29 de dezembro de 2011

Mãe

A singularidade desta ultima ída ao continente começou logo no aeroporto da Portela. Desta vez, a avó não estava à nossa espera nas chegadas. Os meus filhos começaram por não aceitar bem esta diferença, mas depois de lhes explicar com calma que a avó estava doente e que os esperava em casa, compreenderam bem. O reencontro com a avó foi muito emotivo. A satisfação da minha mãe era notória. As vozes e agitação dos netos (que para mim eram uma preocupação) soube-lhe a renovo de forças para continuar a sua luta. Ao longo do fim-de-semana, perguntei-lhe diversas vezes se queria que encostasse a porta do seu quarto (por causa do barulho das crianças), mas respondia-me sempre que a deixasse aberta, pois queria muito ouvir aquelas vozes. Os meus filhos enfiavam-se na sua cama e pediam-lhe histórias. Acedeu sempre, apesar do cansaço. O bebé encostava-se ao seu peito, como se lhe estivesse a dar um abraço, enquanto ela o beijava sem fim. Apesar do pouco apetite, comeu profiteroles com baba de camelo, como boa apreciadora de doces que é. Deu-me um casaco de padrão leopardo (bem ao seu gosto) e pediu-me que fosse mais vaidosa :). São momentos que trouxe comigo e guardo no coração. Desde então, sempre que lhe telefono, a sua voz é outra. Diz que o Natal lhe devolveu a vontade de viver. Continua em tratamentos intensivos. Acredita que vai correr tudo bem. Continuo a pedir orações pela minha mãe (Celeste). Que o Senhor a fortaleça nesta luta. Foi um Natal inesquecível.

22 de dezembro de 2011

Feliz Natal!

"Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz." (Isaías 9:6)

Por uma incubadora

Este ano, um dos projetos da Missão Sorriso - Continente, é o transporte do recém-nascidos prematuros ou gravemente doentes das ilhas do grupo central e ocidental dos Açores. Como mãe de 3 crianças nascidas no grupo central - pela graça de Deus, sem complicações de saúde - partilho da angústia das mães que passam por um parto prematuro ou que dão à luz bebés com problemas de saúde e que necessitam de evacuação por transporte aéreo. São as mães das ilhas onde não existe hospital (Corvo, Flores, Pico, Graciosa e S.Jorge) ou onde o hospital que existe não está preparado para estas situações (Faial). A incubadora que existe presentemente no transporte aéreo está obsoleta. Vote aqui.

19 de dezembro de 2011

Mãe

Este ano, não estava nos nossos planos irmos ao continente no Natal, mas afinal decidimos passar esta data junto da minha mãe. Ela teve alta e vai passar o Natal em casa, regressando ao IPO no dia 26. Apesar de se encontrar muito doente e sem grande disposição para estar rodeada de gente e barulho, sinto que a perspetiva da nossa ída está a trazer-lhe uma nova alegria. Há uns tempos, a minha mãe tinha-me dito que este ano não ía fazer nada no Natal e que só queria descansar. Este fim-de-semana, numa das vezes que lhe liguei, disse-me que “estava a por a escrita em dia”. Fiquei apreensiva, “em que estaria ela a pensar?” Mas, logo de seguida, explicou-me o que era a “escrita”. Deitada na cama, estava a tratar de tudo para a ceia de Natal. Tinha acabado de encomendar um peru e disse-me que ía também encomendar broas e pedir umas tartes do IKEA de que gosta muito. Apesar da despesa em que se estava a meter, fiquei muito contente de a ver assim entretida e animada. Está muita gente a orar por ela e apercebemo-nos do efeito dessas orações. Em especial nestes dias, em que está bem. Um agradecimento especial a todos os que nos acompanham em oração e que nos enviam palavras de ânimo e encorajamento. Tenho-as transmitido à minha mãe, que as recebe com emoção e gratidão.

:)

O meu filho andava-me a pedir um brinquedo que os colegas da escola todos tinham. Perguntei-lhe se, por acaso, ele perguntou aos amigos onde é que se vende esse brinquedo.
Resposta dele: “Sim, eu já sei onde se vende. É naquela loja que tu dizes que é tudo caríssimo!”
(lol)

Prendas de Natal

Há muito tempo que tenho vontade de comprar uma boneca de raça negra para a minha filha. Para além de serem lindas, trazem consigo um conceito que quero que os meus filhos interiorizem: o respeito e o amor pela diversidade. Há dias entrei numa loja que nesta altura do Natal também vende brinquedos (no Faial não há nenhuma loja que venda exclusivamente brinquedos) e fui ver umas bonecas (bebés) que lá tinham. Daquela colecção, existiam bebés brancas e negras (iguais, só mudava a cor da pele). As brancas custavam € 9,90 e a negra (já só havia uma) custava € 12,90. Há cada uma…

16 de dezembro de 2011

Sinceridade

Ontem, foi a festa de Natal da escola dos meus dois filhos mais novos. O mais velho já anda na escola pública. A dada altura da festa, chegou o pai Natal, num grande aparato, vestido a rigor, carregadinho de prendas. Vai daí, começa a distribuir presentes por todos os alunos da escola. Ora, o meu filho mais velho, naturalmente, não teve direito a nada, pois não é aluno daquela instituição. Por causa disso, desatou num pranto nunca visto. Chorou, chorou, chorou… e, inconsolável, dizia entre lágrimas: “Estou a arder em ciúmes!” e repetia “Estou a arder em ciúmes!”
(Na vinda para casa, tivemos de parar numa mercearia para lhe comprar um chocolate:)

Uma Barbie diferente


Quando andei a pesquisar barbies, descobri que a Barbie tem uma amiga com deficiência física. Chama-se Becky, anda de cadeira de rodas e é atleta paraolímpica. Um bom exemplo de diversidade.

Referências

Ainda sobre o post abaixo, de Adelaide de Sousa e a amamentação, há duas notas na entrevista que achei particularmente curiosas. A primeira tem a ver com as “referências”, a segunda tem a ver com Moçambique. Certa vez, convidaram-me para participar numa reunião de um grupo de apoio ao aleitamento materno, na qualidade de “mãe-referência”. Na altura, achei o título quase sobre-humano e não percebi como é que eu podia ser uma referência de alguma coisa. Foi então que me explicaram que, uma vez que tinha tido uma boa experiência de amamentação com os meus filhos, podia partilhar essa vivência com outras mães e assim incentivá-las a apostar na amamentação. De facto, é muito importante termos referências nas nossas vidas. Eu própria só amamentei os meus filhos durante mais meses do que o “normal” porque tive o exemplo da minha mãe, que amamentou o meu irmão mais novo até, creio eu, aos 18 meses. Outro aspecto muito curioso desta entrevista a Adelaide de Sousa é o facto dos países considerados subdesenvolvidos terem tanto para ensinar aos países ditos civilizados. As mulheres de Moçambique foram a referência da mãe de Adelaide de Sousa. Curioso. Referências e humildade para aprender. Gosto.

15 de dezembro de 2011

O alimento do amor

Recomenda-se a leitura desta deliciosa entrevista a Adelaide de Sousa. Amei.

Insularidade

Amanhã, os aviões que vão aterrar na ilha do Faial são desejadíssimos. Vêm carregados de estudantes universitários, filhos da terra. Vêm passar o Natal com a família. As mães que conheço e que têm filhos a estudar fora andam ansiosíssimas, a contar os minutos para o dia de amanhã. E se têm o filho no 1º ano, o sofrimento é ainda maior. “Como será que ele se está a dar em Lisboa, ou no Porto, Coimbra? São terras tão grandes, com assaltos, confusão...“ Eu conhecia esta realidade, mas do outro lado. Quando andava na faculdade, tinha uma colega de casa que era açoriana e, aos fins-de-semana, enquanto nós íamos todas para casa dos nossos pais, ela ficava sozinha no apartamento de Coimbra. É curioso que se olharmos para os jovens da ilha, percebemos claramente que aquela geração entre os 18 e os vinte e poucos é escassa. Vão quase todos estudar para fora. Só mesmo aqueles que decidem ficar pelo 12º ano, que são cada vez menos, é que ainda vamos encontrando aqui e ali. Até na igreja apercebemo-nos disto. Temos os adolescentes e jovens - até aos 18, e depois os adultos, já a bater os 30. Jovens, verdadeiramente ditos, são poucos. Esta realidade corre todas as ilhas, à excepção da Ilha São Miguel, onde existe a Universidade dos Açores - se bem que muitos micaelenses também vão estudar para o continente. Contaram-me que, noutros tempos, os estudantes partiam num barco para o continente e só voltavam no final do ano lectivo. Era um ano inteirinho sem ver a família. Realmente, esta separação deve ser muito difícil para estes pais e filhos. Ainda mais porque não conhecem bem (ou mesmo de todo) o continente. E o pior nem é o tempo da faculdade. O pior é a possibilidade (felizmente, já nem sempre certa) de os filhos não voltarem no final do curso. Tem destas coisas a insularidade.

Sinais dos tempos

Barbie Cirurgiã



Barbie Advogada



Barbie Engenheira Informática


Barbie trabalhadora do MacDonald's


Ken pai

14 de dezembro de 2011

Tesouros no Céu

Quando andava a tirar a carta de condução, a minha instrutora perguntava-me muitas vezes: “Está a olhar para o que se está a passar à frente do carro ou está a olhar para o que se passa lá à frente, ao fundo na estrada?” Eu, coladinha ao volante, estava naturalmente a olhar para o que se passava mesmo ali à frente do carro. Mas, não é assim que se conduz. Há que olhar para longe. Todos sabemos que estamos neste mundo de passagem. “A morte é certa”, como se costuma dizer. No entanto, a tendência humana é a de viver focados nesta vida terrena, como se fosse eterna. Até os cristãos, que creem que a vida eterna não é aqui, mas no Céu, deixam-se levar muitas vezes por esta tendência. Investem o seu tempo, sentimentos, o trabalho das suas mãos e as suas finanças em tudo o que vai ficar nesta terra quando um dia morrerem. Até a promessa de que Jesus um dia vai voltar parece, por vezes, esquecida ou adormecida nas mentes. Os meus filhos estão desejosos pela volta de Jesus. Ao ver a forma como eles recebem a Palavra de Deus e a aceitam, sem restrições, com grande entusiasmo, percebo a razão de Jesus ter dito que devíamos ser como as crianças. Há alguns anos atrás, faleceu um amigo da nossa família. Era ainda novo, foi de repente. Um bom crente. A minha mãe, tentando consolar a viúva – também crente - disse-lhe que um dia ela iria estar novamente com o marido, no Céu. Nunca esqueci a resposta que a viúva deu à minha mãe. Ela disse-lhe assim: “Não consigo ver as coisas dessa forma. Estou muito agarrada a esta vida.” Foi, certamente, sincera. Mas é uma resposta triste, sem esperança. Quando temos a perspectiva bíblica da vida, o modo como vivemos neste mundo será diferente, cheio de bons investimentos, não naquilo que a traça e a ferrugem consomem, mas em tesouros eternos. (Mt.6:19-20)

12 de dezembro de 2011

Mãe

Quando eu e os meus irmãos adoeciamos, a minha mãe fazia uma coisa curiosa e que me marcou tanto que hoje procuro fazer o mesmo com os meus filhos e o meu marido. Ela dizia que as doenças passavam mais depressa com mimos. Então, ela pegava em nós, dava-nos banho, vestia-nos roupa lavada, dava-nos alguma coisa bem saborosa para comer... "O que é que te apetece?" - era a pergunta que fazia muitas vezes. E corria para fazer tudo para nos agradar. Esta é uma qualidade inegável da minha mãe - um coração que gosta de servir os outros. Até demais. Hoje, a minha mãe está muito doente e eu estou tão longe dela... Gostava de lhe poder retribuir este "O que é que te apetece?". Faria tudo o que me pedisse. Aposto que pediria um croissant, ou talvez apenas que a ouvisse contar as suas histórias, sempre muito detalhadas e cheias de contornos até chegar ao ponto central. A minha mãe foi hoje internada para tratamentos. Os médicos disseram-lhe que não podem curá-la. A todos os que estão connosco em oração por ela, peço que se continuem a lembrar da Celeste. Que o Senhor conforte o seu coração, lhe dê o alívio das dores e ânimo para não desistir de lutar, de confiar e de sorrir. Que a alegria do Senhor seja a nossa força (Ne.8:10).

Prendas de Natal

A prenda de Natal da minha filha já está escolhida: "Quero uma barbie com quintal".
(Como descalçar esta bota?)

Natal

A Igreja da Horta está linda, toda decorada em tons de dourado e vermelho. Um trabalho da união feminina da igreja, que durante 2 dias, em horário pós-laboral (num dos dias, foi até à meia noite), decoraram cada cantinho do templo, para comemorar o nascimento do nosso Senhor. Ficou lindo.

9 de dezembro de 2011

Fazer o bem

Lembro-me muitas vezes desta história, principalmente do seu desfecho e da lição aprendida. Durante o meu estágio de advocacia, que tem uma duração de quase 2 anos, trabalhei muito e recebi pouco. Trabalho árduo, dedicado, que implicava muito estudo e muita pesquisa. Fazia o meu trabalho e fazia também trabalhos para os advogados do escritório, mais velhos do que eu. Havia uma advogada com quem trabalhava mais de perto e fiz muitas coisas para ela. Lembro-me em especial de certa vez lhe ter feito uma petição de um assunto que estava na prateleira parado há anos, de tão chato que era. Quando os clientes vieram ao escritório, deram-lhe um cheque muito bem composto por aquele trabalho. E mesmo nas minhas barbas. Mas, como acontece com a maioria dos estagiários, não me coube nem um eurozinho. Na altura, custava-me muito, mas nunca deixei de dar o melhor, apesar de não ser paga, assumindo que estava a aprender e que aqueles trabalhos eram uma oportunidade de ir ganhando prática. Pois bem, alguns anos mais tarde, já eu estava aqui nos Açores, o meu pai precisou da ajuda de um advogado para resolver um assunto de trabalho. Na altura, eu já não exercia advocacia. Decidiu, então, procurar essa advogada. O meu pai não tinha possibilidades de lhe pagar grandes honorários, mas, ainda assim, ela aceitou o caso. Realizou uma petição muito extensa, oitenta e tal quesitos, minuciosa, tecnicamente perfeita. O meu pai ganhou a acção e uma indemnização, sendo que os honorários que ela cobrou foram quase simbólicos. Mas a história não termina aqui. Os meus pais sentiram no coração dar 10% da indemnização à Igreja da Horta. Ou seja, o meu pai foi abençoado e a igreja do Senhor também. E eu aprendi que, de facto, fazer o bem compensa sempre, pois Deus é fiel.

5 de dezembro de 2011

Festa no Céu (em São Miguel)

Este fim-de-semana o meu marido esteve na Ilha de São Miguel, a convite da I Igreja Baptista de Ponta Delgada, como orador convidado dos cultos por ocasião do aniversário daquela igreja. Grande alegria para todos nós foi a notícia de que uma senhora se converteu no culto de domingo de manhã. Ontem foi novamente dia de Festa! Deus seja louvado.

Agradecimento

Agradeço muito todo o apoio recebido e as orações pelo nosso filho. A operação para tirar os ferros do cotovelo correu muito bem. O Miguel está sem gesso há duas semanas, estando a recuperar os movimentos do braço a pouco e pouco. O susto que apanhámos começa, cada vez mais, a fazer parte do passado. Graças ao nosso bom Deus!

O sotaque da minha filha

A minha filha a chamar-me: “Mõe! Mõe!”
Eu: “Não é mõe, é ma-mã!”
Ela, corrigindo: “Ma-mõ!”

29 de novembro de 2011

Festa no Céu

Há dois domingos atrás, no final do culto, uma jovem, já com família constituída e mãe de um menino, que tem vindo a assistir aos cultos, foi à frente afirmar, perante todos, a sua conversão a Cristo. Tomou a decisão em casa, sozinha, no seguimento da Palavra que ouviu na igreja e do testemunho dos pais, membros da igreja. No domingo passado, outras duas vidas decidiram-se por Cristo. Um homem e uma senhora. Conhecemo-lo há vários anos, foi nosso vizinho e, de vez em quando, assistia a um culto, mais concretamente em datas especiais. Nos últimos meses, passou a assistir semanalmente aos cultos e temo-nos apercebido de como o Senhor o tem "incomodado". A senhora é tia da jovem que se converteu no domingo anterior. Três vidas que receberam o Senhor como seu Senhor e Salvador pessoal. Motivo de festa no Céu e encorajamento na Terra, para continuarmos firmes neste “bom combate” que não é nosso, mas do Senhor.

Mãe

Tenho andado a adiar a minha vinda aqui e a escrita deste post em concreto. Desejava muito não ter de o escrever nestes termos. Mas, as notícias sobre o estado de saúde minha mãe não são as melhores. Confirma-se que se encontra novamente doente. Ainda não sabemos bem o que se seguirá, mas continuo a pedir-vos que nos acompanhem em oração. Precisamos de um milagre do Senhor.

14 de novembro de 2011

Reunião nos Açores

Talvez nem todos saibam, mas hoje o presidente da Convenção Baptista Portuguesa, pastor Abel Pego, está reunido em São Miguel com os pastores Ludgero Coelho (em representação da ABN - Associação Baptista do Norte), Neilson Amorim (em representação da AIBA - Associação de Igrejas Baptistas do Algarve) e Rui Sabino (em representação da ABA – Associação Baptista Açoriana) perspectivando um projecto de trabalho conjunto na obra de Deus. O meu pensamento e as minhas orações estão com eles.

Uma boa notícia

No início de uma semana que se antevê cheia de emoções fortes (o meu filho vai ser operado e a minha mãe irá receber o seu diagnóstico), acabo de receber um telefonema que me encheu a alma. A mãe e o irmão de uma grande (muito grande) amiga e irmã foram ontem baptizados na Igreja Baptista da Marinha Grande. Pessoas muito queridas para mim, que guardo no coração e que estava longe de sequer imaginar que tinham entregado as suas vidas a Jesus. Foi a melhor notícia do dia. Foi das melhores notícias de sempre. Mais duas pessoas maravilhosas com quem irei partilhar a Eternidade. Deus é Bom!

(Estou muito feliz, minha twin!)

10 de novembro de 2011

:)

Animada, a minha filha cantarolava: "Olha a bola, Manel/Olha a bola, Manel/Foi-se embora, fugiu/Olha a bola, Manel/Olha a bola, Manel/Nunca mais ninguém a viu”.

Faz uma pausa e pergunta-me (com um ar de quem já sabe a resposta):
-“Mamã, sabes pra onde onde foi a bola do Manel?
Eu: "Não… p'ra onde foi a bola?"

Resposta convicta:"Foi prá trós-trada!"

(auto-estrada)

Efeito 1ª classe

Enquanto o nosso filho mais novo estava a palrar, o mais velho, de repente, sai-se com esta:

-"Pai!Pai! O Tomás acabou de dizer um ditongo! Disse: ai!"

(lol)

Resposta completa

Ao ajudar o meu filho a fazer os trabalhos de casa, leio-lhe o seguinte exercício: "Das quatro folhas de árvore abaixo há uma que é diferente das outras. Assinala-a com um x."
O meu filho fica a pensar durante algum tempo e logo responde: "Fácil, é esta, pois está virada para norte. As outras estão viradas para noroeste!"
(e estavam mesmo, lol)

Do meu novo serviço

O meu gabinete fica no 1º andar. A impressora fica no rés-do-chão. A biblioteca e as salas dos meus colegas ficam no 2º andar. Não tenho desculpas para não perder os quilinhos ganhos com a maternidade.

8 de novembro de 2011

Medicina explicada

Sabes mamã, quando estamos doentes, no nosso corpo acontece uma guerra. É assim: cá dentro há uns bichinhos maus que estão assim a mexer de um lado para o outro, muito depressa. Depois, o médico dá-nos uma injecção e dentro dela vem uma coisa que é como sumo de laranja. Os bichos não gostam de sumo de laranja, só gostam é de coisas doces. Eles são como como as cáries, só querem é doces. Então, o sumo desce, desce, desce e “trás” dá cabo daqueles bichos todos. E depois a doença começa a curar, a curar e a curar. E depois é só passar um creme na pele, como aquele creme quando mudas a fralda ao Tomás, e pronto já está tudo bem.

Medidas de austeridade

Na mesma semana, soube de dois bebés, com (bem) menos de 12 meses, que, por motivos económicos, deixaram de beber leite adaptado para passar a beber leite de vaca.

7 de novembro de 2011

Pagar o preço

Desde que me lembro de ter começado a ir à igreja, ainda criança, que ouço falar de “pagar o preço”. Jesus pagou o preço do meu pecado com a Sua vida. Sempre me tocou muito esta realidade. A dívida era minha e Jesus, sem que eu lhe pedisse, pagou-a por mim. Que amor tão grande… Ultimamente tenho-me lembrado muito deste “pagar o preço”. Se fosse possível (infelizmente não é), eu oferecia-me para passar por tudo o que o meu filho tem passado desde que fracturou o cotovelo. Se a condição fosse fracturar os dois cotovelos ou mesmo ainda as duas pernas, eu continuava a oferecer-me para passar por isso no seu lugar. E oferecia-me sem pensar duas vezes. Era logo. Ele até podia ter feito a fractura por culpa sua (que não foi o caso) que eu continuava a querer pagar o preço. E tudo porque não queria que ele sofresse, não queria que ele sentisse dores, não queria vê-lo entrar num bloco operatório, não queria vê-lo engessado. O meu desejo é ver o meu filho sempre bem, todos os dias. Vê-lo feliz a brincar, a nadar e a correr sem quaisquer limitações. E pensar que Deus pagou o preço mesmo antes de sermos seus filhos! Faz-me arrepiar… O amor de Deus tem mesmo uma dimensão incomparavelmente superior ao amor humano. Deus é realmente muito bom e o Seu amor é imensurável.
(Faltam só mais 15 dias para o meu filho ir ao bloco tirar os ferros e o gesso. Está quase, meu amor.)

5 de novembro de 2011

Pormenores

Mesa posta pelo meu filho. Note-se o pormenor do guardanapo enrolado (ou será amassado?) nos talheres... lol.

24 de outubro de 2011

Os blogues têm destas coisas boas, conseguirmos alcançar rapidamente um grande número de pessoas. O meu desejo é que aquilo que vou agora partilhar possa gerar um movimento de oração. A minha mãe precisa novamente de oração. Voltou a adoecer, desta vez no osso de uma perna. Os médicos estão a estudar o caso e diversos exames foram e serão feitos. Existe a possibilidade de ser novamente um cancro, mas só no final do mês de Novembro é que os médicos poderão dizer se é ou não. A todos a quem este apelo tocar, peço que se lembrem da Celeste, minha mãe. Que o Senhor a possa sarar. E nos fortaleça a nós, filhos. Em especial a mim e ao meu marido que, por força das circunstâncias, passamos por estes momentos a uma distância tão grande. Aproveito ainda para pedir oração por uma menina, a Beatriz, que se tornou amiga da minha mãe no hospital. Tem 14 anos e luta contra um cancro no osso de uma perna. A minha mãe falou-lhe de Jesus e ela aceitou que oremos por ela. Esperamos pela vitória no Senhor.

18 de outubro de 2011

Vitória

Ontem, a Igreja Evangélica Baptista da Horta comemorou 36 anos de vida. O salão de cultos foi decorado, de véspera, com flores naturais que as irmãs colheram nos campos. Outra irmã, logo pela amanhã, encerou o chão. Outras irmãs cozinharam diversos pratos, doces e bolos. Uma irmã bordou à mão, durante semanas, uma cortina para a janela que fica junto ao baptistério. Louvores e uma peça de teatro foram ensaiados. Os homens tomaram conta do baptistério, que demora várias horas a encher de água. Orações vinham sendo feitas desde há largos meses. A classe de preparação para o baptismo fora iniciada em Janeiro deste ano. Muitos convites foram feitos. Chegada a hora do culto, a igreja depressa ficou lotada. Todos estavam presentes, bem como muitos visitantes. Num ambiente festivo e de muita gratidão a Deus, recordámos as bênçãos recebidas ao longo do último ano. De seguida, oito vidas foram baptizadas. Três homens, uma senhora e quatro jovens. Cada um deles com um testemunho único, maravilhoso. E enquanto tocavamos vezes sem conta o hino 374 do Cantor Cristão, as lágrimas enchiam-me os olhos pelo privilégio de estar a presenciar tamanho milagre do Senhor. Uma grande vitória, depois de uma semana muito sofrida, em que o nosso filho fracturou um cotovelo, tendo de ser operado, e em que a minha mãe foi hospitalizada, operada, encontrando-se a aguardar os resultados de uma biopsia. Mais um dia histórico na Igreja da Horta, uma grande vitória do povo do Senhor. A Deus toda a glória!

29 de setembro de 2011

Tornado no Faial

Foi ontem. À hora do almoço. E eu vi, com os meus olhinhos. Arrepiante... Mete respeitinho.

Ver filme aqui.

21 de setembro de 2011

6 anos

Começou a dizer “Olá” com 5 meses e, desde então, nunca mais parou de falar. Fala pelos cotovelos. E fala de forma expressiva, gesticulada, bem-humorada, captando todas as atenções. Inteligente, muito. Quando for grande quer ser “limpa-chaminezes”. É muito meigo. Tem um bom coração. Trata-me com especial delicadeza. Deixa-me ganhar todos os jogos e corridas que fazemos juntos (como se eu precisasse da sua condescendência para ganhar). Muito amigo do pai, seu cúmplice das brincadeiras. Faz-nos surpreender. Olha para uma perna de frango com coxa e diz que lhe faz lembrar África; vira a perna de frango ao contrário e diz que lhe parece um taco de golfe. “Espectacularíssimo” – a expressão que utiliza quando gosta realmente de alguma coisa. Delicia-se a ouvir histórias, mas nunca as consegue ouvir até ao fim sem fazer dezenas de perguntas pelo meio. “Posso fazer uma pergunta?” Prefere peixe a carne. Capta tudo, mesmo que aparentemente distraído. O seu cântico preferido é um hino! Foi na cruz. Tem uma excelente noção de ritmo e afinação. “A viola não está a tocar igual ao piano”, referiu, bem novinho, num ensaio do grupo de louvor, para riso geral. É uma simpatia. Onde chega, faz um amigo. “Olá, eu sou o Miguel e estou de férias!” Faz hoje 6 anos e já os vai comemorar no 1º ano. Pediu um bolo do Stuart Little, seu herói do momento. Vai tê-lo. É o nosso filho mais velho. O nosso açoriano, “continentalinho” de sotaque (ao contrário da irmã). Um presente recebido directamente das mãos de Deus. É um privilégio podermos ser seus pais. O amor que nos une a este filho é imensurável. Desejamos-lhe uma vida plena de felicidade. E a felicidade verdadeira já ele sabe como se alcança: com Jesus no coração. Feliz dia, meu amor.

31 de agosto de 2011

Hoje, meu último dia em casa com o meu bebé. Amanhã, de volta ao trabalho. "Em tudo, dai graças."

26 de agosto de 2011

Amar

Por estes dias, voltei a lembrar-me deste episódio. Tudo porque a minha irmã ofereceu-me recentemente uma gama de cremes de beleza, só por eu ter comentado que ganhei algumas manchas no rosto, devido à gravidez. A primeira vez que fui a um culto na igreja baptista foi pela mão do meu avô materno. Levou-me a mim e à minha irmã a um culto de Natal. Tinha 10 anos de idade, salvo erro. A minha irmã devia ter 14. Gostámos muito. No final do culto, ofereceram às crianças uns saquinhos com doces, como prenda de Natal. Uns saquinhos maravilhosos, se bem me lembro. Tinham de tudo: chocolates, rebuçados, bombons, tudo! Recordo-me que guardámos aqueles saquinhos para comer em casa, como se de um tesouro se tratasse. Porém, quando vínhamos a pé para casa, passámos por um menino que estava sentado no chão, ao frio, a pedir esmola. A minha irmã, tocada pela mensagem de Natal que tinha acabado de ouvir na igreja, e sem pensar duas vezes, entregou o saco de doces ao menino. Era tudo o que tinha, pois não andava com dinheiro. Fiquei boquiaberta com o seu gesto. Ela não lhe deu um ou dois chocolates, ela deu-lhe o saco todo! O menino fez um ar radiante! Talvez não fosse a oferta que os seus pais mais gostariam que ele levasse ao final do dia, mas foi, sem dúvida, a oferta que o menino mais gostou. E, como se não bastasse, a minha irmã, vendo a alegria do menino, olhou para mim e disse:"Dá-lhe também o teu!" Mas, isso já era demais! Disse-lhe que o meu saquinho ficava para nós as duas, que era uma divisão mais justa, que tantos doces iriam fazer mal ao menino, enfim, não dei o meu saco. Viemos embora, comemos os doces as duas, mas a verdade é que a cada doce que comia pensava naquele menino. Não teve o mesmo sabor. E até hoje me recordo deste episódio e do gesto da minha irmã. Ainda hoje ela faz destas coisas. Com o passar dos anos, também eu aprendi a amar desta forma. Quanto mais nos achegamos a Deus, mais amor temos pelas pessoas que nos rodeiam. Sem nada esperar em troca. É obra de Deus.

Soltas das férias IV

A tentar perder o medo da água (e perdeu!)

23 de agosto de 2011

Pormenor

O meu marido chamou-me para ver um vídeo, no site da Ford, de um carro a estacionar sozinho. Ver aqui (tem de se clicar no vídeo intitulado "sistema de estacionamento automático"). Achei fantástico. Ficou-me, porém, este pormenor atravessado: porque é que puseram uma mulher ao volante? Enfim.

21 de agosto de 2011

Missões e família

Numa das últimas lições de escola dominical que dei aos jovens antes das minhas férias, falámos sobre missionários e, a dada altura, dizia a revista algo como isto: "os missionários abdicam de viver com os seus familiares para cuidar dos nossos familiares". Esta frase bateu-me no fundo do coração. Conheço-a bem. E não é apenas no momento em que o missionário parte para o campo missionário que esta separação dói. Eu pensava que era apenas nesse momento, mas não. Com o passar dos anos, vemos os nossos pais envelhecer, com tudo o que esse processo envolve, e não podemos estar lá, não podemos cuidar deles. Por vezes somos tentados a pensar que "se estivessemos lá... talvez não acontecesse isto ou aquilo". Com o passar dos anos, a separação agora não é apenas entre nós e a família, mas também entre os nossos filhos, nascidos no campo missionário, e a família. É difícil. Mas, em obediência ao Pai, perseveramos onde Ele nos quer e oramos pela família. Fielmente, com todo o amor, o Senhor tem cuidado da nossa família. Certamente melhor do que nós cuidariamos se o fizessemos com as nossas mãos. Vi, por exemplo, a Mão do Senhor quando a minha mãe adoeceu com um cancro que, entretanto, foi milagrosamente extinto há cerca de um ano e pouco. Vejo novamente a Mão do Senhor quando soube que foi aberto um trabalho missionário no bairro dos meus sogros e que a minha sogra, católica, tem ído aos cultos. E sente-se bem, diz gostar muito. Arrepiante. Deus cuida. E com muito amor. Oramos para que esta separação dos nossos familiares seja apenas por um punhado de anos e que todos eles venham a viver, um dia, eternamente connosco, na presença do Senhor.

Soltas das férias III

Numa loja de telemóveis, o meu filho, sem que nos apercebessemos, pega num telemóvel que estava no expositor e, de imediato, soa bem alto um estridente alarme. A empregada da loja, apressada, desliga o alarme e diz: "Este alarme é muito sensivel, dispara logo!". Estupefacto, o meu filho responde: "Vocês têm um bom desparasitante!"

(lol)

12 de agosto de 2011

Soltas das férias II

A minha filha chega a uma praia do continente e diz com um ar muito surpreendido: "Esta areia é castanha!"

(nos Açores as praias são de areia preta)

Soltas das férias I

Os meus filhos apenas estão com os nossos familiares quando vão ao continente de férias. Durante os poucos dias de férias, conhecem diversos primos, tios...e como são pequeninos, acabam por fazer confusão com os parentescos. Por exemplo, quando estiveram com as primas, no meio da alegria e da confusão da brincadeira, dei com a minha filha a chamar o irmão mais novo por "ó primo!"

Noutra ocasião, fomos a casa de uns amigos e, antes de entrarmos, o meu filho, precavendo-se, perguntou-me: "Esta senhora também é nossa tia?" (lol)E por falar em tios, se há coisa boa nas férias é ouvir as minhas sobrinhas chamarem-me "tia"... momentos raros que apenas posso viver de quando em quando...tão bom.

Férias

Deitados, luz apagada, a minha pequenina (de 3 anos) avança: "Vou orar!". Num tom muito fervoroso diz: "Obrigada Jesus por este dia!" (lol) e continua... "Obrigada porque fomos à praia... e porque apanhei pedras... com o pai... e pus as pedras no balde e ...e...molhei um pé...e depois molhei o outro pé... e...e...apanhei outra pedra... e fomos pra casa e comemos e arrumámos e fomos pra cama. Em nome de Jesus, Àmen."

10 de agosto de 2011

Tomás

Fez hoje 4 meses que nasceu o nosso Tomás. Era domingo. A noite tinha sido mal dormida, com o desconforto próprio de quem já passou das 40 semanas de gestação. Quando me levantei, percebi que naquele dia já não ía à igreja. "Deixa-me no hospital e vai para a igreja. Se for para nascer, eu telefono-te." - disse ao meu marido. Eram praticamente dez da manhã quando entrei nas urgências, pelo meu pé, sem dores, mas com sinais daquilo que vim depois a saber tratar-se de um descolamento da placenta.O bebé estava bem, mas mandaram-me ficar deitada em repouso e em jejum para o caso de vir a ser preciso fazer uma cesariana. A parteira que estava de serviço era a mesma que fez os partos dos meus dois outros filhos. Não era ela que estava na escala para aquele dia, mas, por acaso, tinha feito uma troca com uma colega. Quando a vi, pensei logo: "É hoje". Foi então que mandei uma mensagem ao meu marido a contar do descolamento da placenta e a pedir oração. O meu marido já não pregou naquele dia, entregou os trabalhos e veio para junto de mim. Chegou perto das 11h30 e não mais larguei a sua mão. A pouco e pouco comecei então a sentir dores. E a igreja orava por mim. Com o passar das horas, percebi que não iria precisar de uma cesariana. Foi tudo muito rápido, mas, desta 3ª vez, muito doloroso também. Por volta das 14h30 disse ao meu marido para chamar a enfermeira e ele, muito aflito, foi até à porta do quarto e gritou para o corredor: "Ela diz que o bebé vai nascer!" (agora dá-me vontade de rir). Pelas 14h43 nascia o Tomás David, lindo, rechonchudo, a chorar muito e a calar-se no mesmo segundo em que o encostaram ao meu peito. "Um bebé como o dos manuais", como costumamos dizer aqui em casa. Sereno, de sorriso fácil, muito dócil. Já não conseguimos imaginar a nossa família sem o Tomás. É tão amado, tão querido por todos. Dou muitas graças a Deus por este meu filho. Um maravilhoso presente do Pai. Que a sua vida seja sempre para honra e glória de Deus!

24 de julho de 2011

16 de julho de 2011

Terra de partidas

São assim os Açores, terra de chegadas e de partidas. Por vezes, comentamos aqui em casa que se a igreja mantivesse todas as pessoas que a ela pertenceram nestes quase sete anos e que, entretanto, foram embora da ilha para ir viver noutros lugares, seria uma igreja já muito grande. São tantas pessoas... já perdi a conta. Pela graça de Deus, outras vêm chegando. Mas estes últimos meses têm sido especialmente penosos. Nove irmãos foram embora da ilha para viver noutros lugares. Essencialmente por motivos profissionais. Fica a esperança de que um dia voltem, quem sabe. Dou graças a Deus pela obra que fez em cada uma destas vidas e que certamente continuará a fazer. Um dos nove foi mesmo o meu irmão G., com muita pena minha. Depois de um ano e meio a viver na ilha, onde foi colocado após o término do curso, foi transferido para o continente. Dou graças a Deus por me ter dado a oportunidade de ter tido alguém da minha família a viver aqui na ilha. O meu menino. Dou graças a Deus por os meus filhos terem podido conviver com o tio diariamente. Mais partidas se avizinham, pelo menos mais uma. Que o Senhor seja com estas vidas que partem da ilha, com Jesus no coração.

Dia do pastor

Foi no domingo passado que a igreja da Horta comemorou o Dia do pastor. Uma data que a igreja faz sempre questão de assinalar. Já aqui tenho falado no carinho da igreja para com o pastor e este ano, mais uma vez, os irmãos foram extremosos na demonstração do carinho e gratidão que têm a Deus pelo pastor que lhes deu. As crianças e os jovens prepararam apresentações multimédia para passar no culto, onde falavam do pastor e do seu papel nas suas vidas. Muito comovente. A mim, pela 2ª vez na vida, coube-me a pregação. No final, a igreja (que está longe de ser rica) ofereceu ao pastor um fato completo, uma camisa e uma gravata. Um conjunto lindíssimo. É uma igreja muito querida e que estima muito o pastor. Talvez por já ter estado vários anos seguidos sem pastor. Uma igreja grata, que sabe amar.

Um templo novo

Há cerca de seis anos atrás, a igreja da Horta começou a sonhar com um novo templo. O crescimento do número de irmãos e das crianças/jovens, tem levado a que este sonho se tenha tornado mesmo uma necessidade. Assim, a igreja tem-se esforçado no sentido de angariar fundos para a aquisição do templo. Para além da oferta que anualmente se levanta no dia do aniversário da igreja, os irmãos têm realizado diversas iniciativas com o mesmo fim. Por exemplo, no mês passado, fizemos o Jantar dos Salgados, cuja verba se destinou ao fundo do novo templo. A ideia foi da União Feminina. Os ingredientes dos salgados foram doados pelas irmãs e um grupo de voluntárias confeccionou-os. Foram cerca de setecentos salgadinhos. Conseguiram-se assim mais uns tijolos, ou - à açoriana - mais uns blocos, para o novo templo. Que o Senhor possa realizar este sonho tão importante da Sua amada igreja e que será um testemunho muito grande nesta ilha.

Jantar de casais

Penso que ainda não falei aqui do jantar de casais deste ano. Foi em Fevereiro, como habitual, e reuniu cerca de 20 casais, alguns deles visitantes. Foi, por exemplo, a primeira vez que este irmão participou numa actividade da igreja. Um jantar delicioso, num ambiente decorado ao pormenor, algumas brincadeiras e, por fim, uma palavra do pastor para os casais. Enquanto isso, na igreja, um grupo de irmãs voluntárias tomava conta dos filhos dos casais. Foi um bom tempo de convívio e de reflexão acerca da perspectiva bíblica do amor entre marido e mulher. Um jantar que já deu frutos, para glória de Deus.

1 de julho de 2011

Manicure

Depois de dias a fio a ouvir a minha a suplicar para eu lhe deixar pintar-me as unhas, lá acabei por ceder. Ficou bonito, não ficou?

30 de junho de 2011

Festa no Céu

Quando, há uns meses atrás, conhecemos o marido desta irmã simpatizámos logo muito com ele. É um bom homem. A pouco e pouco, começou a acompanhar a mulher à igreja. A mulher está agora a ser preparada para o baptismo. Temo-nos vindo a aperceber que este homem tem sido tocado pelo Senhor. No domingo, o meu marido pregou sobre os dez leprosos que foram curados por Jesus, sendo que apenas um dos dez foi grato e salvo pelo Senhor. No final, foi feito um apelo e aquele homem decidiu receber Jesus como Senhor e Salvador da sua vida, convicto de que é mesmo isto que mais quer para si. Foi um momento muito bonito e tocante ver aquele homem decidir servir a Cristo juntamente com a sua esposa. Louvamos a Deus por mais um açoriano rendido ao Senhor. A Deus toda a glória!

Vidas novas

No passado dia 18 nasceu o Miguel, o mais novo bebé da nossa igreja. O sexto bebé a nascer desde Outubro passado. Que alegria! E contou-me um passarinho... que um sétimo bebé já vem a caminho :)

Girl Power

A Assembleia da República até ganhou um novo brilho com uma mulher pela primeira vez na cadeira da presidência. Assunção Esteves - competente, um sorriso delicioso e um look muito Meg Ryan. Gosto.

Voto secreto

No dia das eleições legislativas, para ser menos confuso, decidimos dividir-nos. O meu marido foi votar primeiro e levou consigo o nosso filho mais velho, enquanto eu fiquei com os dois mais novos. Depois, fui eu votar com a minha filha e o meu marido ficou com os rapazes. Quando me preparava para ir votar com a minha filha, o meu filho mais velho, inesperadamente, grita de longe, em alto e bom som: "Ó mamã! Mamã! Vota no que tem uma seta que foi nesse que o pai votou!"

(lol)

15 de junho de 2011

Ser irmã de rapazes

Eo que faz uma menina quando brinca com carrinhos?
Estaciona-os em filinha :)


14 de junho de 2011

Testemunho

A esposa converteu-se primeiro. O marido acompanhava-a aos cultos e até se sentia tocado com as pregações que ouvia, mas demorava-se na sua decisão por Cristo. Um dia, a mulher, movida por um profundo desejo de aprender mais e mais a Palavra do Senhor, encomendou uma Bíblia de estudo, com comentários. Quando receberam em casa o vale dos correios para ir levantar a Bíblia, o marido ficou muito chateado: a Bíblia custava setenta e cinco euros e esse era praticamente o dinheiro que tinham para viver até ao final do mês. Depois da mulher lhe ter explicado que aquela Bíblia era muito importante para si, o marido lá aceitou ir aos correios, mas avisou-a: "Vamos levantar a Bíblia, mas eu vou ficar chateado contigo!" Pois bem, nesse mesmo dia, já depois de terem ído levantar a Bíblia, bateram-lhes à porta. Era uma senhora que não reconheceram de imediato. Foi então que ela se identificou: era a madrinha do marido. Estava há quarenta e tal anos emigrada na América (pouco menos do que os anos de vida do seu afilhado) e nunca mais tinha voltado aos Açores. No final da visita, a madrinha deu uma oferta em dinheiro àquele homem. Quando ele viu a oferta, nem podia acreditar na coincidência... setenta e cinco euros! Como Deus age... Hoje, este homem está a preparar-se para o baptismo. Louvado seja Deus.

Testemunho

Há uma menina que vai à nossa igreja sozinha. Ninguém da sua família a acompanha. É uma adolescente ainda. Quando não vai à igreja já sabemos qual é o motivo: está de castigo. A sua mãe, católica, sabe que aquilo que a filha mais gosta de fazer é ir à igreja, por isso, castiga-a dessa maneira. Fico a pensar na determinação desta menina e na luta que enfrenta por causa da sua fé, quando vivemos dias em que muitos jovens faltam às actividades da igreja simplesmente porque não lhes apetece ir.

Acho graça...

Que tratem o meu marido de "senhor padre" e "senhor vigário"... Há dias, o rapaz do gás chamou-lhe "apóstolo" (provavelmente, terá feito confusão com "pastor"). Acho graça.

Donas de casa do séc. XXI

Não é fácil ser dona de casa - na parte que se refere à secagem da roupa - nos Açores. Chove constantemente. Depois de ter passado a fase de andar todo o dia a estender e a recolher roupa (quando chegamos do Continente caímos neste erro), adoptei uma técnica simples e quase infalível: a técnica do copianço. Passo a explicar: antes de estender roupa espreito para os estendais das minhas vizinhas mais idosas. Se elas tiverem roupa estendida, eu também estendo. Quando as vejo a recolher a roupa, lá vou eu e imito-as. Dá sempre certo, elas conhecem bem este tempo daqui. O problema é que eu tenho uma família grande e roupa para secar quase todos os dias. Ora, nesses dias não tinha em quem me "colar". Pois bem, recentemente descobri, através de uma amiga, o site de previsões meteorológicas Windguru, que até nos dá as horas a que vai chover! Que mais poderia eu querer?


(Obrigada, Sara)

2 de junho de 2011

Amor de mãe

Há dias celebrámos o dia das mães. E o amor de mãe é mesmo algo muito especial. A este propósito vou partilhar um episódio que nos aconteceu no continente. Estavamos de férias e tínhamos ído fazer umas compras ao supermercado. Depois de pagarmos, quando nos preparavamos para vir embora, aproximou-se de nós uma mulher. Tinha uns quarenta e tal, cinquenta anos, boa aparência, um ar inofensivo. Foi então que nos disse, num tom emocionado: "Os senhores desculpem estar a abordá-los assim, pois não me conhecem, mas por um filho uma mãe é capaz de fazer tudo e este é o sonho do meu filho. Está a passar um programa na televisão, com o Herman José, em que os concorrentes fazem imitações musicais. O meu filho é o Elvis Presley. Há outro Elvis no programa, mas o meu filho é o que canta melhor. Ele precisa de votos. Por favor, se quando passar o programa se lembrarem, votem no Elvis Presley! É o sonho do meu filho!". Recordo-me de ter a televisão ligada quando deu aquele programa e de reconhecer facilmente aquela mulher quando filmavam a plateia, após as actuações do Elvis. O modo como aplaudia entusiasticamente o seu filho, vestida com uma t-shirt com a cara do mesmo impressa, não deixava margem para dúvidas: era a mãe. Às vezes lembro-me deste episódio surreal e dou por mim a sorrir... Aquela senhora não quis saber de vergonhas, nem de acanhamentos na hora de defender o sonho do filho. É assim o amor de uma mãe. Incondicional. O filho da senhora não venceu o programa, mas chegou quase até ao fim. Não me parece que vá ter uma grande carreira musical e, provavelmente, continuará a trabalhar nas desratizações (que era o emprego que tinha na altura do programa), mas pelo menos, durante algumas semanas, realizou o seu sonho de subir a um palco, cantar para milhões de pessoas e receber os seus aplausos. São assim as mães.

1 de junho de 2011

Prioridades

(centro da cidade da Horta, ao início de uma tarde de sábado)

Cá se fazem...

Lembro-me de ser bem pequenina e de ver a minha irmã chorar horrores por eu lhe riscar as bonecas com marcadores. Lembro-me em especial da pintura que fiz na sua boneca predilecta: a Nancy. Que maldade... Mas, no meu entender, eu estava apenas a maquilhá-las... Pois bem, tudo se paga nesta vida, que o digam as bonecas da minha filha, que, sem que eu desse conta, foram todas "maquilhadas"... (ai!).

28 de maio de 2011

3 anos

A nossa filha faz hoje 3 anos. A nossa única menina. Linda, inteligente, perspicaz, independente, sempre pronta a ajudar. É obediente e pede desculpa facilmente. Fã absoluta do irmão mais velho, maternal para com o mais novo. Vaidosa. Canta afinadamente. Líder. Tem uma característica deliciosa: consegue rir-se de si própria. Damos muitas graças a Deus pela nossa princesa, que de há 3 anos para cá enche os nossos dias de alegria. Parabéns, filha!

27 de maio de 2011

Linguagem rebuscada

Desde pequenino que me dizem que o meu filho tem uma linguagem rebuscada (ver aqui). Pois parece que a tendência mantém-se. Há dias, quando a minha mãe esteve aqui nos Açores, ouvi um diálogo delicioso entre o meu filho e a avó:
Avó: - "Queres alguma coisa antes de ires para a cama?"
Resposta: "Hum.. ok, pode ser um lacticínio!"
(lol)

Eureka!

Por estes dias o meu marido e o meu filho foram ao cabeleireiro. Regressados de lá, o meu filho sai-se com esta:
-"Mamã, sabes, o cabeleireiro tinha um colar no pescoço..." - diz com um ar pensativo.
-"Pois..." - disse eu, meia embasbacada com a observação dele, sem saber muito bem o que dizer mais acerca do estilo "fashion" do senhor, temendo até o que ele me pudesse perguntar a seguir... Mas, de imediato, ele próprio descobriu a razão de ser da coisa:
-"Já sei! O meu cabeleireiro é um homem do rock!"
(lol)

24 de maio de 2011

No meio do mundo

(Ir. Márcia Venturini e Pr. Francisco de Souza)

Nas minhas últimas semanas de gravidez, li o livro "No meio do mundo - as memórias açorianas de Márcia Venturini". Amei. O livro leva-nos a viajar até meados dos anos 70, quando se iniciou o trabalho baptista nos Açores. Uns Açores muito diferentes dos de hoje, menos desenvolvidos. Uns Açores, ainda assim, muito semelhantes aos de hoje, em que a principal dificuldade dos missionários era tentar fazer perceber às pessoas que precisam de Cristo quando essas mesmas pessoas já se consideram religiosas. Ler este livro foi muito emocionante para mim, pois conheço pessoalmente algumas das personagens, ou, noutros casos, os seus descendentes. Foi como que perceber o início da minha própria história. O relato da fundação das primeiras igrejas açorianas, a construção do templo da Praia da Vitória e muitos outros episódios, deixa-nos arrepiados. Puros milagres. O trabalho nos Açores teve no seu início pastores maravilhosos: Francisco de Souza, Diné Lota, Elton Rangel... Vieram do outro lado do oceano para trazer a Palavra aos açorianos. Curiosamente, dias depois de acabar de ler o livro, recebemos a visita do pastor Joed Venturini de Sousa, filho de Márcia Venturini, também ele, naturalmente, uma das personagens do livro. Aparece como menino e, mais tarde, como um jovem, que colaborava no ministério dos pais, por exemplo, ajudando nas obras de construção do templo. Ouvi-lo falar dos seus pais e do início do ministério nos Açores, com pormenores que não vêm no livro, foi maravilhoso. Também ele um servo de Deus, que nos deixou uma poderosa palavra de encorajamento. Quase dá vontade de escrever a continuação do livro. Ao conhecer a história do início do trabalho nos Açores percebemos o imenso amor que Deus tem pelos açorianos. Uma história de muitas lutas e de miraculosas vitórias. Aconselha-se esta leitura. Muito edificante.

Um episódio curioso

No meu segundo dia de internamento na maternidade, entrou no meu quarto uma senhora cuja imagem já me era familiar, pois recordava-me dela das outras vezes em que ali estive internada. Pertence à igreja católica e vai distribuir a "comunhão" (hóstias) pelos doentes. Expliquei-lhe que era evangélica e a senhora aceitou bem. Conversámos um pouco, ela deu umas festinhas ao meu bebé e foi embora. No quarto ao lado, estava internada uma irmã da nossa igreja. Se não fosse uma terceira mulher que estava ali internada, aquela senhora tinha ído embora da maternidade sem distribuir uma única hóstia, pois as mães eram quase todas evangélicas. O Faial já não é o que era, terá provavelmente pensado.

Novos nascimentos

Dois dias antes do Tomás, nasceu o João Pedro, filho de um casal da nossa igreja. Foi o colega de maternidade do Tomás. Desde Outubro passado, nasceram cinco novos bebés na nossa igreja: duas meninas e três rapazes. Em Junho nascerá o 6º e, para já, último bebé deste ano: o Miguel. É uma alegria e uma bênção ter uma igreja cheia de bebés.

13 de maio de 2011

Tomi

Faz amanhã uma semana que o Pastor Tomi foi para o Céu. O co-responsável (com Deus) de termos vindo para os Açores. A notícia da sua inesperada partida deixou-nos perplexos (partiu tão cedo...), saudosos, mas também em paz. Ele era um servo de Deus e cumpriu a sua missão aqui. Ao saber da sua partida, recordei o ano de 2004, quando, num retiro de pastores, quis Deus que o pastor Tomi (então, presidente da Convenção Baptista) e o meu marido tivessem uma conversa. O meu marido partilhou com ele o desejo de servir uma igreja que estivesse sem pastor e o pastor Tomi falou-lhe dos Açores. Foi assim que tudo começou. Semanas mais tarde, recebeu-nos no seu gabinete, na Igreja de Queluz, onde nos falou mais a fundo do ministério da Igreja da Horta. O panorama não era muito atractivo. Tratava-se de uma igreja pequena, que tinha passado por problemas graves recentemente. Por outro lado, o Faial era uma ilha pequena, distante e iríamos ficar isolados da família e amigos. Procurando mostrar-nos um possível aspecto positivo, recordo que nos disse com o seu peculiar sentido de humor: "Bem, se forem para os Açores terão uma grande hipótese de ter uma casa com vista para o mar!" Curiosamente, viemos viver para o único lugar da ilha onde não se vê o mar. Depois de termos vindo para os Açores, recebemos a sua visita por duas ou três vezes. Era uma pessoa tão fácil de receber. Simples. Talvez as pessoas não saibam, mas eram tão importantes estas visitas. Tínhamos oportunidade de lhe falar do nosso trabalho, das dificuldades e das vitórias. Orava sempre por nós, impondo-nos as mãos. Levava-nos a comer fora (o que também sabe sempre bem). Sentíamo-nos muito apoiados. Da última vez que cá esteve, em 2007, trouxe consigo a esposa, Bela - um amor de senhora. Em conjunto, ministraram para os casais da nossa igreja num abençoado retiro. Partiu agora para o Senhor. Nos nossos corações ficam as boas recordações e um sentimento de gratidão pela marca que deixou nas nossas vidas. Era um servo do Senhor.

26 de abril de 2011

12 de abril de 2011

Bem-vindo, Tomás!



Nasceu no dia 10.04.2011, pelas 14h43, com 3.200kg e 48,5 cm. Correu tudo bem, agradeço muito as vossas orações, pude senti-las muito. O Tomás é lindo e estamos todos felicíssimos com a sua chegada. Até breve, amigos...

3 de abril de 2011

Até breve...

Hoje completo 39 semanas. O Tomás deverá nascer nos próximos dias. Tudo está preparado para a tua chegada, meu amor. O papá e os manos também estão desejosos por te conhecer. É quando quiseres. À tua espera estão mimos sem fim. Irei fazer uma breve pausa no blogue, mas dar-vos-emos notícia do nascimento. Até breve.

Estar preparado - parte 2

Tenho vivido estas últimas semanas de malas feitas. Todos os dias, os meus olhos batem no saco de viagem que vou levar para a maternidade. Tudo está preparado. As minhas roupas, as do Tomás, os nossos produtos, tudo está organizadinho ao pormenor. Nada falta. É um descanso saber que quando ele der sinal, estará tudo preparado para a nossa viagem até ao hospital. Todos os dias acordo sem saber se na próxima noite ainda irei dormir em casa. É uma perspectiva de vida que me faz ter planos a prazo mais curto, pois tudo tem de estar pronto para essa eventualidade. Talvez seja este o modo correcto de viver a vida. De malas feitas. Sem pontas presas. De bem com todos. De bem com Deus.

Estar preparado - parte 1

Aqui há uns tempos, depois de um dia dedicado a limpezas, preparava-me para ir descansar (já de pijama), quando me apercebo que ficou a faltar despejar o saco do lixo, que tinha ficado mesmo junto à porta da entrada. Aquele lixo começou a fazer-me cócegas, não o podia deixar ali. Abro a porta de casa, já era noite cerrada. O contentor do lixo fica mesmo do outro lado da rua, uns sete metros de distância, no máximo. A rua estava deserta e silenciosa. Decido arriscar. Mesmo de pijama e chinelos, arranco em direcção ao contentor do lixo. Estava eu a abrir a tampa do contentor quando ouço: "Olá vizinha!"... Quase que morria! A minha vizinha e a filha tinham-me visto e apressavam-se na minha direcção para me cumprimentar. Envergonhadíssima, pedi-lhes deculpa pelo meu traje e cumprimentei-as. "Venha aqui a casa num instante ver uns arranjos de flores que estamos a fazer, venha!" - pediram-me com insistência. Sem jeito, acabei por aceder. Enquanto me dirigia para a casa delas, outra vizinha aparece à janela da sua casa e vê-me naqueles trajes, dizendo-me "Boa noite, vizinha!" (e eu pra morrer). Vi os arranjos de flores, vi a nova decoração da sala, cumprimentei o filho... e lá voltei para casa, vermelha de vergonha, com o meu pijaminha de ursinhos e chinelinhos de quarto. Uma coisa aprendi naquele dia: nunca, mas nunca, vale a pena arriscar. Não há nada como estar preparado para o que der e vier.

O tempo de Deus

Ela era a mais nova de uma família de nove irmãos, da ilha do Pico. Hoje, penso que na casa dos 70, recorda esta história ainda ao pormenor. O seu pai, homem íntegro e humilde, foi um dia evangelizado pelo missionário Cox, era aquela mulher ainda criança. O pai converteu-se a Cristo e, a partir daí, passou a abrir as portas da sua casa para fazer estudos bíblicos, numa ilha onde não havia nenhuma igreja evangélica. Chegava a andar 50 km a pé para ir levar o Evangelho a outros. Na escola, os meninos chamavam-na de "filha do protestante". O rótulo era de tal forma pesado que chegou a dizer ao pai que não queria ir mais à escola, e que tinha medo, pois as crianças chamavam-na de "protestante". Foi então que o pai lhe ensinou a resposta: "Diz-lhes que protestamos contra a mentira". A partir daí, nunca mais a incomodaram. O pai faleceu muito cedo, era ela ainda uma adolescente. Com a morte do pai, a mãe, católica, não deu seguimento à educação cristã-evangélica que os filhos vinham recebendo e passou a encaminhá-los para a igreja católica. Entretanto, a mãe faleceu em poucos anos. Casou nova, com o seu primeiro e único namorado, um faialense, que se mantém ao seu lado até hoje. Viveu toda a sua vida dentro da tradição católica e era uma católica fiel e dedicada. Porém, recordava sempre com carinho os ensinos e o testemunho que o seu pai lhe passou em criança. Há cerca de uma dúzia de anos atrás, foi com uma amiga (que se havia convertido) passar um fim-de-semana à sua ilha de origem - o Pico. À noite, a amiga pegou na Bíblia e começou a lê-la em voz alta. O seu coração começou a arder com aquela Palavra. De repente, parecia estar a reviver aqueles serões, em criança, quando o pai lia a Bíblia para a família. A amiga convidou-a para ir à sua igreja, no Faial. No domingo seguinte, entrou pela primeira vez na Igreja Baptista. Cantavam o hino "Foi na cruz, foi na cruz, onde um dia eu vi meu pecado castigado em Jesus". Era um dos hinos que o pai cantava. Nesse dia, teve um encontro real com Deus. Converteu-se e é até hoje um dos pilares da nossa igreja. É uma inspiração para mim e para todas as mulheres da igreja. E pensar que tudo começou com uma semente plantada no coração de uma criança que deu fruto mais de cinquenta anos depois. O seu pai teria gostado de saber. O missionário Cox também. De facto, o tempo de Deus não é o nosso. Deus seja louvado!

21 de março de 2011

Misakiriki

Deitada ao seu lado, luz apagada, depois de orarmos, pede-me: "Mamã, conta-me uma história da Bíblia!"
-"Ok, eu conto. Mas tem de ser uma pequenina porque já é tarde!" Decido então contar-lhe a história da viúva de Sarepta.
-"Era uma vez uma mulher..." - começo eu.
-"Como é que se chamava a mulher?" - interrompe-me.
-"Não sei, a Bíblia não diz o nome dela."
-"Não diz?"
-"Não, não diz. Mas, vá, deixa-me continuar!" E lá continuo. "Aquela mulher vivia apenas com o filho, pois o seu marido já tinha morrido."
-"Mas ela também tinha um bebé na barriga." - acrescenta ele como se conhecesse perfeitamente a história.
-"Um bebé na barriga? Não tinha nada. Ela tinha apenas aquele filho."
-"Tinha um bebé na barriga, sim senhor. A Bíblia é que não conta." - diz-me muito convicto.
-"Ó filho, mas tu queres ouvir a história como ela é ou vais estar sempre a interromper a mamã?"
-"Continua lá, mamã! Eu não digo mais nada."
-"Pois bem, aconteceu então que essa mulher e o filho não tinham nada para comer, apenas um pedaço de farinha e um pouco de azeite. Foi então que..."
-"Já sei! - interrompe-me bruscamente com um ar de felicidade. E acrescenta: "Misakiriki!"
-"O quê? O que é isso?" - pergunto estupefacta.
-"Misakiriki, era o nome da mulher!"
(Lol)

Coração bom

Há uns bons tempos atrás, o meu filho achava que toda a gente acreditava em Deus. Entretanto, começou a aperceber-se que os meninos da sua escola não oram antes de comer, que alguns deles dizem piadas quando se fala de Jesus e que não vão à igreja. Curiosamente, isto preocupa-o. "A nossa igreja tem tão pouquinhas pessoas" - disse ele há dias, consciente de que muitas pessoas que fazem parte do seu quotidiano não frequentam a nossa igreja. E nós que até andamos satisfeitos por ter sempre os cultos tão bem compostos, por vezes sem muitos lugares vagos, ficámos boquiabertos com a visão missionária do nosso filho. "Ainda somos tão pouquinhos". Há dias, partilhou connosco que perguntou a duas meninas se acreditavam em Deus e que elas lhe responderam que não. "Não? Mas assim vocês vão ter uma vida muito triste e pouco dinheirinho!" - respondeu-lhes na sua inocência. Acho muita graça a este pormenor do dinheirinho. Vou explicar. Nós ensinámos o nosso filho que é Deus quem nos dá todas as coisas, incluindo o sustento. Pois bem, desde então ele pede sempre dinherinho nas suas orações. Mesmo quando agradecemos pelos alimentos, ele sussura-nos sempre "...e pelo dinheirinho!" Certa vez, perguntámos-lhe porque é que ele pedia sempre "dinheirinho" e a resposta dele foi imediata: "É que se Deus nos der mais dinheirinho nós podemos ajudar mais os outros". Enternecedor. Que Deus lhe conserve este coração bom, que tantas vezes tem sido como que a voz de Deus para as nossas vidas.

Pormenores

Acho muita graça a este cão cavalgador. Vejo este cavalo passar, diversas vezes, sempre com o cão montado em cima dele. Desta vez o cão ía sentado, mas por vezes vai de pé, rigorosamente equilibrado sobre as suas 4 patas, muito direitinho. Delicioso...

3 de março de 2011

Preparativos


8 anos

Oito anos depois, hoje voltámos a ver o dvd do nosso casamento. Encantador. Éramos uns meninos. No sofá, os nossos dois filhos acompanhavam o filme impressionados com a beleza do vestido da noiva e os cabelos negros do avô. No final do filme, ficou em nós um sentimento de profunda gratidão a Deus pelo que se passou de lá para cá. Resumindo, hoje a história é ainda mais bonita e mais rica do que há oito anos atrás. O meu marido é um presente do Céu que me surpreende a cada dia. Um coração bom e raro que eu amo muito. Ainda mais do que há oito anos atrás.
(Parabéns para nós)

28 de fevereiro de 2011

Tempos de mudança

Hoje foi dia de despedidas. Cinco anos depois, deixei o meu serviço para mudar-me para outro. Há uns meses atrás, depois de muito ponderar, decidi concorrer para outro departamento, que me oferecia mais alguma estabilidade profissional. Pela graça de Deus, fiquei. Mesmo estando grávida. Hoje foi o meu último dia no antigo serviço. A despedida dos meus colegas foi um momento muito bonito e emotivo. Nunca esquecerei as suas palavras. Sem que nada esperasse, ofereceram-me um lindo par de brincos de ouro branco, postais e um ramo de flores deslumbrante. Parto daquele serviço com um sentimento de missão cumprida, com muito orgulho do trabalho que ali prestei, com muita dedicação. Mais do que colegas, fiz amigos. Uma nova etapa se seguirá. Um misto de alegria e tristeza é o sentimento que me acompanha hoje. Mas creio que Deus tem os seus propósitos e certamente tem novos desafios para mim. Que a Sua vontade se cumpra.

25 de fevereiro de 2011

Amigos e Amigas

Nas últimas 2 semanas, comemorou-se nos Açores o Dia dos Amigos e o Dia das Amigas. Trata-se de uma tradição açoriana que tem lugar nas semanas que antecedem o Carnaval. Em semanas distintas, só homens e depois só mulheres, saem para conviver e celebrar a amizade. Aproveitando estas datas, que mobilizam sempre muita gente, a nossa igreja tem, nos últimos anos, realizado jantares de amigos e de amigas, seguido de um programa de convívio fraternal bem mais saudável do que aquele que se vive nas casas de diversão nocturna naqueles dias. Este foi o 2º ano em que fizemos o jantar de amigos, tendo participado 19 homens, dos quais 5 eram visitantes. O jantar de amigas já vai na sua 5ª edição. O primeiro jantar foi em 2007 (ver aqui). Hoje, duas senhoras (visitantes) que estiveram nesse jantar, converteram-se e estão na classe de preparação para o baptismo. Este ano, contámos com cerca de 35 mulheres no jantar, ao qual se seguiu um bom tempo de convívio e um karaoke de música cristã. Seis daquelas senhoras eram visitantes. No final destes jantares, voltamos para casa cheios de alegria. Não daquela falsa alegria que o vinho dá, mas da sã e duradoura alegria de que o Senhor nos enche e que o mundo não conhece.
Que o Senhor possa completar a obra iniciada em cada vida, para Sua glória.

Pesadelo insular

Do nada, comecei a sentir contracções. Eram cada vez mais intensas. Corri para o Hospital. Ali chegada, observaram-me. Comecei então a notar um burburinho entre as enfermeiras. Uma delas, correu para o telefone e pediu um avião com urgência. Explicou-me depois que o bebé ainda era muito pequenino para nascer no Faial, onde não há ventilador, e que eu ía ter de ser já evacuada para Lisboa. Meio assustada, lá fui para o Puma da Força Aérea e descolei rumo ao Continente. Em pleno vôo, entre balanços e contracções, acordei e percebi que estava deitada na minha caminha, serena da vida, e que tudo aquilo não tinha passado de um pesadelo. Que alívio...

21 de fevereiro de 2011

Tomás

Aqui vos deixo uma foto do Tomás inside às 32 semanas. Uma gravidez abençoada, quase a chegar ao fim. Estamos desejosos por conhecer o nosso Tomás.

11 de fevereiro de 2011

Baptismos

No início deste ano, começou uma nova classe de preparação para o baptismo, a qual irá prolongar-se durante alguns meses, com lições de discipulado. Até ao momento, dez irmãos decidiram fazer parte desta classe. Oramos para que todos eles possam permanecer nesta sua decisão.

7 de fevereiro de 2011

Milagres

Há cerca de um ano atrás, escrevi este post (ver aqui), com o coração pequenino. Hoje, partilho convosco esta boa-nova: depois de ter tido alta em Junho passado, a minha mãe, na semana passada, foi a mais uma consulta periódica no IPO para avaliação do seu estado de saúde e o que lhe disseram foi o seguinte: "A senhora dê-se por curada! Não tem mais nada."
(Louvado seja Deus)

O 2º bebé do ano

Nasceu ontem, ao final da tarde, o bebé nº 2 de 2011 da nossa igreja (o nº 2 dos 5 novos bebés esperados para o 1º semestre deste ano). Um lindo Gustavo açoriano, de 2.700 Kg.
(parabéns!)

Diálogos

Chamam-lhe o “ouro” do Açores. A plantação de próteas é já considerado um negócio de futuro, pois as condições climatéricas dos Açores são adequadas a este tipo de cultura, tendo as flores açorianas muita qualidade. Estão já em estudo as condições de transporte marítimo destas flores açorianas (pois o transporte aéreo é caro) para o norte da Europa, para a sua reexportação mundial. Pois bem, por estes dias fizeram um programa dedicado a este tema (que passou em simultâneo na rádio e na RTP Açores), em que as pessoas podiam telefonar para lá e colocar questões em directo. Ora, um dos senhores que telefonou para o programa era um ex-criador de vacas/leite, e partilhou que abandonou essa actividade para se dedicar à criação de próteas, que é muito mais rentável . Nisto, o jornalista perguntou-lhe se, por acaso, já partilhou essa realidade com outros criadores de vacas da sua freguesia e se estes sentiram vontade de fazer o mesmo. Resposta: “Eu já lhes disse que é mais rentável, mas eles acham que cultivar flores é coisa de maricas!”
(lol)

2 de fevereiro de 2011

6 anos



Faz hoje 6 anos que viemos para os Açores. Recordo-me como se fosse hoje. A consciência de que existiam algumas igrejas sem pastor no nosso país andava, desde há algum tempo, a incomodar os nossos corações. Porém, nunca pensámos que o Senhor nos trouxesse para uma igreja no meio do oceano. Depois de vários meses buscando a Sua Vontade, percebemos claramente onde é que o Senhor nos queria. E era mesmo aqui, nos Açores. Um lugar completamente desconhecido para nós. Ainda antes de qualquer decisão, a Convenção Baptista Portuguesa proporcionou-nos uma primeira vinda ao Faial, para conhecermos este lugar e para a igreja nos conhecer. Recordo-me de andarmos a passear por estas serenas ruas, procurando perceber se era mesmo isto que Deus tinha para nós. Era tudo muito bonito, mas tão diferente de tudo o que estávamos habituados e tão longe dos nossos. Mas, quando conhecemos a igreja e aqueles irmãos, os nossos corações começaram a arder... Deus deu-nos um amor inexplicável por estas vidas e por este lugar. Era mesmo isto. No continente, tínhamos acabado de comprar a nossa casa. Tão linda… Nunca a chegámos a estrear, tivemos de a arrendar (e Deus deu-nos a pessoa certa para cuidar da nossa casa). Curiosamente, não nos custou assim tanto não chegarmos a habitá-la. Os nossos corações estavam mais apegados à Chamada. Mais difícil foi deixarmos a família em lágrimas. Muito difícil mesmo... Seis anos se passaram. Deixámos tudo e Deus deu-nos o dobro do que tínhamos. Hoje, somos ricos em experiências de vida, de ministério, em lutas e em vitórias. Foi muito mais do dobro, bem feitas as contas. Éramos apenas dois, hoje somos quase cinco. É tão bom obedecer ao Senhor! Não sabemos quanto mais tempo viveremos aqui. Só Deus sabe. Mas, seis anos já se passaram, repletos de motivos para dar graças ao nosso Bom Deus.

1 de fevereiro de 2011

Festa no Céu

Ser manso e humilde de coração, foi a pregação deste domingo. Uma Palavra explicada de forma muito simples, mas muito profunda e tocante. No final, levantámo-nos para orar e dar o culto por encerrado. De repente, da congregação, alguém diz em voz alta: Está aqui uma senhora que quer aceitar Jesus! Tratava-se de uma rapariga que tem assistido aos cultos nos últimos tempos. Vai sozinha, com um bebé de colo. No domingo anterior, perguntou ao pastor como é que devia fazer para ler a Bíblia, pois já tinha uma, mas não sabia por onde começar. O pastor aconselhou-a a começar pelo Livro de João. E parece que "João" fez o seu trabalho. Enquanto aquela rapariga caminhava pelo corredor central da igreja até à frente, ouviu-se outra voz. Era a voz de um rapaz que assiste aos cultos há cerca de 2 anos. Disse alto: "Eu também quero!" Arrepiante. Orámos todos juntos por mais estas duas vidas que o Senhor tocou, gratos e muito emocionados. Sem quaisquer apelos, estas duas vidas entregaram-se voluntariamente nos braços do Pai. A Deus toda a glória!

Fome e sede (da Palavra)

Há uma irmã da nossa igreja que faz algo muito curioso. Quando algum irmão falta ao culto por estar doente, ela telefona para essa pessoa (normalmente, durante o período do louvor) e proporciona à pessoa a quem telefona a possibilidade de ouvir um pouco do culto. Já aconteceu comigo e soube-me muito bem. Por vezes, ela vai mais longe e telefona a amigas suas que não pertencem à igreja. Um dia, telefonou para uma senhora da ilha do Pico, enquanto na igreja cantávamos o hino "Ó quão cego eu andei". Essa senhora - e todas as pessoas que estavam em sua casa - ficaram encantadas com o que ouviram. Telefonou de volta, felicíssima, para agradecer aquele momento. No domingo seguinte, à mesma hora, aquela senhora esperou ansiosamente pelo telefonema da nossa irmã, desta vez já com algumas vizinhas a seu lado, a quem convidou para ouvir "uns hinos muito lindos". Desde então, aquela senhora recebe sempre um telefonema aos domingos e convida pessoas para o ouvirem consigo. Que o Senhor possa completar a Sua obra naquelas vidas, do outro lado do canal.

Meio-lugar

Terminado o período de cânticos, saí do piano e fui procurar um lugar para me sentar a ouvir a pregação. Fui andando pelo corredor central da igreja, andando, andando e, quando dei conta, estava junto à porta da entrada, de pé, sem ter encontrado nenhum lugar vago. Uma senhora, apercebendo-se da minha dificuldade, apertou-se e cedeu-me um meio-lugar. Foi ali, naquele meio-lugar, que ouvi - feliz - a pregação. Necessitamos, urgentemente, de "alargar tendas". Problemas bons.

27 de janeiro de 2011

Humor açoriano

Esta engraçada montagem é mais facilmente compreendida pelos que acompanham a RTP Açores e conhecem os protagonistas do filme. Porém, mesmo para os de fora, penso que tem muita piada.

20 de janeiro de 2011

A II Guerra Mundial

-“Mamã, hoje aprendi na escola o que é a 2ª Guerra Mundial.”
-“Ai sim? E então, conta-me lá…” – respondi-lhe curiosa.
Com um ar muito convicto, começa a explicar-me: “- A 2ª Guerra Mundial foi um provo que tinha um chefe que achava que a sua pele era melhor que as outras peles. Então, ele mandou matar todas as peles diferentes da sua. Morreram artistas, crianças e até pessoas! Foi muito mau, não foi, mamã?”
- “Sim, foi terrível…” – respondi-lhe com um ar preocupado, ao mesmo tempo que fazia força para não me desmanchar a rir.
E continuou, com um ar dramático: “- Agora, imagina o que era se pusessem uma “tablete” em frente à minha escola a dizer :“Aqui só entram meninos de pele branca!”. Se fizessem isso a S. já não podia ir à escola (nota: a S. é única menina “castanha” da sua escola, como ele costuma dizer)! Nem o F. que é de pele amarela!
E, pronto, foi isto a 2ª Guerra Mundial.
(lol)

13 de janeiro de 2011

Festa no Céu - comentário do Canadá

"Sempre que posso, leio o blogue da irmã Adriana, “Meus rapazainhes”. Há duas semanas li uma notícia com o título em epígrafe, e constatei que aquela história passou-se há oitenta e dois anos, a qual, se não tivesse acontecido, eu não estaria hoje aqui a comentar o episódio ali narrado.
É com muita emoção que o faço.
Meu pai era o mais velho de quatro irmãos e quatro irmãs, (oito no total), criado dentro duma família cegamente católica.
Dentro de oito dias faço 78 anos de vida.
O facto foi-me contado por meu pai, que precisamente quatro anos antes de eu nascer ele (meu pai) entrou numa Igreja Evangélica em Ponta Delgada por curiosidade, ou melhor dizendo, para se divertir. Sentou-se e escutou a palavra, e, nunca mais deixou a Igreja Evangélica, até ao dia da sua morte.
Eu e meus três irmãos somos todos crentes, tendo meu pai nos deixado a melhor herança nesta vida, a palavra de Deus.
Mas a história não acaba aqui.
Meu pai falou e refalou à mãe e à restante família, do Evangelho de Jesus, mas, como já disse acima, os restantes familiares eram cegamente católicos e continuaram cegos. O que quer dizer que até hoje os descendentes de meus tios e tias continuam entregues à idolatria, nunca aceitaram a palavra, e sempre nos trataram por “os protestantes”, nome que aceito com muito orgulho.
Agora, voltando à história do moço na ilha do Faial, Deus queira que daqui a alguns anos os filhos dele possam dizer, tal com eu, “Bendita a hora em que meu pai entrou na Igreja Evangélica”. Também peço a Deus que os pais daquele moço aceitem a palavra de Deus, para que também possam glorificar ao Senhor Jesus Cristo como Salvador das suas vidas.
Deus seja louvado.
Daniel Silva (micaelense, emigrado no Canadá)
(Muito obrigada pelo seu testemunho, querido irmão Daniel Silva)

7 de janeiro de 2011

Clausetas

Com a aproximação da chegada do Tomás, andamos a fazer uns ajustes à nossa casa, que foi mobilada para duas pessoas e que, em poucos anos, tornou-se num lar para cinco pessoas. Ora, estávamos nós numa loja de móveis, a ver um catálogo de roupeiros, quando uma senhora na casa dos 60 anos, talvez já 70, aproxima-se de nós e começa a meter conversa: “Os jovens é que sabem bem escolher móveis… mas estes móveis de hoje em dia são tão feios…”. Debruçando-se para perceber melhor o que viamos nós no catálogo, diz-nos assim: “Precisam de clausetas, é?” Por momentos, o meu marido e eu ficámos sem reacção a olhar para a senhora. Clausetas? Ao ver que estavamos com dificuldade em entendê-la, disse-nos assim: “Desculpem-me, mas tenho este jeito de falar de lá de fora!” Foi então que nos caiu a ficha: ela queria dizer “closet” – roupeiro. Mais uma açoriana que foi emigrante na América. Está explicado.

6 de janeiro de 2011

O meu bolo rei

E em Dia de Reis deixo-vos a receita daquele que passou o meu bolo preferido da época de festas, desde que vim viver para os Açores: o Bolo de Natal dos Açores. Ver receita aqui.

4 de janeiro de 2011

Um pequeno grande gesto

Esta história aconteceu no nosso primeiro ano de Açores. Por ocasião de uma visita do Pastor Heitor Gomes ao Faial, ficámos a saber que um familiar seu, um rapaz novo, residente na ilha, estava acamado, com um cancro em estado muito avançado. A partir daí, o meu marido começou a visitar regularmente esse rapaz. Ía sozinho, pois eu tinha de ficar com o nosso filho, recém-nascido. Sempre que o meu marido o visitava, lia-lhe uma história bíblica de alguém que, como ele, também padecia de algum sofrimento e que encontrou consolo em Jesus. Um dia, acompanhei o meu marido nessa visita. Nessa altura, aquele rapaz já não conseguia falar. Quando queria dar uma resposta afirmativa, levantava com dificuldade o dedo indicador para cima. Quando não concordava, apontava para baixo. E era tudo. Mais uma vez, o meu marido leu-lhe uma passagem bíblica. O rapaz parecia estar a escutar, mas já não fazia qualquer expressão. No final, o meu marido perguntou-lhe se aquelas palavras faziam sentido para si e se cria no Senhor Jesus como seu Senhor. De imediato, o rapaz apontou o dedo para cima, mantendo-o por instantes no ar, com um olhar emocionado. Nunca esquecerei aquele momento. Arrepiante. Orámos por ele e, por fim, despedimo-nos. Faleceu dali a poucos dias. Cremos que terá partido para o Senhor.

2 de janeiro de 2011

1ª bebé do ano dos Açores

A 1ª bebé do ano dos Açores é filha de um casal que frequenta a nossa igreja. Bem-vinda, Bruna!