21 de fevereiro de 2007

Segunda mãe

Ela guardava religiosamente um bilhete que uma vez lhe escrevi no dia da mãe (era eu uma miúda) que dizia: "Para mim, és como uma segunda mãe." De vez em quando, ela ía buscar aquele bilhete e lia-mo, com os olhos marejados. Era tão querida! Das coisas mais engraçadas que me recordo dela, era quando começava a orar, antes de comer, ou antes de dormir, sem avisar ninguém, atropelando, assim, quem estivesse a falar nesse momento. "Ó Senhor...", era assim que começava sempre. Dizem que dela herdei a característica de ser poupada. Lembro-me de pensar que um dia que ela partisse as suas filhós íam partir com ela. E assim foi. Ninguém na família as sabe fazer com o mesmo sabor. Não chegou a saber que tem um bisneto açoriano. Tenho a certeza de que ela ía gostar muito de saber que o seu neto mais novo se baptizou há dias na sua igreja. Já lá vão três anos que ela está com o Senhor, o seu Senhor! E nós, seus descendentes, continuamos a recordá-la com muito amor e gratidão pela pessoa que foi.

3 comentários:

Avozinha disse...

Se alguém um dia me recordar assim, tirando as filhós que não sei fazer, certamente que estarei muito feliz lá no céu.

Daniela Mann disse...

Tenho tantas saudades da avó! Já me puseste a chorar!

Nela disse...

njbryhNo baptismo do Martim, o pastor, ao orar, disse para Jesus dizer à avó o que se estava ali a passar pq ela iria ficar mt feliz, claro que, ao olhar para o lado, vi as lágrimas de algumas irmãs que me acompanhavam neste momento de grande felicidade.
Lembro tb o culto de memória da avó, cada hino, cada palavra... Faz-me mta falta. As mães nunca deviam morrer.