21 de janeiro de 2007

Meus rapazainhes

Choque de gerações

Hoje, no final do culto, enquanto as pessoas de despediam umas das outras, fixei a minha atenção num menino que brincava sozinho no tapete grande, em frente ao púlpito. Ele devia estar a imaginar-se num combate de luta livre, pois fazia os gestos e os sons de quem se encontrava num árduo combate. De repente, caiu no chão, de barriga para baixo, vencido. Não se levantou mais. Aproximei-me dele e disse-lhe: "Bem, Luís, levaste cá uma sova!" e ele respondeu-me assim: "Não foi uma sova, fui electrocutado!".

Charme

A ama do nosso filho ensinou-o a dar um beijinho na sua própria mão e depois a enviá-lo pelo ar. E ele adora fazer essa nova habilidade às meninas da caixa do híper (suas fãs)!

20 de janeiro de 2007

Obra completa

Aquela mulher tinha uma família estruturada, que gostava imenso dela, mas não era completamente feliz. Não é que fosse feia, mas tinha uma aparência muito desgastada pelos anos. Foi a um programa da TV e ficou como nova. Impressionante. Tocou-me, especialmente, vê-la a chorar de emoção quando o dentista lhe mostrou ao espelho o seu novo sorriso. Ela que até há bem pouco tempo evitava abrir a boca com vergonha pela falta de alguns dentes. Aquela mulher jamais teria dinheiro para pagar um trabalho daqueles. Sei que pode parecer piroso dizer isto, mas emocionou-me mesmo ver a expressão de felicidade da senhora.
Às vezes faltam-nos concretizar pequenos pormenores (pequenos sonhos) para sermos completamente felizes. E Deus não está alheio a isso. Deus não quer apenas dar-nos a Salvação, Ele quer fazer uma obra completa de restauração da nossa vida.
Têm chegado até à nossa igreja pessoas com um desejo imenso de conhecer Jesus. E tem estado a acontecer uma coisa muito interessante. Depois dessas pessoas receberem a Salvação, Deus tem-lhes estado a dar aquilo que elas até já tinham perdido a esperança de vir um dia a alcançar. Por exemplo, vi Deus a dar dois noivos a duas senhoras que, por já terem filhos de outros relacionamentos, achavam que ía ser muito difícil alguém se interessar por elas. Vi Deus a reconciliar um casal separado. E tantas outras coisas. Para mim, isto são “sinais, prodígios e maravilhas”, obra de um Deus muito bom e cheio de amor por nós.

19 de janeiro de 2007

Já desisti...

... de andar sempre a apanhar e a estender a mesma roupa.
Nos meus primeiros tempos de Faial, passava a vida numa correria a caminho do estendal. Chegava a estender a mesma roupa diversas vezes por dia, tentando (desesperadamente) escapar das chuvadas constantes. E era sempre quando a roupa estava mesmo quase sequinha que caía aquela tromba d'água que me deixava com pele de galinha de tantos nervos que sentia.
Com o tempo percebi que não valia a pena andar naquele stress todo. Não há como fugir do inevitável. Todo o bom açoriano lava a sua roupa quatro e cinco vezes (uma vez pela máquina da roupa e as restantes pela chuva).

18 de janeiro de 2007

Sem Abrigo

Carro novo, amigos novos

Uns amigos nossos compraram um Yaris azul que era de outro habitante da ilha. Durante meses, receberam acenos e sinais de luzes de pessoas que não conheciam de lado nenhum.

17 de janeiro de 2007

Ok

Eu: “Sabes, querido, a minha mãe disse-me que custa mais cuidar de um filho sozinho do que de dois filhos.”
Ele: (silêncio)
Eu: “… e eu fiquei a pensar nisto.”
Ele: “Então, podes continuar a pensar durante uns bons tempos!”

16 de janeiro de 2007

Tudo pára

Tudo pára quando o nosso filho adoece.
Nunca o tínhamos visto tão em baixo. Foi a primeira vez que teve de tomar antibiótico.
Mas, ao fim de quase oito dias, hoje já dançou o ragga des pingouins. Que amanhã possa ser o último dia de baixa.

10 de janeiro de 2007

Não foi por acaso

Queríamos ter marcado a nossa viagem de regresso de férias para o dia 2 de Janeiro, mas como o vôo estava lotado, marcaram-nos para o dia 3 e ficámos em lista de espera para o dia 2. Durante as férias, ligaram-nos para o continente a dizer que nos tinham arranjado lugar para o dia 2. O meu marido pediu à senhora que lhe telefonava para aguardar, baixou o telemóvel e perguntou-me se eu sempre queria voltar no dia 2 ou se preferia manter o dia 3. Como a vontade de ficar mais um dia com a família era muita e como eu ainda tinha um dia de folga para gozar, decidimos manter o dia 3. Fizemos uma viagem tranquila, sem turbulência, e aterrámos num Faial repleto de sol.
Quando cheguei a casa, o meu telemóvel tocou. Era uma amiga açoriana preocupada com a nossa viagem. É que, no dia anterior, os vôos para Faial e Pico tinham "apanhado pancadaria por aí abaixo", como se diz por aqui. Neste vôo, algumas pessoas sairam do avião de maca. Num outro, que aterrou na Horta, as pessoas vieram a gritar desde a descida de São Jorge.
Imagino o que seria passar por uma coisa dessas com o meu filho no colo. Obrigada, meu Deus, por nos teres protegido!

O 6º dente

Incisivo lateral esquerdo, seu desgraçado! Há duas noites que não me deixas dormir. Por tua causa, ando completamente zombi no meu emprego. Os cinco dentes anteriores portaram-se tão bem e tu tiveste de fazer este festival todo. Tás marcado comigo!

9 de janeiro de 2007

Pensamento

Numa altura em que se fala tanto acerca da legitimidade da mulher determinar o fim de uma vida que traz dentro de si, o meu pensamento vai para as mulheres que vivem o drama de não conseguir engravidar e também para aquelas que passaram pelo desgosto de perder uma gravidez, involuntariamente. Essas mulheres é que merecem toda a nossa atenção e apoio.

7 de janeiro de 2007

"O brinquedo"

Os bons brinquedos nem sempre são os mais caros ou os que estão na moda. Os brinquedos preferidos do nosso filho são colheres de pau, garrafões de água de 5lt (vazios) e o comando da tv. O "brinquedo" da foto é um enxugador de alface, da Tupperware, que ele descobriu no armário da cozinha da minha mãe. Recordo-me que este "brinquedo" fez as minhas delícias (e dos meus irmãos) quando crianças. A técnica era esta: rodávamos o manípulo a toda a velocidade e depois tirávamos a tampa (em andamento) para vermos a salada à roda e à roda! Espectacular. A minha avó paterna ofereceu um exemplar a cada neto. Hoje é o bisneto quem lhe dá uso.

6 de janeiro de 2007

A televisão no seu estado puro

Uma das coisas mais deliciosas que viemos descobrir neste lugar chama-se "RTP Açores". Os continentais não sabem o que estão a perder! No início achavamos estranho chegar a certos cafés ou às casas de pessoas amigas e a TV estar na RTP Açores. "Como é que eles têm paciência para ver este canal?", pensavamos. Com o passar do tempo, fomos descobrindo a RTP Açores e a importância que ela tem quer para os açorianos das 9 ilhas, quer para os açorianos espalhados pelo mundo.
Só para vos dar um cheirinho daquilo que é este canal, digo-vos que tem um programa da manhã (que repetem à tarde) com notícias dadas por um apresentador com um sotaque entranhadíssimo de São Miguel. É um canal familiar, com pouco ritmo, mas informativo e interessante. Recordo o directo que fizeram acerca da inauguração do novo parque de campismo dos Biscoitos, em que anunciavam que quem lá fosse ganhava um pão de massa e uma garrafinha. Encantador.

4 de janeiro de 2007

Até daqui a uns (bons) meses...

Uma das coisas mais difíceis que temos experimentado desde que viemos viver para os Açores é o regresso de férias. Custa muito despedirmo-nos da família. E esta dificuldade acentua-se cada vez mais, desde que temos o nosso filho. É uma "maldade" muito grande deixar os nossos pais e irmãos do outro lado do oceano, mas é uma maldade ainda maior manter um neto do lado de cá. Na hora da despedida, as lágrimas são sempre inevitáveis. "Quando é que voltam agora?", é a pergunta que fica no ar. E isto é tão difícil de digerir que, por momentos, somos levados a pensar se valerá a pena pagar um preço tão alto.
Mas a resposta vem logo de seguida. Não viemos para aqui para ter uma vida melhor, nem mais fácil. Viemos porque Deus nos trouxe. Viemos porque Deus ama estas pessoas de sotaque estranho e quer dar-lhes uma vida melhor. Mas Deus é tão bom que nos tem dado mesmo uma vida muito melhor, neste lugar. Temos sido tão felizes e abençoados, que as dificuldades acabam por tornar-se perfeitamente suportáveis.
(Obrigada papás, mamãs, manas e mano, cunhados e sobrinha, tios e primos, pelo amor que nos deram durante estes dias. Que Deus vos abençoe a todos)

31 de dezembro de 2006

Balanço

2006 foi um ano bom! Iniciámo-lo com um bebé de três meses nos braços e terminámo-lo com um rapagão de 15 meses que já corre, salta, fala imensas coisas, come de tudo, risca os móveis, parte molduras e afins. Deus foi-nos ensinando a cuidar dele, longe das nossas famílias. Na verdade, é Deus quem tem cuidado deste menino e nós temos dado uma mãozinha.
Em 2006, Deus deu-me o melhor emprego que já tive na vida. Comprámos um carro de cinco lugares. Nasceram dois bebés na nossa igreja e quatro senhoras engravidaram. Converteram-se almas. O amor de Jesus contagiou pessoas (e que 2007 possa ser o ano da sua conversão). Criei um blogue. Fui pela 1ª vez ao Estádio da Luz e vi o Benfica ganhar 3-0 (se eu não escrevesse esta o meu marido não me ía perdoar). Enfim, aconteceram tantas coisas...
Que 2007 possa ser um ano muito bom para todos nós e para todos vós que passam por aqui!

30 de dezembro de 2006

É constrangedor...

...ver o nosso filho receber prendas lindíssimas e, para desânimo do ofertante (e para nosso constrangimento), vê-lo a dar mais importância ao papel de embrulho ou à etiqueta do presente, do que à prenda em si. Pior ainda, é quando ele despreza completamente o presente e vai mas é brincar com a colher de pau da avó.

29 de dezembro de 2006

Destinos de férias

Não queremos saber de sítios sossegados, nem de passeios à beira-mar. Sempre que vimos de férias ao continente passamos grande parte do nosso tempo a passear nos shoppings e nos hipermercados. Consolamo-nos a ver as lojas, a confusão dos centros comerciais e os preços (tão) baixos de todas as coisas. Regalamo-nos a conduzir nas estradas de cá e a poder andar a mais de 90km/h em certos sítios.
A diferença é que nos cansamos mais depressa. Cansamo-nos de ver tantas pessoas juntas, de ter de esperar em filas para tudo, do trânsito e da dificuldade em arranjar lugar para estacionar.

26 de dezembro de 2006

A nossa surpresa

Não dissemos nada aos meus sogros, foi surpresa absoluta. Depois do culto de domingo, apanhámos "a TAP" (como se diz no Faial) das 13h45 e voámos rumo ao continente. Desta vez, o nosso filho já comeu da sandes que nos servem durante a viagem. Gostou.
Quando chegámos ao aeroporto, o amigo Tiago estava à nossa espera, para nos levar até à casa dos meus sogros.
Quando a família nos viu, foram muitas as lágrimas, os abraços sentidos e as gargalhadas que soaram naquela casa. "Seus malandros! Não disseram nada!"..."Que bom ter-vos cá! É a melhor prenda de Natal que podíamos receber!". Escusado será dizer que o nosso filho foi mais mimado e apaparicado numa só noite do que em muitos meses de vida. A certa altura, perdi a conta às fantasias de Natal que ele já tinha comido. "Deixem lá o menino comer à vontade, o chocolate faz-lhe bem!" "Queres uma filhós, meu amor?" "Queres uma broazinha?" Às duas e meia da manhã, ainda se ouviam as gargalhadas dele. Nessa noite, adormeceu a cheirar a beijos.
Quando vivemos longe da família, aprendemos a dar-lhe mais valor. Essa é uma das coisas boas que temos aprendido a 1700 Km de distância deles. Vamos ficar por aqui uns dias.
Até breve!

23 de dezembro de 2006

Ele está entre nós!

"Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros; o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz". Isaías 9:6

Feliz Natal!