerda é, por dentro, um frigorífico. Amorosa.