
... o meu marido não passa fome.
(haja imaginação)
Sempre gostei muito de uma passagem que diz que quando alguém se torna filho de Deus há festa no Céu. Mas também há uma outra passagem acerca de alguém que já era filho, mas que um dia saiu da casa do pai e, alguns anos mais tarde, voltou para fazer as pazes com ele, e que relata que também neste caso houve uma enorme festa! Fico a pensar qual das duas festas será melhor. Acho que são ambas de arromba!
Ele está a passar uma fase giríssima. Todos os dias, faz montes de descobertas! Só nesta última semana, aprendeu a dar beijinhos (dos repenicados), a dizer uma série de palavras novas (saliento o “Nó”, de “Noddy”), come de tudo (como gente grande), mas aquilo que mais me encantou foi ouvi-lo tentar CANTAR!
... que os casais novos tenham quase todos uma horta e animais de criação (vacas, porcos, galinhas) em casa.
O meu filho pedia-me insistentemente para provar a bebida que estava no meu copo (Guaraná). Dei-lhe a provar. Ele bebeu e disse logo a seguir: "é bom!"
A festa de aniversário da nossa freguesia é das mais giras e animadas da ilha (das poucas que não tem cariz religioso). O palco das actuações musicais fica quase à porta da nossa casa. Este ano, fomos os três petiscar nas barraquinhas dos comes e bebes. Linguiça regional, bolo de milho e sandes de albacora fazem as nossas delícias. O ambiente é familiar e sereno. Depois da filarmónica, é o grupo de cantares quem anima a festa com a chimarrita. Faz-se tarde e pedimos a conta. Trazem-nos um papelinho com uma soma feita à mão e, no cimo da conta, lemos “blusa bege”. Blusa bege? O que é isto? Rapidamente desvendamos o enigma. O “blusa bege” é o meu marido, que estava com um casaco de malha bege vestido. Pois claro, no meio de tanta gente, o rapazinho que servia às mesas tinha de se orientar!