23 de setembro de 2013

Testemunho


Quando, no ano passado, começámos a perceber que Deus nos estava a orientar no sentido de regressarmos ao continente para aqui servirmos a Sua igreja, houve um aspeto que, desde logo, nos fez refletir: o meu emprego. Depois de vários anos como contratada, eu tinha entrado recentemente para os quadros da Administração Pública – tinha um “emprego para a vida”. Decidimos entregar esse assunto nas mãos de Deus e continuámos a buscar a Sua vontade. Havia, porém, um pormenor muito delicado neste processo: é que as transferências dos Açores para o Continente estavam (e estão), na prática, “congeladas”. Logo, o mais certo seria eu não conseguir transferir-me e perder o meu vínculo. O Senhor acabou por nos levar a perceber que era mesmo para voltarmos e quando Deus fala só nos resta obedecer (pois a Sua vontade é sempre boa e perfeita). Assim sendo, falei com o meu chefe, expus a situação e comecei a tentar uma transferência para o continente. Começou então a surgir uma hipótese de transferência para Lisboa, mas sem certezas. Curiosamente, em fevereiro, no dia em que estávamos a sair da nossa casa nos Açores, para apanharmos o avião para Lisboa, o meu telemóvel tocou. Pousei as malas, atendi o telemóvel, e era o meu chefe a dizer que a transferência tinha sido autorizada. Percebemos que Deus estava no controlo da situação. Viemos para Lisboa em paz, eu iria começar a trabalhar em março. Porém, daí para a frente, o processo começou a embrulhar e a embrulhar, o que me levou a ter de meter uma licença sem vencimento até que tudo ficasse resolvido. Os meses foram-se passando e nunca mais se via uma luz ao fundo do túnel. Era uma assinatura que faltava, era um papel que tinha de ser junto, era um pormenor que tinha de ser retificado, o processo mais parecia não ter fim. A Igreja de Queluz foi extremosa durante todo este processo. Oraram por nós, sustentaram-nos, apoiaram-nos em tudo. A demora foi tanta que, a dada altura, comecei a temer que não se resolvesse mais. Decidi, então, candidatar-me a um concurso público - o curso de estudos avançados em gestão pública - que abriu aqui no continente e que, findo o qual, me daria acesso a um lugar na Administração Pública de cá. Pela graça de Deus, fiquei apurada neste concurso, mas, ainda antes do curso começar, a minha transferência dos Açores para Lisboa, finalmente, resolveu-se! Comecei a trabalhar na 6ªf passada, mantendo assim o meu vínculo e continuando ligada a um serviço que creio que vou gostar muito. Estou muito feliz e agradecida a Deus também pelos meses em que estive em casa, acompanhando o meu marido, os meus filhos e a igreja, nesta fase de adaptação ao continente e ao novo ministério. Nada aconteceu por acaso. Tudo aconteceu no tempo certo. Não foi fácil a espera, foi muito duro. Mas saímos desta experiência com uma visão ainda mais reforçada da soberania de Deus e da Sua fidelidade. Deus é BOM!

5 comentários:

Vilma Correia disse...

Sempre! Ele é Sempre bom.
Que bom Adriana!
Beijinhos!

Nota: gostei demais de te conhecer ao vivo e a cores! És mesmo uma luz!

Avozinha disse...

Durante estes meses, pensei muitas vezes de mim para comigo como era bom poderes estar tão disponível para a adaptação... Mesmo a trabalhar, sei que continuas, agora que já conheces os cantos à casa...

Patrícia disse...

:)

Filipa Lopes disse...

A mão de Deus em tudo:)
Alegramo-nos convosco.

susana fraga disse...

Realmente....Senhor é fiel
admirável testemunho